Tecnologia · 2026-10-13 · Redação Notícia ES

FMI reduz projeção do PIB do Brasil, da China e eleva da economia global

Investimentos em inteligência artificial compensam efeitos da guerra no Oriente Médio; estimativa para o país recua de 2,4% para 2,2% em 2026

FMI reduz projeção do PIB do Brasil, da China e eleva da economia global
FMI reduz projeção do PIB do Brasil, da China e eleva da economia global

O FMI (Fundo Monetário Internacional) elevou ligeiramente, nesta terça-feira (13), sua projeção de crescimento da economia global para 2026.

Fortes investimentos em inteligência artificial compensam o choque energético

Os fortes investimentos em inteligência artificial compensam o choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio. No entanto, a instituição também alertou para o aumento dos riscos de desaceleração.

Para o Brasil, a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026 caiu de 2,4% para 2,2% em relação ao relatório de julho.

Para 2027, a instituição também reduziu a projeção de avanço da economia brasileira de 2,2% para 1,9%, uma queda de 0,3 ponto percentual.

No caso da China, o FMI reduziu em 0,1

No caso da China, o FMI reduziu em 0,1 ponto percentual a projeção de crescimento para 2026 e 2027. A economia chinesa deve avançar 4,5% neste ano, ante 4,6% previstos em julho, e 4% no ano que vem, abaixo dos 4,1% estimados anteriormente.

Como mostrou a CNN , apesar de um conflito mais prolongado no Oriente Médio, que manteve os preços do petróleo acima de US$ 100 por barril, o FMI prevê crescimento global de 3,1% em 2026 , uma ligeira alta em relação aos 3% projetados em julho.

A projeção do relatório Panorama Econômico Mundial (World Economic Outlook), divulgado enquanto líderes econômicos e financeiros globais se reúnem em Bangkok para as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, está próxima do cenário mais otimista apresentado em abril, mas abaixo do crescimento global de 3,5% registrado em 2025.

Para 2027, o FMI prevê crescimento global de 3,4%, estável em relação à projeção de julho e 0,2 ponto percentual acima da estimativa de abril.

A ligeira melhora se deve, em grande parte, à continuidade dos fortes investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, o que levou a revisões para cima das projeções de crescimento de importantes economias avançadas que desenvolvem plataformas de IA e, sobretudo, de países fornecedores de componentes de hardware para essa tecnologia, incluindo Coreia do Sul, Malásia, México e Tailândia, que sedia as reuniões nesta semana.

“A economia global tem demonstrado resiliência, mas essa capacidade está chegando aos limites, por isso precisamos deixar de apenas enfrentar as dificuldades e passar a reconstruir”, afirmou a economista-chefe do FMI, Silvana Tenreyro, em entrevista coletiva.

“Precisamos recuperar a margem de manobra fiscal. Precisamos reconstruir a resiliência do lado da oferta.”

Ela afirmou que os principais riscos de desaceleração incluem um conflito prolongado e intensificado no Oriente Médio, que aumente as pressões inflacionárias; a alta dos rendimentos dos títulos, que eleva os custos de financiamento dos governos; eventos climáticos extremos provocados pelo El Niño; e uma reavaliação da rentabilidade da inteligência artificial, que provoque um colapso dos investimentos e dos preços dos ativos.

Países e empresas agiram rapidamente para atenuar o choque nos preços do petróleo, recorrendo a reservas, substituindo fornecedores e fontes de energia e reduzindo a demanda por petróleo, afirmou Petya Koeva Brooks, vice-diretora do departamento de pesquisa do FMI, em entrevista separada à Reuters.

Segundo ela, sem essas medidas, o crescimento global teria caído para 2,5% neste ano, mas seus efeitos estão perdendo força à medida que a guerra se prolonga.

O FMI observou uma divergência crescente entre os países que se beneficiam da inteligência artificial e aqueles que ficam à margem dessa transformação. Atualmente, apenas 32 países respondem por 95% do crescimento global, ante 54 países em abril.

As revisões para baixo das projeções de crescimento se tornaram mais disseminadas, e o FMI reduziu as estimativas de 47% das economias desde a divulgação das projeções de abril, incluindo vários países importadores de energia que estão fora das cadeias de valor da inteligência artificial.

Os países do Golfo diretamente afetados pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã foram os mais atingidos pelas revisões. Agora, o PIB da Arábia Saudita deve encolher 3,3% neste ano, em comparação com a expansão de 1,7% prevista em julho.

Também se espera que Irã, Iraque, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos enfrentem recessões profundas, com contrações de 7,6%, 16%, 16,7%, 15,6% e 3,9%, respectivamente, em 2026.

Entre as principais economias, o FMI prevê crescimento de 2,3% para os Estados Unidos em 2026 e 2027, sem alteração para este ano e com alta de 0,1 ponto percentual para o próximo.

A economia americana deve ser sustentada pelo consumo privado robusto, pelos cortes de impostos e pelos investimentos em inteligência artificial, embora o impulso da IA seja parcialmente compensado pelo elevado conteúdo importado desses investimentos.

Em resumo

O que aconteceu?

O FMI (Fundo Monetário Internacional) elevou ligeiramente, nesta terça-feira (13), sua projeção de crescimento da economia global para 2026. Os fortes investimentos em inteligência artificial compensam o choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio. No entanto, a instituição também alertou para o aumento dos riscos de desaceleração.

Qual é o ponto principal?

Para o Brasil, a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026 caiu de 2,4% para 2,2% em relação ao relatório de julho.

Quais são os dados mais importantes?

Para 2027, a instituição também reduziu a projeção de avanço da economia brasileira de 2,2% para 1,9%, uma queda de 0,3 ponto percentual.

Qual é o contexto?

No caso da China, o FMI reduziu em 0,1 ponto percentual a projeção de crescimento para 2026 e 2027. A economia chinesa deve avançar 4,5% neste ano, ante 4,6% previstos em julho, e 4% no ano que vem, abaixo dos 4,1% estimados anteriormente.

Quais são os próximos desdobramentos?

Como mostrou a CNN , apesar de um conflito mais prolongado no Oriente Médio, que manteve os preços do petróleo acima de US$ 100 por barril, o FMI prevê crescimento global de 3,1% em 2026 , uma ligeira alta em relação aos 3% projetados em julho.

Fontes