Foto do e-Título depende da biometria
Aplicativo exibe a imagem validada no cadastro eleitoral e não oferece troca direta como em redes sociais ou mensageiros.

A fotografia exibida no e-Título não pode ser trocada diretamente pelo celular como ocorre em aplicativos de mensagens e redes sociais. A imagem do documento digital depende dos dados biométricos coletados e validados pela Justiça Eleitoral.
A Jovem Pan explicou o funcionamento da trava nesta sexta-feira (2). As páginas oficiais do Tribunal Superior Eleitoral confirmam que a foto aparece para quem possui biometria cadastrada e que o aplicativo apenas sincroniza as informações armazenadas no cadastro eleitoral.
Isso significa que a câmera do telefone não substitui a fotografia oficial. O reconhecimento facial usado durante a validação serve para conferir a identidade de quem acessa o aplicativo, mas não cria uma nova imagem de perfil para o título digital.
O bloqueio protege a função documental do e-Título. Se qualquer usuário pudesse enviar uma foto da galeria, seria mais difícil garantir que o retrato mostrado na seção eleitoral corresponde à pessoa cuja identidade foi verificada presencialmente ou em uma base biométrica autorizada.
Aplicativo apenas sincroniza dados
A versão atual do e-Título sincroniza dados biográficos e biométricos em tempo real. Quando uma atualização válida é registrada no cadastro eleitoral, o aplicativo consegue refletir a mudança sem exigir nova emissão do documento digital.
O TSE orienta o usuário a apagar os dados locais do aplicativo e entrar novamente se a foto não aparecer mesmo depois de a biometria ter sido coletada e validada. Essa ação refaz a consulta ao cadastro, mas não altera a fotografia registrada.
Quando o e-Título exibe foto, ele pode ser apresentado como documento oficial de identificação na hora de votar. Se não houver imagem, o eleitor ainda consegue consultar zona, seção e situação cadastral, mas deve levar outro documento oficial com foto.
Entre as funções disponíveis estão a consulta ao local de votação, emissão de certidões, justificativa de ausência, inscrição como mesário voluntário e pagamento de débitos. A fotografia é apenas uma das informações protegidas pelo sistema.
Biometria sustenta identidade digital
A relação entre foto e biometria foi criada para reduzir divergências de identidade e dar valor oficial ao documento no celular. Impressões digitais, retrato e dados biográficos formam um conjunto que passa por validação antes de ser apresentado no aplicativo.
Essa arquitetura também explica por que atualizar o aplicativo não muda o rosto exibido. A loja do celular fornece uma versão nova do programa, enquanto os dados pessoais continuam vindo do banco administrado pela Justiça Eleitoral.
Quem encontrar erro persistente deve consultar o Autoatendimento Eleitoral ou procurar orientação do tribunal regional. Em ano de eleição, alguns serviços de alteração cadastral ficam suspensos durante o fechamento do cadastro, embora consultas e recursos do aplicativo continuem disponíveis.
A regra central é simples: a tela mostra a fotografia que a Justiça Eleitoral considera vinculada ao eleitor. O celular oferece acesso ao documento e autenticação, mas não funciona como editor das informações biométricas oficiais.