Política ES · 2026-10-28 · Redação Notícia ES

Frente governista: era vidro e se quebrou - Século Diário

As fragilidades invisíveis do grupo de Ferraço e Casagrande; Anadelso contra Arnaldinho; eleição na Câmara de Vitória; e mais

Frente governista: era vidro e se quebrou - Século Diário
Frente governista: era vidro e se quebrou - Século Diário

As fragilidades invisíveis do grupo de Ferraço e Casagrande; Anadelso contra Arnaldinho; eleição na Câmara de Vitória; e mais

Frente ampla governista nas eleições capixabas, parafraseando uma conhecida

A frente ampla governista nas eleições capixabas, parafraseando uma conhecida cantiga popular, era vidro e se quebrou – e antes mesmo do resultado final de domingo (25).

Logo após o resultado do primeiro turno para governador, que terminou com vantagem acachapante para Lorenzo Pazolini (Republicanos), Da Vitória (PP) e Marcelo Santos (União Brasil), principais lideranças estaduais da Federação União Progressista (UPB, PP + União), se deixaram fotografar com o líder da disputa, mesmo que tenham fechado aliança com o governador Ricardo Ferraço (MDB) anteriormente.

Ainda na primeira semana do segundo turno, o Podemos e o União Brasil publicaram notas – convenientemente assinadas pelas Executivas nacionais – declarando mudança de posição e apoio ao ex-prefeito de Vitória.

No caso do Podemos, justiça seja feita, o presidente

No caso do Podemos, justiça seja feita, o presidente estadual Gilson Daniel continuou fazendo campanha para Ferraço; o mesmo não pode ser dito de Marcelo Santos com relação ao União Brasil.

Finalizado o pleito, Santos e Da Vitória parabenizaram o novo governador e praticamente ignoraram Ricardo.

Aqui e ali, surgiram informações de que Da Vitória e Marcelo Santos se sentiram “sabotados” durante a campanha por Renato Casagrande (PSB), ex-governador e senador eleito, que teria utilizado sua influência a favor de candidatos a deputado federal de seu próprio partido, como Manu Pedroso.

Pode ser que tenha acontecido algo do tipo. Mas, este colunista, do alto de sua ingenuidade, acreditava que o apoio a candidatos a governador se baseava em afinidade ideológica e fidelidade a projetos políticos, e não em meros acordos de ocasião…

Grandes coligações e coalizões partidárias podem parecer imbatíveis à primeira vista, mas o desenrolar da situação no Espírito Santo revela fragilidades nesse tipo de aliança.

Sempre existe o risco de deserção no primeiro sinal de que as coisas estão dando errado. Além do mais, com um leque partidário tão amplo, muitas vezes o grupo fica sem uma identidade definida.

Ricardo Ferraço fez acenos conservadores durante os primeiros meses à frente do Executivo e no primeiro turno da campanha, mas ele representava uma gestão de oito anos que tinha viés progressista.

No fim das contas, como já analisado pela coluna, não foi plenamente acolhido por nenhum dos polos ideológicos.

O governador eleito do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, encaminhou oficialmente ao Governo do Estado, nessa terça-feira (27), um ofício comunicando a designação de Erick Musso, presidente estadual do Republicanos e ex-presidente da Assembleia Legislativa (Ales), para coordenar a equipe de transição governamental.

Anadelso Pereira (PSDB), vereador de Vila Velha, tornou público o seu rompimento com o prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB).

“Quando mais precisei do prefeito Arnaldinho, ele me traiu”, comentou, em vídeo publicado nas redes sociais nessa terça-feira.

Na postagem, ele lembra que, por fidelidade a Borgo, trocou o Podemos pelo PSDB, mesmo sob o risco de perder o mandato.

Mesmo assim, segundo Anadelso, em julho, o prefeito “chamou minhas lideranças e pediu para nenhuma deles me apoiar mais para deputado estadual” – ele teve baixa votação.

O vereador foi além e ressaltou outras “traições” de Arnaldinho: quando deixou de escolher Bruno Lorenzutti (Republicanos) para sua chapa, nas eleições de 2024; quando tentou ser candidato a governador à revelia dos parceiros Renato Casagrande e Ricardo Ferraço; quando se articulou com Lorenzo Pazolini e, em seguida, retornou para o “colo” governista; e depois ao não fazer campanha para o deputado federal Dr.

Victor Linhalis (PSB), outro aliado, e que acabou não conseguindo se reeleger.

Conforme mostramos em outra reportagem, Anadelso não é o único insatisfeito dentro da base de Arnaldinho na Câmara de Vereadores de Vila Velha.

Carol Caldeira (DC) e Renzo Mendes (Podemos) também relataram situação parecida em relação às suas candidaturas, com movimentos do prefeito para que lideranças lhes retirassem o apoio.

No segundo turno, os três declararam apoio a Lorenzo Pazolini, contrariando o posicionamento do prefeito, que fez parte da aliança governista em torno de Ricardo Ferraço na eleição.

Se bem que o próprio Arnaldinho também não fez muita campanha para Ferraço no segundo turno.

O imbróglio envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vitória está finalmente superado.

Nesta quarta-feira (28), os vereadores aprovaram, em regime de “urgência urgentíssima”, uma nova resolução que muda o Regimento Interno e fixa a realização do pleito interno da Mesa de meio de mandato para o período entre 1º e 20 de novembro.

Para chegar à análise do tema, os parlamentares tiveram que analisar antes, nas últimas semanas, mais de 60 matérias que estavam pendentes e que, segundo o presidente, Anderson Goggi (Republicanos), estavam travando a pauta.

Goggi classificou a limpeza de pauta como algo “histórico”, mas, em outras ocasiões, também admitiu que fez o possível para adiar a realização da eleição, como queria a gestão municipal, e essa “necessidade” de pautas matérias pendentes veio bem a calhar.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que a Federação Psol/Rede conseguiu, sim, alcançar a cláusula de desempenho.

Isso foi possível porque o tribunal arredondou para cima o percentual de votos recebidos no Espírito Santo, que foi de 1,4912%.

A agremiação precisava ter 1,5% dos votos para deputado federal em pelo menos oito unidades da federação, e a situação em território capixaba é que estava impedindo chegar até essa meta.

A federação chegou a anunciar que entraria com ação por fraude à cota de gênero que teria sido praticada por outro partido – a eventual anulação da votação de outra sigla teria impacto direto na contabilidade geral.

Em resumo

O que aconteceu?

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Qual é o ponto principal?

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Quais são os dados mais importantes?

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Qual é o contexto?

Grandes coligações e coalizões partidárias podem parecer imbatíveis à primeira vista, mas o desenrolar da situação no Espírito Santo revela fragilidades nesse tipo de aliança. Sempre existe o risco de deserção no primeiro sinal de que as coisas estão dando errado. Além do mais, com um leque partidário tão amplo, muitas vezes o grupo fica sem uma identidade d

Quais são os próximos desdobramentos?

O governador eleito do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, encaminhou oficialmente ao Governo do Estado, nessa terça-feira (27), um ofício comunicando a designação de Erick Musso, presidente estadual do Republicanos e ex-presidente da Assembleia Legislativa (Ales), para coordenar a equipe de transição governamental.

Fontes