Política Nacional · 2026-10-28 · Redação Notícia ES

Fuga de Flávio precipita ascensão de Tarcísio, e direita aposta em nomes do Senado para liderar oposição

Governador reagiu à carta golpista, dizendo que a eleição acabou e que as urnas devem ser respeitadas

Fuga de Flávio precipita ascensão de Tarcísio, e direita aposta em nomes do Senado para liderar oposição
Fuga de Flávio precipita ascensão de Tarcísio, e direita aposta em nomes do Senado para liderar oposição

A fuga do senador Flávio Bolsonaro ( PL ), nesta terça-feira (27), após a derrota para o presidente Lula ( PT ), deve antecipar a liderança nacional do governador reeleito de São Paulo , Tarcísio de Freitas (Republicanos), e levar ao enfraquecimento do clã Bolsonaro, segundo integrantes da direita.

Quando questionados a respeito da fuga, políticos bolsonaristas disseram

Quando questionados a respeito da fuga, políticos bolsonaristas disseram sob reserva que o sentimento majoritário no grupo, mesmo entre os considerados mais moderados, era de compreensão com a decisão de Flávio de deixar o Brasil pelo que veem como "perseguição" à direita.

Após Flávio divulgar uma carta golpista nesta quarta-feira (28) , partidos e políticos se distanciaram mais do senador, reiterando o resultado das urnas —foi o caso de Tarcísio e de Rogério Marinho (PL-RN), que endossaram ainda assim o sentimento de injustiça de Flávio.

Alguns deputados do PL, como Gustavo Gayer (PL-GO), por outro lado, compartilharam o documento.

Congressistas afirmam que o senador não terá condições práticas

Congressistas afirmam que o senador não terá condições práticas ou até morais de se tornar um líder morando nos Estados Unidos e que o vácuo de poder será natural e gradualmente ocupado por Tarcísio .

Após a carta golpista, o governador declarou que entende o sentimento de indignação e revolta de Flávio, mas que "o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente".

Na tarde de segunda, Flávio foi aconselhado pelo governador e pela cúpula da campanha a desistir de contestar o resultado das urnas.

Nessa reunião, que teve também a presença de Marinho e de advogados, o grupo buscou convencer Flávio de que o discurso inflamado não era um bom caminho, e que o questionamento da eleição poderia passar pelo uso da máquina por Lula, mas não pela votação em si.

Depois da fuga de Flávio, na terça, Tarcísio também já tinha se pronunciado em vídeo —com fala lida por alguns políticos como uma forma de preencher o espaço deixado por Flávio e como uma espécie de crítica.

O governador começou, por exemplo, agradecendo a cada um dos quase 60 milhões de eleitores que votaram em Flávio.

Integrantes do PL afirmam que, mesmo no exterior, Flávio terá influência sobre a oposição, mas admitem que os embates diários vão exigir nomes que possam orientar o grupo estando no país, principalmente no Congresso.

Nesse contexto, são mencionados senadores como o próprio Marinho, Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Tereza Cristina (PP-MS). Por isso, a fuga de Flávio também aumentou a pressão —principalmente no PL— sobre a presidência do Senado.

Parlamentares e governadores bolsonaristas dizem ser fundamental eleger o próximo presidente da Casa para conseguir organizar a direita e fazer frente ao presidente Lula e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Eles argumentam que, mesmo que Tarcísio se consolide como o principal candidato da direita para 2030, só com a Presidência do Senado será possível fazer um contraponto em Brasília e implementar a agenda deste campo.

A ideia inicial era que Flávio unificasse os papéis de líder nacional e de articulador da direita no Congresso.

Na véspera da fuga, ele foi aconselhado a abandonar o tom golpista de domingo (25), aceitar o resultado da eleição e assumir essa liderança da oposição no Brasil.

Segundo relatos, aliados ressaltaram a Flávio que ele superou o próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em número de votos, o que não era trivial.

Mas Flávio decidiu fugir para os Estados Unidos e divulgou uma carta golpista em que se autoproclamava "verdadeiro presidente do Brasil". A versão original foi alterada cerca de uma hora depois, quando o trecho de "presidente" foi mudado para "líder do Brasil".

Apesar da frustração do plano de que Flávio ficasse no país para organizar a direita, o senador tem sido tratado por correligionários como um perseguido político, e não como covarde ou fugitivo.

Em resumo

O que aconteceu?

A fuga do senador Flávio Bolsonaro ( PL ), nesta terça-feira (27), após a derrota para o presidente Lula ( PT ), deve antecipar a liderança nacional do governador reeleito de São Paulo , Tarcísio de Freitas (Republicanos), e levar ao enfraquecimento do clã Bolsonaro, segundo integrantes da direita.

Qual é o ponto principal?

Quando questionados a respeito da fuga, políticos bolsonaristas disseram sob reserva que o sentimento majoritário no grupo, mesmo entre os considerados mais moderados, era de compreensão com a decisão de Flávio de deixar o Brasil pelo que veem como "perseguição" à direita.

Quais são os dados mais importantes?

Após Flávio divulgar uma carta golpista nesta quarta-feira (28) , partidos e políticos se distanciaram mais do senador, reiterando o resultado das urnas —foi o caso de Tarcísio e de Rogério Marinho (PL-RN), que endossaram ainda assim o sentimento de injustiça de Flávio.

Qual é o contexto?

Alguns deputados do PL, como Gustavo Gayer (PL-GO), por outro lado, compartilharam o documento.

Quais são os próximos desdobramentos?

Congressistas afirmam que o senador não terá condições práticas ou até morais de se tornar um líder morando nos Estados Unidos e que o vácuo de poder será natural e gradualmente ocupado por Tarcísio .

Fontes