Fundadores da Anthropic já têm fortuna de US$ 14 bi cada — e podem dobrar com IPO
Sete ex-funcionários da OpenAI controlam cerca de 10% da dona do Claude; se a empresa alcançar valor de mercado de US$ 2 trilhões, cada um poderá ter patrimônio próximo de US$ 29 bilhões

Sete pessoas deixaram a OpenAI para fundar a Anthropic em janeiro de 2021. Cinco anos e meio depois, cada uma delas detém praticamente a mesma participação na empresa de inteligência artificial que acaba de divulgar oficialmente sua documentação para uma oferta pública inicial de ações (IPO).
Cada fundador possui cerca de 240 milhões de ações,
Cada fundador possui cerca de 240 milhões de ações, segundo o formulário S-1 protocolado pela Anthropic na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) nesta segunda-feira.
Ao preço de US$ 58,90 por ação, ajustado após o desdobramento e equivalente ao valor pago pelos investidores na mais recente rodada privada de financiamento da empresa, realizada nesta primavera, cada participação valeria entre US$ 13,7 bilhões e US$ 14,4 bilhões.
Juntos, os sete fundadores detêm cerca de 1,69 bilhão de ações, aproximadamente 10% da companhia.
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Empresa por trás do Claude reportou prejuízo de US$ 80,7 bilhões no primeiro semestre e alertou para os riscos da IA ao protocolar seu aguardado pedido de abertura de capital nos EUA
Se a Anthropic estrear na bolsa com uma avaliação próxima a US$ 2 trilhões, como indicam estimativas de Wall Street, cada cofundador teria um patrimônio entre US$ 27 bilhões e US$ 29 bilhões.
Todos os sete aparecem como acionistas vendedores na oferta, embora o número de ações que cada um pretende vender ainda não tenha sido divulgado.
Benjamin Mann está na Anthropic desde sua fundação e, segundo o documento, “é frequentemente referido como cofundador”.
No entanto, ele não integra a LLC dos fundadores e, portanto, não participa das decisões sobre o voto das ações de controle Classe F. Por isso, não aparece na tabela de participação acionária.
Os números de ações vêm da tabela de propriedade acionária do prospecto, com data-base de 30 de setembro de 2026.
Cada participação inclui ações detidas diretamente ou por meio de trusts, além de 2.185.400 opções de compra de ações e 639.500 unidades restritas de ações (RSUs) com vencimento em até 60 dias.
No caso de Daniela Amodei, a contagem inclui cerca de 264,5 mil opções e RSUs detidas por seu cônjuge.
Dario Amodei aparece com 245 milhões de ações, mas 4,6 milhões delas estão alocadas em fundos de doação. Ele mantém os direitos de voto por meio de procurações, mas já não é o proprietário econômico desses papéis.
Incluindo essas ações, seu patrimônio chegaria a US$ 14,4 bilhões ao preço atual e a aproximadamente US$ 29 bilhões em um IPO avaliado em US$ 2 trilhões.
O preço de US$ 58,90 por ação decorre da rodada Série H da empresa. Entre maio e junho, a Anthropic vendeu 77,6 milhões de ações preferenciais Série H-1 por US$ 589,0095 cada, levantando US$ 45,7 bilhões.
Em setembro, realizou um desdobramento de 10 para 1 em suas ações ordinárias.
Embora o documento não informe o número total de ações da companhia, ele permite uma estimativa.
A Anthropic afirma que as 846,8 milhões de ações destinadas ao novo Anthropic Public Benefit Fund equivalem a 5% das ações totalmente diluídas da empresa.
Isso implica aproximadamente 16,9 bilhões de ações em circulação, o que significa que cada cofundador possui cerca de 1,4% da companhia.
O valor obtido em rodadas privadas é apenas uma referência aproximada. Os investidores da Série H receberam ações preferenciais com direitos diferentes daqueles das ações ordinárias. Além disso, o prospecto não divulga os preços de exercício das opções detidas pelos fundadores.
Cada cofundador prometeu destinar 80% de sua participação pessoal na Anthropic para causas filantrópicas.
O prospecto, porém, ressalta que essas promessas são “expressões voluntárias e revogáveis da intenção filantrópica de cada cofundador” e não constituem obrigações legais. Os valores, os beneficiários e o cronograma das doações ainda não foram definidos.
Doar ações, no entanto, não significa abrir mão do controle. Uma única ação Classe F, detida por uma LLC controlada pelos sete fundadores, concentra 50,1% dos direitos de voto da companhia, embora não tenha participação econômica.
Um fundador permanece na LLC enquanto mantiver ao menos 2% das ações Classe A que possuía no momento do IPO. Na prática, isso significa que ele poderia doar até 98% de sua participação e continuar influenciando o controle da empresa.
Em resumo
Sete pessoas deixaram a OpenAI para fundar a Anthropic em janeiro de 2021. Cinco anos e meio depois, cada uma delas detém praticamente a mesma participação na empresa de inteligência artificial que acaba de divulgar oficialmente sua documentação para uma oferta pública inicial de ações (IPO). Cada fundador possui cerca de 240 milhões de ações, segundo o form
Ao preço de US$ 58,90 por ação, ajustado após o desdobramento e equivalente ao valor pago pelos investidores na mais recente rodada privada de financiamento da empresa, realizada nesta primavera, cada participação valeria entre US$ 13,7 bilhões e US$ 14,4 bilhões. Juntos, os sete fundadores detêm cerca de 1,69 bilhão de ações, aproximadamente 10% da companhi
Empresa por trás do Claude reportou prejuízo de US$ 80,7 bilhões no primeiro semestre e alertou para os riscos da IA ao protocolar seu aguardado pedido de abertura de capital nos EUA
Se a Anthropic estrear na bolsa com uma avaliação próxima a US$ 2 trilhões, como indicam estimativas de Wall Street, cada cofundador teria um patrimônio entre US$ 27 bilhões e US$ 29 bilhões.
Todos os sete aparecem como acionistas vendedores na oferta, embora o número de ações que cada um pretende vender ainda não tenha sido divulgado.