Justiça · 2026-10-22 · Redação Notícia ES

Garis suspendem greve em Guarapari após pagamento e decisão judicial - Século Diário

Trabalhadores que atuam na coleta de lixo reclamam de atrasos salariais constantes

Garis suspendem greve em Guarapari após pagamento e decisão judicial - Século Diário
Garis suspendem greve em Guarapari após pagamento e decisão judicial - Século Diário

Trabalhadores que atuam na coleta de lixo reclamam de atrasos salariais constantes

Coleta de lixo de Guarapari (região metropolitana) ficou suspensa

A coleta de lixo de Guarapari (região metropolitana) ficou suspensa durante a quarta-feira (21) após paralisação de 110 trabalhadores da limpeza urbana do município.

Na noite do mesmo dia, a Justiça do Trabalho concedeu liminar proibindo a greve. Nesta quinta-feira (22), houve um acordo com os funcionários a respeito de atrasos salariais e o serviço foi retomado.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços de Asseio, Conservação, Limpeza Pública Urbana e Privada do Estado (Sindilimpe-ES), os atrasos nos pagamentos dos salários acontecem com frequência no setor de coleta de lixo.

Além disso, não foi depositado na terça-feira o adiantamento

Além disso, não foi depositado na terça-feira o adiantamento quinzenal, conforme previsto no dia 20 de cada mês.

A mobilização envolveu também profissionais responsáveis pelo serviço de poda na região do mangue, que estão cumprindo aviso prévio e, segundo o sindicato, não têm garantia de continuidade no emprego.

O Sindilimpe também aponta falta de diálogo com os órgãos competentes para solucionar os problemas.

Em Guarapari, a limpeza urbana é de responsabilidade da Companhia de Melhoramentos e Desenvolvimento Urbano (Codeg), uma sociedade de economia mista que faz parte da administração indireta da Prefeitura de Guarapari, atualmente sob a gestão do prefeito Rodrigo Borges (PP).

Para a coleta de lixo, a Codeg mantém um contrato com a empresa Limpar Ambiental Gerenciamento Integrado de Resíduos Ltda.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a presidente do Sindilimpe, Evani dos Reis, afirmou que a Prefeitura de Guarapari não tem feito os repasses à empresa em dia, e essa seria a principal razão para os atrasos constantes.

A informação teria sido confirmada pelo presidente da Codeg em reunião nesta semana.

“Nós comunicamos à empresa e ao município que se houvesse atraso de pagamento de quinzena ou do salário dos trabalhadores, o sindicato iria paralisar as atividades”, afirmou Evani.

Em outro vídeo, este publicado nas redes sociais da Codeg, o presidente da companhia, Ubirajara Ribeiro, afirmou que foram “surpreendidos” com a paralisação, a qual classificou como “ilegal”, e alegou que a Prefeitura de Guarapari fez dois repasses financeiros referentes ao contrato deste mês, e foi a Limpar que não pagou os funcionários.

Ubirajara também classificou como “estranha” a posição do Sindilimpe, porque haveria “menos de 24 horas” do atraso do adiantamento e pelo fato de o sindicato atribuir a responsabilidade pela situação à prefeitura.

Segundo ele, a entidade “priorizou defender a empresa”, sendo que a Limpar “priorizou pagar outros fornecedores”.

Já Rosimere Vieira Gomes, dirigente do Sindilimpe, afirmou para o Século Diário que tanto empresa quanto prefeitura “ficam jogando o problema um para o outro”.

A Codeg acionou a Justiça, e a juíza Ana Teresinha de Franca Almeida e Silva, da Vara do Trabalho de Guarapari, acatou as alegações de que o sindicato não deu aviso prévio de 72 horas antes do início da paralisação e não pactuou a manutenção de número mínimo de funcionários para que os serviços tivessem continuidade.

A juíza determinou que o Sindicato se abstivesse de “qualquer ato de bloqueio, piquete obstrutivo, impedimento físico ou turbação ao livre acesso e saída das garagens, oficinas, dependências e pátios operacionais” da empresa.

A magistrada também obrigou a manutenção e disponibilização em atividade de pelo menos 60% do contingente de pessoal e de veículos operacionais para a coleta geral de resíduos, bem como de 100% do atendimento destinado a hospitais, postos de saúde, unidades de pronto atendimento e estabelecimentos médicos.

A paralisação foi interrompida mediante a promessa de pagamento do adiantamento quinzenal, que se confirmou, mas o Sindilimpe não descarta novas ações em caso de mais atrasos.

Em resumo

O que aconteceu?

Trabalhadores que atuam na coleta de lixo reclamam de atrasos salariais constantes

Qual é o ponto principal?

A coleta de lixo de Guarapari (região metropolitana) ficou suspensa durante a quarta-feira (21) após paralisação de 110 trabalhadores da limpeza urbana do município. Na noite do mesmo dia, a Justiça do Trabalho concedeu liminar proibindo a greve. Nesta quinta-feira (22), houve um acordo com os funcionários a respeito de atrasos salariais e o serviço foi reto

Quais são os dados mais importantes?

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços de Asseio, Conservação, Limpeza Pública Urbana e Privada do Estado (Sindilimpe-ES), os atrasos nos pagamentos dos salários acontecem com frequência no setor de coleta de lixo. Além disso, não foi depositado na terça-feira o adiantamento quinzenal, conforme previsto no dia 20 de c

Qual é o contexto?

A mobilização envolveu também profissionais responsáveis pelo serviço de poda na região do mangue, que estão cumprindo aviso prévio e, segundo o sindicato, não têm garantia de continuidade no emprego. O Sindilimpe também aponta falta de diálogo com os órgãos competentes para solucionar os problemas.

Quais são os próximos desdobramentos?

Em Guarapari, a limpeza urbana é de responsabilidade da Companhia de Melhoramentos e Desenvolvimento Urbano (Codeg), uma sociedade de economia mista que faz parte da administração indireta da Prefeitura de Guarapari, atualmente sob a gestão do prefeito Rodrigo Borges (PP). Para a coleta de lixo, a Codeg mantém um contrato com a empresa Limpar Ambiental Geren

Fontes