Garis suspendem greve em Guarapari após pagamento e decisão judicial - Século Diário
Trabalhadores que atuam na coleta de lixo reclamam de atrasos salariais constantes

Trabalhadores que atuam na coleta de lixo reclamam de atrasos salariais constantes
Coleta de lixo de Guarapari (região metropolitana) ficou suspensa
A coleta de lixo de Guarapari (região metropolitana) ficou suspensa durante a quarta-feira (21) após paralisação de 110 trabalhadores da limpeza urbana do município.
Na noite do mesmo dia, a Justiça do Trabalho concedeu liminar proibindo a greve. Nesta quinta-feira (22), houve um acordo com os funcionários a respeito de atrasos salariais e o serviço foi retomado.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços de Asseio, Conservação, Limpeza Pública Urbana e Privada do Estado (Sindilimpe-ES), os atrasos nos pagamentos dos salários acontecem com frequência no setor de coleta de lixo.
Além disso, não foi depositado na terça-feira o adiantamento
Além disso, não foi depositado na terça-feira o adiantamento quinzenal, conforme previsto no dia 20 de cada mês.
A mobilização envolveu também profissionais responsáveis pelo serviço de poda na região do mangue, que estão cumprindo aviso prévio e, segundo o sindicato, não têm garantia de continuidade no emprego.
O Sindilimpe também aponta falta de diálogo com os órgãos competentes para solucionar os problemas.
Em Guarapari, a limpeza urbana é de responsabilidade da Companhia de Melhoramentos e Desenvolvimento Urbano (Codeg), uma sociedade de economia mista que faz parte da administração indireta da Prefeitura de Guarapari, atualmente sob a gestão do prefeito Rodrigo Borges (PP).
Para a coleta de lixo, a Codeg mantém um contrato com a empresa Limpar Ambiental Gerenciamento Integrado de Resíduos Ltda.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a presidente do Sindilimpe, Evani dos Reis, afirmou que a Prefeitura de Guarapari não tem feito os repasses à empresa em dia, e essa seria a principal razão para os atrasos constantes.
A informação teria sido confirmada pelo presidente da Codeg em reunião nesta semana.
“Nós comunicamos à empresa e ao município que se houvesse atraso de pagamento de quinzena ou do salário dos trabalhadores, o sindicato iria paralisar as atividades”, afirmou Evani.
Em outro vídeo, este publicado nas redes sociais da Codeg, o presidente da companhia, Ubirajara Ribeiro, afirmou que foram “surpreendidos” com a paralisação, a qual classificou como “ilegal”, e alegou que a Prefeitura de Guarapari fez dois repasses financeiros referentes ao contrato deste mês, e foi a Limpar que não pagou os funcionários.
Ubirajara também classificou como “estranha” a posição do Sindilimpe, porque haveria “menos de 24 horas” do atraso do adiantamento e pelo fato de o sindicato atribuir a responsabilidade pela situação à prefeitura.
Segundo ele, a entidade “priorizou defender a empresa”, sendo que a Limpar “priorizou pagar outros fornecedores”.
Já Rosimere Vieira Gomes, dirigente do Sindilimpe, afirmou para o Século Diário que tanto empresa quanto prefeitura “ficam jogando o problema um para o outro”.
A Codeg acionou a Justiça, e a juíza Ana Teresinha de Franca Almeida e Silva, da Vara do Trabalho de Guarapari, acatou as alegações de que o sindicato não deu aviso prévio de 72 horas antes do início da paralisação e não pactuou a manutenção de número mínimo de funcionários para que os serviços tivessem continuidade.
A juíza determinou que o Sindicato se abstivesse de “qualquer ato de bloqueio, piquete obstrutivo, impedimento físico ou turbação ao livre acesso e saída das garagens, oficinas, dependências e pátios operacionais” da empresa.
A magistrada também obrigou a manutenção e disponibilização em atividade de pelo menos 60% do contingente de pessoal e de veículos operacionais para a coleta geral de resíduos, bem como de 100% do atendimento destinado a hospitais, postos de saúde, unidades de pronto atendimento e estabelecimentos médicos.
A paralisação foi interrompida mediante a promessa de pagamento do adiantamento quinzenal, que se confirmou, mas o Sindilimpe não descarta novas ações em caso de mais atrasos.
Em resumo
Trabalhadores que atuam na coleta de lixo reclamam de atrasos salariais constantes
A coleta de lixo de Guarapari (região metropolitana) ficou suspensa durante a quarta-feira (21) após paralisação de 110 trabalhadores da limpeza urbana do município. Na noite do mesmo dia, a Justiça do Trabalho concedeu liminar proibindo a greve. Nesta quinta-feira (22), houve um acordo com os funcionários a respeito de atrasos salariais e o serviço foi reto
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços de Asseio, Conservação, Limpeza Pública Urbana e Privada do Estado (Sindilimpe-ES), os atrasos nos pagamentos dos salários acontecem com frequência no setor de coleta de lixo. Além disso, não foi depositado na terça-feira o adiantamento quinzenal, conforme previsto no dia 20 de c
A mobilização envolveu também profissionais responsáveis pelo serviço de poda na região do mangue, que estão cumprindo aviso prévio e, segundo o sindicato, não têm garantia de continuidade no emprego. O Sindilimpe também aponta falta de diálogo com os órgãos competentes para solucionar os problemas.
Em Guarapari, a limpeza urbana é de responsabilidade da Companhia de Melhoramentos e Desenvolvimento Urbano (Codeg), uma sociedade de economia mista que faz parte da administração indireta da Prefeitura de Guarapari, atualmente sob a gestão do prefeito Rodrigo Borges (PP). Para a coleta de lixo, a Codeg mantém um contrato com a empresa Limpar Ambiental Geren