Gasolina vai a R$ 6,54 e etanol a R$ 4,08 na média nacional, aponta ANP
Levantamento da semana de 13 a 19 de setembro mostra alta do etanol e diesel S-10 a R$ 7,13, maior média desde maio.

O preço médio nacional da gasolina comum chegou a R$ 6,54 por litro e o etanol hidratado a R$ 4,08 na semana de 13 a 19 de setembro, segundo o levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis divulgado neste fim de semana e repercutido nesta segunda-feira, 21. O diesel S-10 alcançou R$ 7,13 por litro, maior média registrada desde maio.
Os números são médias dos postos pesquisados pela ANP e não funcionam como preço tabelado. O valor encontrado pelo consumidor pode variar entre cidades e estabelecimentos conforme tributos, logística, estoque, concorrência e margem de distribuição e revenda. Por isso, a média nacional serve para acompanhar a direção do mercado, mas não substitui a pesquisa local antes de abastecer.
Na comparação apresentada pelo UOL, a gasolina comum subiu de forma moderada, enquanto o etanol avançou de R$ 3,91 para R$ 4,08. A gasolina aditivada permaneceu em R$ 6,72. O diesel comum ficou em R$ 6,65, e o gás natural veicular, medido por metro cúbico, chegou à média de R$ 4,72.
Diesel S-10 volta ao maior nível desde maio
O diesel S-10, combustível de maior participação no transporte rodoviário, encerrou a semana em R$ 7,13. A Folha de S.Paulo também conferiu o valor na base da ANP e destacou que se trata do maior patamar desde o fim de maio. O movimento ocorreu depois de semanas de pressão do petróleo e de seus derivados no mercado internacional.
A alta do diesel interessa além dos proprietários de veículos. Caminhões transportam grande parte dos alimentos, medicamentos e produtos industriais no país, de modo que uma elevação persistente pode aumentar o custo do frete. O repasse, porém, não é automático nem uniforme: contratos, estoques, concorrência e prazo de negociação determinam quando e quanto chega aos preços finais.
O governo criou programas temporários de subvenção e a Petrobras aprovou adesão a uma nova modalidade de apoio de R$ 1 por litro de diesel A, condicionada às regras operacionais. Esse mecanismo atua na etapa de produção ou importação e não significa, sozinho, desconto idêntico na bomba. O levantamento semanal da ANP é o indicador necessário para verificar o resultado efetivo ao consumidor.
Diferenças entre estados continuam amplas
Para a gasolina comum, a pesquisa apontou a menor média estadual no Rio Grande do Sul, de R$ 6,24, e a maior em Roraima, de R$ 7,56. No etanol, São Paulo apresentou a menor média, R$ 3,77, enquanto Roraima chegou a R$ 5,38. Os extremos mostram o peso da distância das bases de abastecimento, da estrutura tributária e da disponibilidade regional de biocombustível.
O botijão de gás de cozinha de 13 quilos teve média nacional de R$ 114,24. O menor valor médio foi observado no Rio de Janeiro, R$ 103,66, e o maior em Roraima, R$ 143,04. Também nesse caso, o consumidor deve tratar a estatística como referência e conferir os preços praticados em revendedores autorizados.
No Espírito Santo, o valor de um posto específico pode ficar acima ou abaixo da média do país. A ANP disponibiliza planilhas por município e produto, permitindo comparar amostra, preço mínimo, máximo e médio. Para uma decisão de compra, a comparação relevante é entre estabelecimentos próximos e produtos equivalentes, sem ignorar procedência e regularidade do posto.
Etanol exige conta de consumo, não só preço por litro
A relação entre o preço do etanol e o da gasolina ficou em aproximadamente 62% nas médias nacionais divulgadas. A regra prática mais conhecida considera o etanol competitivo quando custa até 70% da gasolina, mas esse limite é apenas uma aproximação. O consumo real varia por modelo, motor, condições de tráfego e estilo de condução.
O cálculo mais preciso usa a autonomia efetivamente observada pelo motorista com cada combustível. Se o carro percorre proporcionalmente mais quilômetros por litro de etanol do que a regra geral supõe, o biocombustível pode continuar vantajoso acima de 70%. Se rende menos, a troca pode deixar de compensar antes desse ponto.
Os próximos dados semanais da ANP mostrarão se a elevação do etanol e o patamar do diesel se mantêm. Também deverão refletir mudanças no petróleo, câmbio, preços de refinaria e efeito das medidas de subvenção. Até lá, o dado confirmado é o retrato da semana encerrada em 19 de setembro, e não uma previsão para os preços dos próximos dias.
Em resumo
R$ 6,54 por litro no Brasil, na semana de 13 a 19 de setembro de 2026.
O etanol hidratado teve média de R$ 4,08 por litro.
R$ 7,13 por litro, maior patamar desde o fim de maio, segundo a série acompanhada pela ANP.
Não. É uma média dos estabelecimentos pesquisados; cada posto pode cobrar valor diferente.
Pelas médias nacionais, o etanol equivalia a cerca de 62% do preço da gasolina, abaixo da referência prática de 70%.
Nas planilhas do levantamento semanal de preços disponibilizadas pela ANP.