Gasto de turistas estrangeiros bate recorde em agosto
Visitantes internacionais movimentaram R$ 4,8 bilhões no mês e elevaram o acumulado do ano para R$ 38,7 bilhões.

Os turistas internacionais gastaram R$ 4,8 bilhões no Brasil em agosto, o maior valor já registrado para o mês. Os dados divulgados nesta segunda-feira (28) apontam crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2025.
A CNN Brasil apresentou os números compilados pelo Ministério do Turismo a partir das estatísticas do Banco Central. O portal especializado Brasilturis confirmou o valor mensal de US$ 932 milhões e o avanço sobre os R$ 4,1 bilhões registrados em agosto do ano passado.
Entre janeiro e agosto, a receita deixada por visitantes estrangeiros chegou a R$ 38,7 bilhões, equivalentes a US$ 7,4 bilhões. O resultado supera em 10% os R$ 35 bilhões movimentados nos oito primeiros meses de 2025 e estabelece novo recorde para o período.
Essas despesas incluem pagamentos feitos por estrangeiros em hospedagem, alimentação, transporte, compras, passeios e outros serviços durante a permanência no país. Por isso, o indicador ajuda a medir o impacto econômico do turismo internacional além do simples número de desembarques.
Receita cresce acima das chegadas
O Brasil recebeu 6.451.257 turistas internacionais de janeiro a agosto de 2026. Em agosto, foram 576.276 visitantes, o maior total para o mês desde o início da série histórica, em 2009.
O aumento de 17% nos gastos mensais mostra que a expansão da receita não depende apenas da quantidade de viajantes. Cotação do câmbio, duração da estadia, perfil do visitante e preços dos serviços também influenciam quanto dinheiro entra na economia.
A conversão para reais foi feita com a cotação disponível na data da divulgação. Como os dados originais do Banco Central são expressos em dólares, o valor em moeda nacional pode variar conforme a taxa utilizada, embora o recorde da série em dólares permaneça comparável.
O dinheiro circula por uma cadeia extensa. Hotéis, restaurantes, companhias aéreas, guias, motoristas e comércio local recebem parte direta das despesas. Outros setores são alcançados de forma indireta por fornecedores e serviços contratados pelas empresas do turismo.
Recorde alcança outras frentes
Os dados apresentados nesta segunda também mostram crescimento no mercado doméstico. A aviação brasileira transportou mais de 68 milhões de passageiros nos primeiros oito meses do ano, alta de 4% sobre o mesmo intervalo de 2025.
Somente em agosto, foram 8,93 milhões de passageiros, outro recorde mensal. O número reúne deslocamentos nacionais e ajuda a medir a utilização da malha aérea, mas não deve ser confundido com o total de estrangeiros que entraram no país.
O turismo corporativo movimentou R$ 9,75 bilhões de janeiro a agosto, o maior faturamento da série para o acumulado do ano. Passagens e hospedagem concentram a maior parcela desse mercado, que responde a congressos, feiras, reuniões e viagens de trabalho.
Os indicadores positivos não significam que todos os destinos cresceram no mesmo ritmo. A distribuição da receita depende de conectividade aérea, calendário de eventos, infraestrutura, segurança e capacidade de promoção. Capitais e locais turísticos consolidados tendem a capturar parcela maior das despesas.
O recorde amplia a contribuição do turismo para serviços e geração de renda, mas o resultado precisa ser acompanhado ao longo dos próximos meses. A continuidade dependerá do fluxo de visitantes, do câmbio e da capacidade do país de transformar chegadas em estadias mais longas e maior consumo local.
Em resumo
Foram R$ 4,8 bilhões, equivalentes a US$ 932 milhões.
Os gastos aumentaram 17% em relação aos R$ 4,1 bilhões do mesmo mês do ano anterior.
O acumulado chegou a R$ 38,7 bilhões, ou US$ 7,4 bilhões, um recorde para o período.
De janeiro a agosto de 2026, foram registrados 6.451.257 visitantes estrangeiros.
A receita alcança hospedagem, alimentação, transporte, comércio, passeios e fornecedores ligados à cadeia do turismo.