Justiça · 2026-11-05 · Redação Notícia ES

GDF pede que STF entregue R$ 2,2 bilhões do pai de Vorcaro ao BRB

Governo pede que o DF e o BRB sejam reconhecidos como vítimas no Caso Master e quer usar os recursos bloqueados para reparar prejuízos

GDF pede que STF entregue R$ 2,2 bilhões do pai de Vorcaro ao BRB
GDF pede que STF entregue R$ 2,2 bilhões do pai de Vorcaro ao BRB

O Governo do Distrito Federal (GDF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine a transferência imediata ao Banco de Brasília (BRB) de R$ 2,2 bilhões bloqueados de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito das investigações sobre o Banco Master .

O contexto da decisão judicial

O pedido foi apresentado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) na tarde desta quinta-feira (5/11) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

A PGDF também solicita que o Distrito Federal e o BRB sejam reconhecidos como vítimas das supostas irregularidades investigadas pela Polícia Federal (PF). O governo argumenta que os recursos bloqueados devem ser utilizados para reparar os prejuízos causados ao banco público.

O valor exato solicitado é de R$ 2.245.235.850,24 . Segundo a Procuradoria, o montante foi bloqueado por determinação do STF em procedimentos ligados ao Caso Master.

Detalhes e consequências do caso

Os valores foram encontrados em uma conta de Henrique na CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em 14 de janeiro deste ano.

“Os motivos determinantes da constrição, pois, estão, direta ou indiretamente, relacionados às graves ilicitudes – de natureza penal, administrativa, administrativa sancionadora e disciplinar – perpetradas em desfavor do Banco Regional de Brasília – BRB e do Distrito Federal, seu acionista controlador, vítimas das condutas ilícitas praticadas mediante distribuição organizada e estruturada de tarefas, estrategicamente planejadas, concebidas e implementadas (complexidade delitiva – arts.

29, 69, 70 e 71 do Código Penal) pelos investigados, conforme apurado no bojo do presente inquérito e das petições conexas, em trâmite perante o Supremo Tribunal Federal”, cita o órgão.

Segundo a Procuradoria, Henrique teria participado da estrutura criminosa investigada, embora não ocupasse cargo no Master, então controlado por Daniel Vorcaro.

A PGDF afirma que Henrique atuava em conjunto com outros investigados e ajudava a conectar pessoas e empresas envolvidas nas supostas irregularidades. Por isso, defende que o pai do banqueiro deve responder pelos prejuízos causados ao BRB.

“Antecipa-se, desde logo, a objeção previsível: a teoria do domínio do fato não autoriza responsabilização objetiva nem presunção de autoria fundada em parentesco ou posição. E não é isso que aqui se sustenta.

A imputação não decorre da condição de genitor de Daniel Vorcaro, mas do papel concretamente desempenhado na engrenagem da rede”, cita a PGDF.

O órgão prossegue: “A decisão de 6 de janeiro de 2026 já reconheceu elementos que apontam para ‘intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais’, e a estrutura material e humana vinculada ao investigado funcionava, como visto, como nó (hub) de interligação objetiva entre os integrantes da organização”.

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Em resumo

O que aconteceu?

O Governo do Distrito Federal (GDF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine a transferência imediata ao Banco de Brasília (BRB) de R$ 2,2 bilhões bloqueados de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito das investigações sobre o Banco Master .

Qual é o ponto principal?

O pedido foi apresentado pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) na tarde desta quinta-feira (5/11) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Quais são os dados mais importantes?

A PGDF também solicita que o Distrito Federal e o BRB sejam reconhecidos como vítimas das supostas irregularidades investigadas pela Polícia Federal (PF). O governo argumenta que os recursos bloqueados devem ser utilizados para reparar os prejuízos causados ao banco público.

Qual é o contexto?

O valor exato solicitado é de R$ 2.245.235.850,24 . Segundo a Procuradoria, o montante foi bloqueado por determinação do STF em procedimentos ligados ao Caso Master.

Quais são os próximos desdobramentos?

Os valores foram encontrados em uma conta de Henrique na CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em 14 de janeiro deste ano.

Fontes