Tecnologia · 2026-10-13 · Redação Notícia ES

Goldman Sachs corta estimativas para o dólar e projeta real a R$ 4,70 em três meses

Banco passa a projetar dólar em R$ 4,70 em três meses e afirma que combinação de expectativa de ajuste fiscal, governabilidade mais favorável e queda do prêmio de risco abre espaço para valorização adicional da moeda brasileira

Goldman Sachs corta estimativas para o dólar e projeta real a R$ 4,70 em três meses
Goldman Sachs corta estimativas para o dólar e projeta real a R$ 4,70 em três meses

O Goldman Sachs revisou significativamente para baixo suas estimativas para o dólar frente ao real e passou a enxergar um cenário de apreciação mais rápida do câmbio nos próximos meses.

Forte valorização do real registrada logo após o primeiro

Segundo a instituição, a forte valorização do real registrada logo após o primeiro turno das eleições foi consistente tanto com a mudança nas expectativas dos investidores quanto com o comportamento observado em ciclos eleitorais anteriores.

A moeda brasileira avançou mais de 4% no primeiro pregão após o primeiro turno, movimento que o Goldman considera compatível com a percepção de uma política econômica mais favorável ao mercado e a uma postura fiscal mais rígida.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou cerca de 2 pontos percentuais à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno: 47,03% contra 45,16%.

Flávio é visto como um nome mais propenso

Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas , ainda que seus planos para a área não estejam claros, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado.

O banco lembra que, em 2018, o dólar caiu cerca de 10% frente ao real no entorno do primeiro turno das eleições e avalia que o episódio serve como referência para entender por que a valorização da moeda brasileira pode não ter terminado.

Neste cenário, o Goldman reduziu sua estimativa para o dólar de R$ 5,20 para R$ 4,70 em três meses, de R$ 5,10 para R$ 4,75 em seis meses e de R$ 5,00 para R$ 4,80 em doze meses.

A casa afirma esperar uma valorização mais concentrada no curto prazo porque acredita que os próximos meses serão dominados pelas discussões sobre equipe econômica, política fiscal e governabilidade.

Segundo o banco, a expectativa é que as atenções migrem rapidamente do resultado eleitoral em si para anúncios concretos de política econômica. Esses anúncios seriam fundamentais para sustentar uma nova rodada de valorização do real.

Os analistas que assinam o relatório atribuem parte importante do otimismo ao desempenho da direita e da centro-direita nas eleições legislativas.

Segundo a equipe de análise, os resultados para Congresso e governos estaduais sugerem condições de governabilidade mais favoráveis caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno, especialmente quando comparadas ao ambiente político observado durante o governo de Jair Bolsonaro.

Bolsas dos EUA operam mistas em meio a balanços de bancos

Na avaliação do Goldman, o mercado passou a atribuir maior probabilidade a uma agenda considerada mais favorável ao ajuste fiscal, o que ajuda a explicar a reação dos ativos brasileiros desde o primeiro turno.

O banco afirma que uma cotação em torno de R$ 4,80 por dólar seria compatível com a eliminação completa do chamado prêmio fiscal residual incorporado ao real desde a desvalorização observada em 2024.

Segundo a instituição, R$ 4,50 a R$ 4,80 é uma faixa plausível para o dólar em um cenário eleitoral percebido como favorável ao mercado e compatível com uma política fiscal mais austera.

O banco destaca que a moeda poderia se valorizar ainda mais do que isso caso duas condições fossem atendidas ao mesmo tempo: i) consolidação fiscal suficiente para justificar um prêmio fiscal positivo para os ativos brasileiros e ii) ambiente externo favorável aos mercados emergentes.

Com isso, o potencial de valorização do real não depende apenas do resultado eleitoral, mas da execução das políticas anunciadas posteriormente.

Apesar de mais otimista com o real, o Goldman não vê uma trajetória linear de apreciação.

Segundo o banco, a própria queda dos juros tende a reduzir parte da atratividade da moeda ao longo do tempo, argumentando que os anúncios fiscais provavelmente dominarão as atenções nos próximos meses, impulsionando o real inicialmente.

Mais adiante, porém, o avanço de um ciclo de cortes da Selic tende a diminuir gradualmente o diferencial de juros que favorece a moeda brasileira.

Em resumo

O que aconteceu?

O Goldman Sachs revisou significativamente para baixo suas estimativas para o dólar frente ao real e passou a enxergar um cenário de apreciação mais rápida do câmbio nos próximos meses.

Qual é o ponto principal?

Segundo a instituição, a forte valorização do real registrada logo após o primeiro turno das eleições foi consistente tanto com a mudança nas expectativas dos investidores quanto com o comportamento observado em ciclos eleitorais anteriores. A moeda brasileira avançou mais de 4% no primeiro pregão após o primeiro turno, movimento que o Goldman considera comp

Quais são os dados mais importantes?

O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou cerca de 2 pontos percentuais à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno: 47,03% contra 45,16%. Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas , ainda que seus planos para a área não estejam claros, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relev

Qual é o contexto?

O banco lembra que, em 2018, o dólar caiu cerca de 10% frente ao real no entorno do primeiro turno das eleições e avalia que o episódio serve como referência para entender por que a valorização da moeda brasileira pode não ter terminado.

Quais são os próximos desdobramentos?

Neste cenário, o Goldman reduziu sua estimativa para o dólar de R$ 5,20 para R$ 4,70 em três meses, de R$ 5,10 para R$ 4,75 em seis meses e de R$ 5,00 para R$ 4,80 em doze meses.

Fontes