Tecnologia · 2026-10-16 · Redação Notícia ES

Google amplia programa pago de IA para mais de 400 veículos

CNN, Axios, Financial Times e Forbes estão entre os novos parceiros que licenciam conteúdo para recursos experimentais no Google Notícias.

Google amplia programa pago de IA para mais de 400 veículos
Google amplia programa pago de IA para mais de 400 veículos

O Google anunciou na quinta-feira (15) que seu programa experimental de inteligência artificial para notícias passou a reunir mais de 400 publicações em todo o mundo. CNN, Axios, Financial Times e Forbes estão entre os novos participantes do licenciamento remunerado.

O Poder360 informou a entrada dos veículos e a expansão do projeto. Em comunicado oficial, o Google confirmou que paga às publicações pela entrega e pelo uso de conteúdo aprimorado no desenvolvimento de recursos de IA; a Reuters acrescentou que os valores comerciais não foram divulgados.

O programa News AI começou como piloto em 2025 com parceiros como The Washington Post e Washington Examiner. A nova fase inclui organizações globais e jornais locais dos Estados Unidos, ampliando a variedade de material disponível para os testes.

Licenciamento remunera publicações participantes

Os acordos concedem ao Google direitos adicionais sobre os conteúdos fornecidos. Em troca, os veículos recebem pagamento e participam de experiências voltadas à descoberta de notícias e ao relacionamento com leitores em produtos da empresa.

A CNN informou que firmou uma parceria estratégica de vários anos. O contrato permite o uso ampliado de seu material em funções experimentais e, segundo a emissora, faz parte de uma política para proteger propriedade intelectual enquanto negocia aplicações comerciais de inteligência artificial.

O Google não detalhou valores, métricas de remuneração ou a lista completa de direitos concedidos por cada editora. As condições podem variar entre os participantes, e a adesão ao piloto não significa que todos os conteúdos de cada veículo serão usados da mesma maneira.

A empresa citou como exemplo resumos aprofundados nas páginas dos veículos dentro do Google Notícias. Outro recurso em desenvolvimento são boletins de áudio personalizáveis, destinados a apresentar uma seleção de notícias em formato adaptado ao ouvinte.

Recursos preservam acesso às fontes

Segundo o Google, as experiências incluirão atribuição clara e links diretos para as reportagens originais. O desenho busca oferecer contexto antes do clique sem apagar a origem do conteúdo, ponto central nas negociações entre plataformas digitais e empresas jornalísticas.

A expansão ocorre enquanto veículos cobram regras para o uso de seu material por sistemas generativos. Editoras argumentam que respostas produzidas diretamente nas plataformas podem reduzir acessos aos sites e afetar publicidade, assinaturas e outras receitas ligadas à audiência.

Ao remunerar participantes e formalizar o licenciamento, o programa estabelece uma relação diferente do uso indiscriminado de páginas abertas para treinamento ou geração de respostas. Ainda assim, os efeitos sobre o tráfego e a sustentabilidade dos veículos dependerão de como os recursos serão apresentados aos usuários.

O Google afirma que o objetivo é criar novos caminhos entre leitores e fontes confiáveis. Os próximos testes deverão indicar se os resumos, os boletins em áudio e os links destacados aumentam o acesso às reportagens ou mantêm a maior parte da leitura dentro dos próprios produtos da plataforma.

Em resumo

Quantas publicações participam do News AI?

Mais de 400 publicações em todo o mundo participam do programa piloto do Google.

Quais veículos entraram no programa?

Entre os novos parceiros estão CNN, Axios, Financial Times, Forbes e veículos locais dos Estados Unidos.

Os veículos recebem pagamento?

Sim. O Google afirma que remunera as publicações pela entrega e pelo uso de conteúdo aprimorado.

Quais recursos estão em desenvolvimento?

O programa testa resumos aprofundados no Google Notícias e boletins de áudio personalizáveis.

As reportagens originais serão identificadas?

O Google promete atribuição clara e links diretos para as fontes originais.

Fontes