Política ES · 2026-10-26 · Redação Notícia ES

Governador eleito do RJ, Douglas Ruas ainda não reconheceu vitória de Lula; especialista avalia futura relação

O governador eleito, Douglas Ruas (PL), apoiou Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto, a quem deve sua candidatura e vitória no estado.

Governador eleito do RJ, Douglas Ruas ainda não reconheceu vitória de Lula; especialista avalia futura relação
Governador eleito do RJ, Douglas Ruas ainda não reconheceu vitória de Lula; especialista avalia futura relação

Governador eleito do RJ, Douglas Ruas ainda não reconheceu vitória de Lula; especialista avalia futura relação

Vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial abre um novo capítulo na relação entre o governo federal e o Rio de Janeiro.

O governador eleito, Douglas Ruas (PL), apoiou Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto, a quem deve sua candidatura e vitória no estado.

Até a publicação desta reportagem, Ruas ainda não hava reconhecido publicamente a vitória do petista. Neste domingo, estava ao lado de Flávio Bolsonaro, em Brasília, quando o candidato do PL afirmou não reconhecer a vitória do adversário e que buscaria a anulação da eleição.

Postura do futuro chefe do Executivo fluminense e

A postura do futuro chefe do Executivo fluminense e a disposição para dialogar com o presidente serão pontos importantes para definir a relação entre os dois governos a partir de janeiro. A CBN procurou Douglas Ruas para uma manifestação, mas ainda não teve retorno.

Para a cientista política Carolina de Paula, doutora pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ), a relação dependerá dos próximos movimentos dos grupos políticos e, principalmente, da disposição do governador eleito para construir canais de diálogo com um presidente de outro campo político.

“Tem toda essa questão da contestação de Flávio Bolsonaro, com Ruas ao lado dele neste momento. Precisamos acompanhar como vão se dar os próximos movimentos e se isso vai escalar ou não.

Mas, se tudo continuar dentro da normalidade, pode acontecer como no passado, com Cláudio Castro, que também fazia oposição ao governo Lula. O presidente tem um perfil de conciliação, mesmo com adversários históricos.

Vai depender de quanto o novo governador também está disposto a fazer esse movimento de conciliação.”

Ruas não é o único na direita do Rio em silêncio sobre as eleições. Internamente, o PL e partidos aliados ainda avaliam quais serão os próximos passos após a derrota nas urnas.

Carolina ressalta que a relação institucional entre o Palácio Guanabara e o Palácio do Planalto não depende apenas do alinhamento partidário.

Como exemplo, cita o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que, apesar de integrar o campo bolsonarista, mantém interlocução com Lula.

“Por exemplo, a relação com o Tarcísio é um caso exemplar nesse sentido, que o Lula tem uma boa relação com o Tarcísio, mesmo ele tendo, nitidamente, faz parte do núcleo central do campo do bolsonarismo”, afirmou.

O cenário eleitoral fluminense também ajuda a dimensionar o resultado da disputa presidencial. O estado, considerado um reduto político da família Bolsonaro, deu vantagem a Flávio Bolsonaro nos dois turnos.

Apesar disso, a diferença em relação a Lula diminuiu significativamente na segunda votação.

No primeiro turno, Flávio recebeu 53% dos votos válidos no estado, contra 39,4% de Lula, uma diferença de 13,6 pontos percentuais. No segundo turno, o candidato do PL obteve 53,1%, enquanto o presidente chegou a 46,9%.

A distância caiu para 6,2 pontos percentuais, menos da metade da registrada na primeira etapa.

Na capital fluminense, Lula reverteu o resultado do primeiro turno e terminou a disputa à frente de Flávio.

Para Carolina de Paula, a mobilização nas ruas foi um dos fatores que contribuíram para a mudança, com destaque para o envolvimento de jovens e de eleitores que estavam desmotivados.

“Era um eleitor que estava muito desmobilizado, cansado. No segundo turno, teve esse movimento forte, tanto por uma mobilização mais organizada quanto por outros movimentos, liderados por artistas ou espontâneos mesmo, como os fã-clubes”, avaliou.

A cientista política também destacou a combinação entre atos presenciais e estratégias digitais. Na avaliação dela, a campanha progressista avançou ao utilizar formatos de comunicação capazes de alcançar públicos diferentes e estimular o engajamento.

“Não foi só o digital. Foi essa integração. O sucesso, muito dele, foi justamente por conseguir integrar de uma forma tão boa o on-line e o off-line”, afirmou.

Anitta é destaque no festival Rock the Mountain, em Itaipava

Em resumo

O que aconteceu?

Governador eleito do RJ, Douglas Ruas ainda não reconheceu vitória de Lula; especialista avalia futura relação

Qual é o ponto principal?

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial abre um novo capítulo na relação entre o governo federal e o Rio de Janeiro. O governador eleito, Douglas Ruas (PL), apoiou Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto, a quem deve sua candidatura e vitória no estado.

Quais são os dados mais importantes?

Até a publicação desta reportagem, Ruas ainda não hava reconhecido publicamente a vitória do petista. Neste domingo, estava ao lado de Flávio Bolsonaro, em Brasília, quando o candidato do PL afirmou não reconhecer a vitória do adversário e que buscaria a anulação da eleição.

Qual é o contexto?

A postura do futuro chefe do Executivo fluminense e a disposição para dialogar com o presidente serão pontos importantes para definir a relação entre os dois governos a partir de janeiro. A CBN procurou Douglas Ruas para uma manifestação, mas ainda não teve retorno.

Quais são os próximos desdobramentos?

Para a cientista política Carolina de Paula, doutora pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ), a relação dependerá dos próximos movimentos dos grupos políticos e, principalmente, da disposição do governador eleito para construir canais de diálogo com um presidente de outro campo político.

Fontes