Política Nacional · 2026-08-30 · Redação Notícia ES

Governo prevê R$ 6 bilhões para os Correios no Orçamento de 2027

Aporte faz parte do plano de reestruturação da estatal e também atende compromisso ligado a operação de crédito de R$ 12 bilhões.

Governo prevê R$ 6 bilhões para os Correios no Orçamento de 2027
Governo prevê R$ 6 bilhões para os Correios no Orçamento de 2027

O governo federal decidiu prever um aporte de R$ 6 bilhões aos Correios na proposta de Orçamento de 2027. O valor integra o plano de reestruturação financeira da estatal e está ligado às condições negociadas para uma operação de crédito de R$ 12 bilhões contratada no fim de 2025.

A previsão deverá aparecer no Projeto de Lei Orçamentária Anual encaminhado ao Congresso. O objetivo é dar sustentação ao plano de reequilíbrio da empresa, que enfrenta prejuízos recorrentes, queda de receitas em segmentos tradicionais, pressão de custos, passivos judiciais e concorrência mais intensa no mercado de encomendas.

Compromisso com os bancos

O aporte de pelo menos R$ 6 bilhões foi incorporado ao contrato do empréstimo firmado com Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander. A cláusula prevê consequências caso a União não cumpra a injeção necessária ao plano de reequilíbrio, o que tornou a inclusão do valor no Orçamento um tema relevante para a gestão da dívida da estatal.

Ao longo de 2026, o governo chegou a discutir a possibilidade de prever inicialmente uma cifra menor e complementar os recursos depois. Técnicos defenderam que a proposta já trouxesse o valor integral para evitar subestimação de uma obrigação contratual e risco de pressão fiscal posterior.

Reestruturação continua

Os Correios também negociam medidas para redução de despesas, reorganização operacional, recuperação de receitas e melhora do perfil da dívida. A empresa obteve crédito com garantia da União e procura novas fontes de financiamento enquanto tenta estabilizar o caixa.

A inclusão no Orçamento não significa transferência automática de todo o valor no início do exercício. A execução dependerá da aprovação da lei orçamentária, da programação financeira e das condições estabelecidas para o plano de reestruturação. O Congresso poderá discutir o montante durante a tramitação do PLOA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reiterado que pretende recuperar a empresa e afastou a possibilidade de privatização durante seu governo. O desafio será combinar esse objetivo com o impacto fiscal do apoio federal e a necessidade de tornar a operação da estatal sustentável.

Fontes consultadas: CNN Brasil; UOL Economia; Folha de S.Paulo e informações públicas sobre a proposta orçamentária e a operação de crédito dos Correios.

Fontes