Governo Lula ataca Milei: 'Golpistas derrotados'
Itamaraty classifica falas do argentino sobre eleições como tentativa de 'ingerência externa'

Jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, com extensão em jornalismo econômico pela Fundação Getulio Vargas. Atuou no jornal O Estado de S. Paulo. É repórter de Oeste em São Paulo.
• O governo Lula criticou o presidente argentino, Javier
• O governo Lula criticou o presidente argentino, Javier Milei, nesta terça-feira, 20. • O posicionamento do Itamaraty ocorre depois de o argentino fazer declarações sobre as urnas eletrônicas do Brasil.
• O Itamaraty classificou as falas de Milei como uma 'ingerência externa. • Em nota, o Ministério das Relações Exteriores acusou Milei de repetir 'mentiras' de derrotados nas eleições de 2022
O governo Lula atacou o presidente da Argentina, Javier Milei, nesta terça-feira, 20, em nota do Itamaraty . A gestão petista classificou as declarações do argentino como uma “nova e inaceitável tentativa de ingerência externa” no Brasil.
Reação do Palácio do Planalto ocorreu depois de Milei
A reação do Palácio do Planalto ocorreu depois de Milei publicar uma mensagem em rede social na qual chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “esquerdista ladrão” e afirmou esperar que a “campanha suja” do petista não envolva “roubar a eleição”.
A fala de Milei, na íntegra, não mencionou o sistema de urnas eletrônicas.
Milei escreveu: “Progressistas machistas. Depois, saem por aí acusando todos os seus oponentes de serem misóginos”.
Na sequência, o argentino afirmou: “A máscara desses criminosos está caindo… Espero que a última artimanha da campanha suja deles não envolva roubar a eleição… esquerdista ladrão”.
Apesar da ausência da palavra “urnas”, o Itamaraty afirmou que o argentino repetiu “mentiras” difundidas por “golpistas derrotados”, em referência aos atos de 8 de janeiro de 2023.
A nota afirma que as falas do argentino representam uma tentativa de desestabilizar a democracia do país.
Segundo a nota, Milei adota um discurso alinhado a grupos que supostamente não aceitaram o resultado das urnas em 2022.
O texto oficial classifica a manifestação como “antidemocrática, desequilibrada” e incompatível com a postura de um chefe de Estado de um país amigo.
O Itamaraty encerrou a nota e reiterou a soberania nacional. O texto afirma que a decisão sobre o futuro do país cabe exclusivamente ao povo brasileiro.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) declarou que os eleitores vão se manifestar de forma livre nas urnas no próximo domingo, 25.
As declarações de Milei ocorrem na reta final do segundo turno das eleições brasileiras. O MRE informou que a nota é uma resposta direta às declarações mais recentes do argentino.
O governo Lula não detalhou quais novas medidas diplomáticas podem ser adotadas em relação ao país vizinho.
Javier Milei compareceu à convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto, em julho.
No evento, o presidente argentino criticou o presidente Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Milei chamou o petista de “presidiário” e o magistrado de “lixo careca”.
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O Itamaraty reagiu e convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Júlio Bitelli. A diplomacia brasileira também exigiu explicações do embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi.
Em agosto, o MRE rebaixou o nível das relações diplomáticas com a Argentina e decidiu manter Bitelli em território brasileiro. Raimondi retornou ao país vizinho na sequência. Atualmente, a representação argentina em Brasília funciona sob a chefia de um representante de negócios.
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Em resumo
Jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, com extensão em jornalismo econômico pela Fundação Getulio Vargas. Atuou no jornal O Estado de S. Paulo. É repórter de Oeste em São Paulo.
• O governo Lula criticou o presidente argentino, Javier Milei, nesta terça-feira, 20. • O posicionamento do Itamaraty ocorre depois de o argentino fazer declarações sobre as urnas eletrônicas do Brasil. • O Itamaraty classificou as falas de Milei como uma 'ingerência externa. • Em nota, o Ministério das Relações Exteriores acusou Milei de repetir 'mentiras'
O governo Lula atacou o presidente da Argentina, Javier Milei, nesta terça-feira, 20, em nota do Itamaraty . A gestão petista classificou as declarações do argentino como uma “nova e inaceitável tentativa de ingerência externa” no Brasil.
A reação do Palácio do Planalto ocorreu depois de Milei publicar uma mensagem em rede social na qual chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “esquerdista ladrão” e afirmou esperar que a “campanha suja” do petista não envolva “roubar a eleição”. A fala de Milei, na íntegra, não mencionou o sistema de urnas eletrônicas.
Milei escreveu: “Progressistas machistas. Depois, saem por aí acusando todos os seus oponentes de serem misóginos”. Na sequência, o argentino afirmou: “A máscara desses criminosos está caindo… Espero que a última artimanha da campanha suja deles não envolva roubar a eleição… esquerdista ladrão”.