Política Nacional · 2026-10-07 · Redação Notícia ES

Governo prepara calendário especial para acelerar PEC da 6x1 no Senado

Líder do governo no Senado disse que está coletando assinaturas para acelerar tramitação da PEC no Senado; direita quer evitar votação antes do segundo turno das eleições

Governo prepara calendário especial para acelerar PEC da 6x1 no Senado
Governo prepara calendário especial para acelerar PEC da 6x1 no Senado

O governo federal pretende apresentar um calendário especial para que a PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o fim da 6x1 seja votada antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcada para 25 de outubro.

Ideia foi apresentada pela líder do governo no Senado,

A ideia foi apresentada pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que tem reunido assinaturas para acelerar a tramitação da proposta.

O objetivo do Palácio do Planalto é acelerar o rito e cortar o tempo que é previsto no regimento do Senado entre o primeiro e o segundo turno da votação de uma PEC , chamado de interstício.

Sem esse recurso, não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições.

Mais cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),

Mais cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que pautaria o requerimento quando o mesmo chegasse à Mesa da Casa e que o plenário “será soberano” para definir sobre a celeridade do rito.

A oposição, por outro lado, teme o impacto que a aprovação da proposta tenha na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Ainda não há uma definição sobre qual estratégia adotar, mas o objetivo é travar a votação pelo maior tempo possível.

Para isso, os parlamentares da oposição, principalmente do PL, se apegam ao “rito” do Congresso e argumentam que o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa “ respeitar o regimento ”. Outra possibilidade é dar quórum nas sessões de discussão.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu a posição de que Alcolumbre não pode fazer a discussão de maneira “atropelada” e que o regimento determina que sejam realizadas 5 sessões antes da votação de primeiro turno e outras 3 antes do segundo turno, respeitando também o prazo de 5 dias úteis entre as duas votações, chamado de interstício.

O regimento do Senado, no entanto, permite que o interstício seja quebrado e que o primeiro e o segundo turno sejam realizados na mesma sessão.

Marinho também sinalizou posição contrária à PEC da forma que está e defendeu a sua proposta que também tramita no Senado.

O projeto apresentado pelo senador flexibiliza a escala de trabalho e permite que os funcionários ganhem por hora trabalhada, o que abre brecha para redução salarial.

“Vamos aguardar o processo de discussão e oportunamente vamos nos posicionar. O que não pode é ter uma determinação de cima para baixo sobre como deve ser a escala de trabalho", disse.

O governo é contra a PEC apresentada por Marinho. Teresa Leitão disse que esse tipo de negociação é “desfavorável” para os trabalhadores, porque coloca os dois lados em posições desiguais na mesa.

“Como a gente dizia no sindicato, quando o patrão e o trabalhador negociam diretamente, o trabalhador entra com o pescoço e o patrão com a corda”, afirmou.

Na saída do encontro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) deu sinal contrário à posição de Marinho e disse ser favorável ao fim da escala 6x1. Ela, no entanto, afirma que a votação antes do segundo turno das eleições beneficia Lula.

Já o senador Wellington Fagundes (PL-MT) disse que a tendência de Flávio Bolsonaro, é se abster na votação. Ele disse que o partido só vai traçar uma estratégia quando tiver um calendário definido para a PEC.

“Flávio neste momento votaria na abstenção, em uma postura pessoal. Votar é estar presente. Precisa uma definição do rito para que a oposição determine a estratégia, mas não vamos obstruir. Provavelmente apresentar emendas”, afirmou.

Flávio, no entanto, já havia se posicionado contra o texto. De acordo com ele, a redução da jornada sem a redução de salários afeta os empresários brasileiros.

“Meu posicionamento é o que já é público, é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária”, disse.

Líder da oposição no Senado Federal, senador Rogerio Marinho (PL-RN), e o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP)

Em resumo

O que aconteceu?

O governo federal pretende apresentar um calendário especial para que a PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o fim da 6x1 seja votada antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcada para 25 de outubro. A ideia foi apresentada pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que tem reunido assinaturas para acelerar a tramitação da

Qual é o ponto principal?

O objetivo do Palácio do Planalto é acelerar o rito e cortar o tempo que é previsto no regimento do Senado entre o primeiro e o segundo turno da votação de uma PEC , chamado de interstício. Sem esse recurso, não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições.

Quais são os dados mais importantes?

Mais cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que pautaria o requerimento quando o mesmo chegasse à Mesa da Casa e que o plenário “será soberano” para definir sobre a celeridade do rito.

Qual é o contexto?

A oposição, por outro lado, teme o impacto que a aprovação da proposta tenha na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Ainda não há uma definição sobre qual estratégia adotar, mas o objetivo é travar a votação pelo maior tempo possível.

Quais são os próximos desdobramentos?

Para isso, os parlamentares da oposição, principalmente do PL, se apegam ao “rito” do Congresso e argumentam que o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa “ respeitar o regimento ”. Outra possibilidade é dar quórum nas sessões de discussão.

Fontes