Justiça · 2026-11-03 · Redação Notícia ES

Governo quer tirar redução da maioridade da PEC da Segurança

José Guimarães diz que relator trabalhará para rejeitar emendas; Planalto defende discutir nova idade em proposta separada

Governo quer tirar redução da maioridade da PEC da Segurança
Governo quer tirar redução da maioridade da PEC da Segurança

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília, atua na cobertura do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto pela Revista Oeste. Antes, fez parte das redações de Poder360, Correio Braziliense, Alô Brasília e Aqui DF. Também foi editora na TV Brasília.

O contexto da decisão judicial

• O governo Lula busca aprovar a PEC da Segurança Pública no Senado nesta terça-feira, 3, sem incluir a emenda que propõe a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos.

• O ministro José Guimarães afirmou que o relator Rogério Carvalho trabalhará para rejeitar a emenda de Rogério Marinho.

• A discussão sobre a maioridade penal será separada para evitar atrasos na promulgação da PEC, que precisa de 49 votos em cada turno.

Detalhes e consequências do caso

O governo Lula se articula para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no plenário do Senado Federal nesta terça-feira, 3, sem incluir o trecho que propõe a redução da maioridade penal a partir dos 14 anos para crimes hediondos.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o relator, Rogério Carvalho (PT-SE), atuará para rejeitar a emenda apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).

+ Alcolumbre pauta votação da PEC da Segurança Pública

A estratégia é transferir a discussão sobre a idade de responsabilização criminal para uma proposta separada e evitar que mudanças atrasem a promulgação.

“É a que passou na CCJ e, portanto, o relator vai trabalhar para não acatar nenhuma emenda”, declarou Guimarães, depois de uma reunião de lideranças governistas no Palácio do Planalto. “Vamos separar (a maioridade penal) e votar em outro momento.”

A posição anunciada pelo Executivo ainda depende da negociação com os senadores. Segundo Guimarães, caso não haja acordo, a emenda da oposição “vai para o voto”. O governo afirma ter apoio suficiente para derrotá-la.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), defendeu que a mudança na idade penal fique fora da proposta. O argumento é que alterações no texto podem exigir nova análise da Câmara e prolongar a tramitação.

“Trazer o debate da maioridade penal para o âmbito dessa PEC é o que a gente chama de corpo estranho à PEC”, afirmou.

Segundo a senadora, a prioridade é aprovar a reorganização do sistema de segurança. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também defendeu o encaminhamento da discussão sobre maioridade a uma PEC autônoma.

A disputa sobre a maioridade penal já havia levado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a retirar a PEC da pauta em 15 de outubro, dez dias antes do segundo turno presidencial.

A emenda 84, apresentada por Marinho, estabelece a responsabilização penal aos 16 anos como regra geral e aos 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

O senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma alternativa que preserva os 18 anos como regra geral, mas reduz a idade para 16 anos nos casos de crimes hediondos. A iniciativa dividiu os petistas. Nesta terça-feira, Guimarães informou que a emenda de Camilo será retirada.

O impasse também expôs uma mudança no discurso de Lula. Durante a campanha, o presidente declarou apoio à redução para 16 anos em crimes hediondos, depois de defender historicamente medidas de educação e proteção social como resposta ao envolvimento de adolescentes com a criminalidade.

A PEC 18/2025 inclui o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição, amplia a integração entre os entes federativos e prevê regras mais rigorosas para o enfrentamento de facções e milícias.

Também estabelece mecanismos de financiamento e de organização das políticas penais.

Em resumo

O que aconteceu?

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília, atua na cobertura do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto pela Revista Oeste. Antes, fez parte das redações de Poder360, Correio Braziliense, Alô Brasília e Aqui DF. Também foi editora na TV Brasília.

Qual é o ponto principal?

• O governo Lula busca aprovar a PEC da Segurança Pública no Senado nesta terça-feira, 3, sem incluir a emenda que propõe a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos. • O ministro José Guimarães afirmou que o relator Rogério Carvalho trabalhará para rejeitar a emenda de Rogério Marinho.

Quais são os dados mais importantes?

O governo Lula se articula para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no plenário do Senado Federal nesta terça-feira, 3, sem incluir o trecho que propõe a redução da maioridade penal a partir dos 14 anos para crimes hediondos.

Qual é o contexto?

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o relator, Rogério Carvalho (PT-SE), atuará para rejeitar a emenda apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).

Quais são os próximos desdobramentos?

+ Alcolumbre pauta votação da PEC da Segurança Pública

Fontes