Justiça · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

Haras em Guarapari disputa na Justiça área na faixa de domínio da BR 101

Justiça federal concedeu reintegração de posse da faixa de terra de 25,6 mil m² para a Ecovias Capixaba; recurso contra a medida será analisado pelo STF

Haras em Guarapari disputa na Justiça área na faixa de domínio da BR 101
Haras em Guarapari disputa na Justiça área na faixa de domínio da BR 101

Uma área de 25,6 mil m², distribuída em pouco mais de um quilômetro na faixa de domínio da BR 101, é alvo de uma disputa judicial que se arrasta desde 2018. Localizada em Guarapari, ela é ocupada pelo Haras Monazita.

Sentença que autorizou a reintegração de posse da terra

A sentença que autorizou a reintegração de posse da terra vem sendo questionada e será alvo de novo julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação foi iniciada pela Eco 101 Concessionária de Rodovias, atualmente denominada Ecovias Capixaba.

Em 2019 foi concedida uma liminar para a reintegração de posse, posteriormente confirmada por sentença da 4ª Vara Federal Cível de Vitória, em maio de 2021, que também rejeitou o pedido de indenização aos que ocupam a terra.

No último mês de setembro, a presidência do STF

No último mês de setembro, a presidência do STF negou seguimento ao recurso apresentado pelos proprietários do Haras.

Eles recorreram, novamente, e o tema voltou à pauta dos ministros, com julgamento virtual agendado para o período de 30 de outubro a 10 de novembro, quando será avaliado um agravo regimental no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE).

A propriedade fica entre a comunidade de Cachoeirinha e o acesso à Rota da Ferradura, em Buenos Aires. Uma faixa de terra localizada às margens da rodovia entre o KM 337+570m e o KM 338+600m.

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De acordo com a Ecovias Capixaba, as obras de duplicação da BR 101 no trecho já foram concluídas.

Mas a área, que ainda está sob a posse do haras, está inserida na faixa de domínio da rodovia, que pertence à União, espaço destinado como margem de segurança da via e onde podem ser feitas novas ampliações ou construídas estruturas de apoio ao tráfego e usuários.

“Conforme previsto no contrato de concessão, cabe à concessionária zelar pela preservação dessa área e mantê-la livre de ocupações e outras interferências que comprometam sua destinação”, informou a concessionária, acrescentando que “acompanha o andamento do processo e respeita o curso regular da Justiça”, disse, em nota.

A coluna aguarda a eventual manifestação da defesa das nove pessoas apontadas no processo como proprietários do Haras Monazita: Jorge Abikair Neto, Antonio José Ferreira Abikair, Schariff Moyses, Samira Moyses Moussallem, Moyses Antonio Neto, Mune Moyses, Nadia Moyses Bojovski, Laila Moyses Hallage e Tamar Moyses Baruqui.

Na sentença de reintegração de posse, eles informaram que a área pretendida encontra-se ocupada por eles antes mesmo da construção da BR 101, na década de 1950.

Apontam, ainda, que a ocupação da área pelo governo só ocorreu na década de 1970, quando ocorreram os atos administrativos preparatórios para o alargamento da faixa de domínio.

Afirmam que a publicação de uma portaria do DNER “não é ato formal apto a ensejar a transferência da posse ou propriedade para o Poder Público”; que não houve processo formal de desapropriação e “tampouco justa indenização paga aos réus”.

Em resumo

O que aconteceu?

Uma área de 25,6 mil m², distribuída em pouco mais de um quilômetro na faixa de domínio da BR 101, é alvo de uma disputa judicial que se arrasta desde 2018. Localizada em Guarapari, ela é ocupada pelo Haras Monazita. A sentença que autorizou a reintegração de posse da terra vem sendo questionada e será alvo de novo julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF

Qual é o ponto principal?

A ação foi iniciada pela Eco 101 Concessionária de Rodovias, atualmente denominada Ecovias Capixaba. Em 2019 foi concedida uma liminar para a reintegração de posse, posteriormente confirmada por sentença da 4ª Vara Federal Cível de Vitória, em maio de 2021, que também rejeitou o pedido de indenização aos que ocupam a terra.

Quais são os dados mais importantes?

No último mês de setembro, a presidência do STF negou seguimento ao recurso apresentado pelos proprietários do Haras. Eles recorreram, novamente, e o tema voltou à pauta dos ministros, com julgamento virtual agendado para o período de 30 de outubro a 10 de novembro, quando será avaliado um agravo regimental no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE).

Qual é o contexto?

A propriedade fica entre a comunidade de Cachoeirinha e o acesso à Rota da Ferradura, em Buenos Aires. Uma faixa de terra localizada às margens da rodovia entre o KM 337+570m e o KM 338+600m.

Quais são os próximos desdobramentos?

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Fontes