Helder lidera Senado no Pará; segunda vaga segue aberta
Pesquisa Quaest mostra o ex-governador à frente e um empate dentro da margem de erro entre três concorrentes pela outra cadeira.

Helder Barbalho (MDB) aparece na liderança da disputa pelas duas vagas do Pará no Senado, segundo pesquisa Quaest divulgada neste sábado (26). O ex-governador registra 25% das intenções consolidadas, enquanto Delegado Éder Mauro (PL) e Chicão (União) têm 15% cada.
O levantamento foi publicado pela CNN Brasil e pelo g1, que detalhou os resultados do primeiro e do segundo votos. A Quaest ouviu presencialmente 804 eleitores paraenses de 16 anos ou mais entre 22 e 25 de setembro; a margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Zequinha Marinho (Podemos) aparece com 10% no resultado consolidado. Como a diferença para Éder Mauro e Chicão é de cinco pontos, inferior à soma das margens máximas entre os candidatos, os três estão tecnicamente empatados na corrida pela segunda cadeira. Celso Sabino (PDT) registra 5%, e os demais nomes testados têm 1% ou não pontuaram.
Segundo voto amplia a incerteza
Em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, porque dois terços das 81 cadeiras da Casa estarão em disputa. Por isso, o instituto também separou a primeira e a segunda escolhas, revelando movimentos diferentes dentro do mesmo eleitorado.
No primeiro voto, Helder alcança 36%, seguido por Éder Mauro, com 20%. Chicão tem 11%, Zequinha aparece com 10% e Celso Sabino marca 5%. Esse recorte reforça a vantagem do ex-governador e coloca o candidato do PL numericamente à frente dos demais adversários pela segunda posição.
Quando a pergunta se concentra no segundo voto, a ordem muda. Chicão assume a dianteira com 19%, Helder tem 14%, Éder Mauro e Zequinha registram 11% cada, e Celso Sabino chega a 7%. A inversão mostra que parte dos eleitores distribui suas duas escolhas entre campos e candidaturas diferentes.
O cenário exige cuidado na leitura dos percentuais. A soma das duas escolhas não equivale a uma eleição majoritária de turno único para apenas um cargo: o eleitor pode votar em dois nomes, e o desempenho consolidado depende tanto da preferência principal quanto da capacidade de cada campanha conquistar a segunda indicação.
Margem mantém disputa aberta
A pesquisa também mostra que 67% dos entrevistados consideram definitivas as escolhas para o Senado, enquanto 33% admitem que ainda podem mudar. O grupo móvel é grande o suficiente para alterar a ordem entre os candidatos empatados tecnicamente pela segunda vaga.
Levantamentos anteriores realizados por outros institutos já indicavam Helder em posição competitiva e uma disputa fragmentada logo atrás. A nova rodada, porém, oferece uma fotografia própria e não deve ser comparada ponto a ponto com pesquisas que usam questionários, datas de campo e tamanhos de amostra diferentes.
Até a votação, as campanhas tendem a concentrar esforços na comunicação da dobradinha e na explicação de que o eleitor terá direito a dois votos para o Senado. Para os concorrentes que disputam a segunda cadeira, reduzir a indecisão e transformar simpatia em segunda escolha será tão importante quanto consolidar o voto principal.
Em resumo
Helder Barbalho lidera o resultado consolidado da Quaest, com 25% das intenções de voto.
Éder Mauro e Chicão têm 15% cada, e Zequinha Marinho, com 10%, está tecnicamente empatado com os dois pela margem de erro.
A Quaest ouviu presencialmente 804 eleitores paraenses de 16 anos ou mais.
A margem é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança.
Cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado nas Eleições 2026.