Polícia investiga morte a tiros no Morro do Macaco, em Vitória
Matheus Rodrigues Correa, de 28 anos, foi atingido na tarde de segunda-feira; testemunhas relataram a passagem de dois homens em uma motocicleta.

Ataque ocorreu na tarde de segunda-feira
A Polícia Civil investiga a morte de Matheus Rodrigues Correa, de 28 anos, baleado na tarde de segunda-feira, 21 de setembro, no Morro do Macaco, em Tabuazeiro, Vitória. De acordo com informações atribuídas pela reportagem de A Gazeta à Polícia Militar e a testemunhas, dois homens passaram pelo local em uma motocicleta e efetuaram os disparos. Nenhum suspeito havia sido detido até a última atualização.
A perícia da Polícia Científica esteve no endereço e identificou ao menos nove perfurações provocadas por tiros, segundo os dados divulgados. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal de Vitória. A ocorrência ficou sob responsabilidade do plantão do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, unidade encarregada das primeiras diligências e da definição da equipe que seguirá com o inquérito.
Relatos colhidos no local são pontos de partida, não conclusões. Testemunhas disseram aos militares que o crime poderia ter ligação com disputa pelo tráfico, mas essa hipótese ainda precisa ser verificada pela Polícia Civil. A eventual existência de antecedentes da vítima também não prova a motivação nem a autoria do homicídio. Cabe à investigação reunir evidências materiais e depoimentos independentes.
Perícia e depoimentos devem reconstruir a dinâmica
Os investigadores deverão confrontar o laudo do local com imagens de câmeras, registros de deslocamento e relatos de moradores. A informação sobre o uso de uma motocicleta pode orientar buscas, mas características do veículo e dos ocupantes precisam ser confirmadas. Estojos, projéteis e marcas deixadas na cena podem ajudar a indicar quantidade de armas, posição dos atiradores e sequência dos disparos.
A companheira de Matheus informou à polícia que ele já havia sido alvo de outro ataque em fevereiro, quando foi baleado na cabeça em uma distribuidora no bairro Itararé. A apuração atual deverá verificar se os episódios têm relação. A coincidência de vítima, por si só, não autoriza concluir que os autores ou a motivação sejam os mesmos.
Segundo a Polícia Civil, Matheus possuía registros anteriores por diferentes ocorrências, entre elas homicídio, tentativa de homicídio, tráfico, porte ilegal de arma, lesão corporal, violência doméstica e tentativa de fuga. Registro policial não equivale necessariamente a condenação definitiva. A menção é relevante apenas porque foi apresentada pela corporação como uma das linhas de contexto examinadas no caso.
O DEHPP pode pedir perícias complementares, requisitar imagens e ouvir familiares, moradores e agentes que atenderam a ocorrência. Se surgirem indícios suficientes contra uma pessoa, a polícia poderá solicitar medidas cautelares ao Judiciário. Prisão preventiva não é automática: depende de pedido fundamentado, manifestação do Ministério Público e decisão judicial.
Informação anônima pode ajudar a investigação
Moradores que tenham visto a movimentação ou possuam gravações podem procurar a Polícia Civil. O Disque-Denúncia 181 recebe informações de forma anônima e permite anexar arquivos pelo portal. Para ser útil, o relato deve indicar local, horário, características observadas e como o denunciante tomou conhecimento do fato, evitando rumores sem origem identificável.
A preservação da cena é decisiva em crimes com arma de fogo. Objetos não devem ser removidos e vídeos originais precisam ser mantidos com data e qualidade. Compartilhar imagens do corpo em redes sociais, além de desrespeitar familiares, pode expor testemunhas e atrapalhar a apuração. O material relevante deve ser encaminhado diretamente às autoridades.
A morte será registrada nas estatísticas após a classificação oficial e poderá ser reavaliada conforme o inquérito avança. A transparência exige distinguir o que já foi confirmado do que ainda é hipótese. Até aqui, estão confirmados a identificação da vítima, o atendimento policial, a perícia e o encaminhamento ao IML; autoria e motivação permanecem em investigação.
Os próximos passos são a conclusão dos laudos, a coleta de imagens e a identificação dos homens mencionados pelas testemunhas. A Polícia Civil não divulgou prazo para encerrar o inquérito. Informações novas podem alterar a linha investigativa, e qualquer pessoa apontada como suspeita terá direito de defesa e será considerada inocente até eventual condenação definitiva.
Familiares também aguardam a liberação do corpo e informações oficiais. A divulgação de detalhes deve respeitar a investigação e a dignidade da vítima, sem transformar versões preliminares em conclusão sobre a causa do ataque.
Em resumo
Matheus Rodrigues Correa, de 28 anos.
No Morro do Macaco, em Tabuazeiro, Vitória.
Não havia prisão informada até a última atualização da ocorrência.
Testemunhas citaram possível disputa ligada ao tráfico, mas a polícia ainda precisa confirmar motivação e autoria.
O Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Espírito Santo.
Pelo Disque-Denúncia 181 ou diretamente à Polícia Civil.