Tecnologia · 2026-09-25 · Redação Notícia ES

IA vai decidir sua vez na fila do SUS? Propostas de candidatos da esquerda à direita não são simples de implementar | G1

Sem muitos detalhamentos e integrando os planos de governo de Lula a Flávio Bolsonaro, uso da tecnologia é proposto para triagem e auxílio de diagnósticos; mas até que ponto as propostas são viáveis? O que dizem médicos e especialistas em gestão de saúde?

IA vai decidir sua vez na fila do SUS? Propostas de candidatos da esquerda à direita não são simples de implementar | G1
IA vai decidir sua vez na fila do SUS? Propostas de candidatos da esquerda à direita não são simples de implementar | G1

O SUS realiza cerca de 2,8 bilhões de atendimentos por ano — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nas eleições de 2026, a inteligência artificial pipocou

Nas eleições de 2026, a inteligência artificial pipocou nos planos de governo. O termo foi citado pelos candidatos em propostas que vão da saúde à segurança. E uma proposta une a direita, a esquerda e o centro: o uso de IA no Sistema Único de Saúde (SUS).

Sem muitos detalhamentos e integrando os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Flávio Bolsonaro (PL), o uso da tecnologia é proposto para triagem e auxílio de diagnósticos.

Um dos exemplos é utilizar a IA para substituir a tradicional fila por ordem de chegada, implantando uma triagem orientada por algoritmos.

Ou seja, a vez de um paciente passaria

Ou seja, a vez de um paciente passaria a ser avaliada por uma IA com base em fatores como gravidade e risco de progressão da doença.

Em seu programa, Flávio Bolsonaro promete usar inteligência artificial para agilizar o agendamento de consultas e exames e como apoio à prevenção.

"O sistema poderá identificar quem corre maior risco de adoecer e chamar essa pessoa para se cuidar a tempo, em vez de esperar que ela chegue ao pronto-socorro quando já é grave", diz o plano do candidato.

Lula afirma que quer aprimorar "ainda mais a regulação do acesso à atenção especializada", para garantir maior transparência das filas e utilizar inteligência artificial, "com fila única digital e ordenada pelo risco clínico".

Já Renan Santos (Missão) propõe a substituição do atual modelo de fila cronológica e cita diretamente uma plataforma de El Salvador criada pelo governo Bukele.

"Temos um programa de integração entre saúde e tecnologia, inspirado parcialmente no que foi operacionalizado em El Salvador, por meio do DoctorSV. O sistema deverá oferecer integração entre laboratórios, farmácias e centros de imagem com triagens", diz trecho do livro que reúne suas propostas.

Proposta por todos os espectros políticos, a adoção de IA na gestão da saúde é inevitável, diz Alexandre Chiavegatto Filho, professor de inteligência artificial na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Ele aposta que a área vai ser a maior beneficiária da inteligência artificial.

Chiavegatto, que coordena o Laboratório de Big Data e Análise Preditiva da instituição, afirma que existe potencial de uso desde o primeiro contato do paciente com o sistema de saúde até a alta, principalmente no auxílio do diagnóstico.

Em resumo

O que aconteceu?

O SUS realiza cerca de 2,8 bilhões de atendimentos por ano — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Qual é o ponto principal?

Nas eleições de 2026, a inteligência artificial pipocou nos planos de governo. O termo foi citado pelos candidatos em propostas que vão da saúde à segurança. E uma proposta une a direita, a esquerda e o centro: o uso de IA no Sistema Único de Saúde (SUS).

Quais são os dados mais importantes?

Sem muitos detalhamentos e integrando os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Flávio Bolsonaro (PL), o uso da tecnologia é proposto para triagem e auxílio de diagnósticos.

Qual é o contexto?

Um dos exemplos é utilizar a IA para substituir a tradicional fila por ordem de chegada, implantando uma triagem orientada por algoritmos.

Quais são os próximos desdobramentos?

Ou seja, a vez de um paciente passaria a ser avaliada por uma IA com base em fatores como gravidade e risco de progressão da doença.

Fontes