Economia · 2026-10-10 · Redação Notícia ES

Ibovespa avança 8,82% e dólar fecha abaixo de R$ 5

Semana após o primeiro turno termina com recorde na Bolsa, valorização do real e mercado atento à disputa presidencial.

Ibovespa avança 8,82% e dólar fecha abaixo de R$ 5
Ibovespa avança 8,82% e dólar fecha abaixo de R$ 5

O Ibovespa acumulou alta de 8,82% entre 5 e 9 de outubro, enquanto o dólar comercial encerrou a sexta-feira abaixo de R$ 5. Foi a primeira semana de negócios após o primeiro turno presidencial, período marcado por forte reação dos ativos brasileiros ao novo cenário eleitoral.

O Poder360 calculou queda semanal de 4,35% para a moeda norte-americana e classificou o movimento conjunto de câmbio e Bolsa como o mais intenso no período pós-primeiro turno desde 1994. O UOL registrou o fechamento do dólar a R$ 4,985, baixa semanal de 4,43%, e confirmou o avanço de 8,82% do índice acionário.

Mercado reagiu ao cenário eleitoral

A pequena diferença entre os percentuais atribuídos ao dólar decorre das referências usadas pelos levantamentos e não altera a direção do movimento. Ambos mostram valorização expressiva do real ao longo da semana, acompanhada por entrada de recursos e redução das taxas de juros futuros.

Na Bolsa, o índice encerrou a sexta-feira aos 209.066 pontos, depois de alcançar 209.713 pontos durante o pregão. O fechamento e a máxima intradiária renovaram recordes nominais, enquanto o levantamento do Poder360 também apontou superação do pico histórico quando os valores são corrigidos pela inflação.

Analistas ouvidos pelo UOL associaram parte do movimento à expectativa dos investidores sobre a disputa presidencial e a política fiscal do próximo governo. A liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno ampliou apostas em maior controle de gastos, mas essa leitura representa uma avaliação do mercado, não uma garantia sobre decisões futuras.

Empresas mais sensíveis à queda dos juros estiveram entre as maiores altas da sexta-feira. MRV avançou 21,62%, Magazine Luiza ganhou 19,22% e Lojas Renner subiu 11,56%, enquanto alguns papéis de telecomunicações e seguros recuaram no mesmo pregão.

Riscos seguem no radar

O desempenho dos ativos não eliminou fatores de incerteza. O IPCA de setembro subiu 0,82% e acumulou 4,58% em 12 meses, resultado acima das expectativas do mercado e capaz de influenciar a velocidade de eventuais cortes na taxa básica de juros.

O cenário externo também contribuiu para o pregão. A queda do petróleo e o avanço das bolsas norte-americanas favoreceram o apetite por risco, ao mesmo tempo em que os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram.

Até o segundo turno, pesquisas eleitorais, anúncios econômicos das campanhas e sinais sobre equilíbrio fiscal podem produzir novas oscilações. A reação desta semana mostra como expectativas políticas alteram preços rapidamente, mas não antecipa, por si só, a trajetória de longo prazo do câmbio ou das ações.

Para investidores, os números devem ser lidos como registro de uma semana excepcional, e não como promessa de retorno. O dólar abaixo de R$ 5 e a Bolsa em máxima histórica refletem condições específicas do período, sujeitas a inflação, juros, ambiente internacional e às decisões que surgirem depois da eleição.

Em resumo

Quanto o Ibovespa subiu na semana?

O principal índice da Bolsa brasileira acumulou alta de 8,82% entre 5 e 9 de outubro.

Em quanto o dólar fechou?

O dólar comercial terminou a sexta-feira cotado a R$ 4,985 na venda.

Por que há dois percentuais para a queda do dólar?

Os levantamentos usam referências de cálculo ligeiramente diferentes: 4,35% no Poder360 e 4,43% no UOL.

O que impulsionou os ativos brasileiros?

O cenário eleitoral, as expectativas fiscais, o recuo dos juros futuros e fatores externos favoreceram o movimento.

A alta garante novos ganhos?

Não. Câmbio e Bolsa continuam sujeitos à inflação, aos juros, ao ambiente externo e às notícias da eleição.

Fontes