Ibovespa tem queda modesta em dia de acomodação após tombo; incertezas persistem
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,51%, a 175.710,05 pontos, mas chegou a 178.526,08 pontos na máxima do dia

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, em pregão de acomodação na bolsa paulista após fortes perdas na véspera com o desfecho da eleição presidencial no país, enquanto persistem incertezas sobre o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,51%, a 175.710,05 pontos, mas chegou a 178.526,08 pontos na máxima do dia. Na mínima, marcou 175.130,23 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 72,23 bilhões.
Na segunda-feira, o Ibovespa caiu quase 14%, na maior queda desde 2020, após a reeleição de Lula contrariar expectativas no mercado de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível agenda mais favorável a um ajuste fiscal.
Levantamento da Elos Ayta apurou que as empresas listadas na B3 perderam um valor de mercado consolidado de R$ 734 bilhões na véspera.
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Agentes financeiros atribuíram o movimento de segunda-feira ao desmonte de posições que apostavam na vitória de Flávio, não necessariamente a fundamentos, mas apontaram aumento de incertezas sobre as perspectivas fiscais do país.
Em Brasília, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira mais cedo que reafirmou a Lula a necessidade de dar uma sinalização propositiva ao mercado e que o governo já tem medidas prontas para apresentação, incluindo a que permite a busca do centro da meta fiscal.
A declaração não foi suficiente para uma melhora mais sólida, com investidores preferindo esperar para ver os planos para o quarto mandato de Lula.
De acordo com o analista Matheus Villela, da gestora de patrimônio Aware Investments, a performance do Ibovespa nesta sessão mostra que o ambiente segue volátil e marcado por incertezas.
“O foco dos investidores agora se desloca da eleição para a condução da política econômica. O mercado aguarda, sobretudo, a definição do nome para o Ministério da Fazenda e algum sinal concreto do governo de compromisso com o equilíbrio das contas públicas”, afirmou.
Na visão de Villela, enquanto essa sinalização não vier, a tendência é que a volatilidade permaneça elevada, com os preços bastante sensíveis a cada notícia vinda de Brasília.
• VALE ON ( VALE3 ) recuou 2,14%, em meio ao declínio dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian fechou o pregão diurno com queda de 0,9%.
Também no radar está o balanço da mineradora do terceiro trimestre, previsto para quinta-feira, após o fechamento do mercado.
• PETROBRAS PN ( PETR4 ) caiu 2,02%, com a fraqueza do petróleo no exterior também no radar. O barril do Brent fechou em queda de 1,8%, a US$ 113,88.
O Goldman Sachs prevê que a Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) deverá manter os preços do diesel vendido a distribuidoras inalterados até o fim do ano, após o governo brasileiro ter decidido prorrogar por mais 30 dias os subsídios ao combustível.
• BANCO DO BRASIL ON ( BBAS3 ) fechou em queda de 0,52%, sem conseguir sustentar o sinal positivo que apresentou em parte da sessão, chegando a uma alta de 4,8% no melhor momento.
Na véspera, o papel encerrou o dia com um tombo de mais de 29%. BRADESCO PN ( BBDC4 ) terminou com decréscimo de 1,38%, ITAÚ UNIBANCO PN ( ITUB4 ) perdeu 1,22% e SANTANDER BRASIL UNIT ( SANB11 ) caiu 1,63%.
BTG PACTUAL UNIT ( BPAC11 ) subiu 0,42%. O Citi rebaixou as ações do Banco do Brasil ( BBAS3 ) para venda e do Bradesco ( BBDC4 ) para neutra, enquanto manteve Itaú ( ITUB4 ) e BTG Pactual ( BPAC11 ) com recomendação de compra.
O movimento ocorre um dia após uma forte correção dessas companhias na B3
• B3 ON ( B3SA3 ) avançou 2,19%, em sessão de ajustes, embora tenha arrefecido em relação à máxima do dia (+4,71%). Na véspera, a ação fechou com um tombo superior a 36,28%, após afundar quase 50% no pior momento.
Em resumo
O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, em pregão de acomodação na bolsa paulista após fortes perdas na véspera com o desfecho da eleição presidencial no país, enquanto persistem incertezas sobre o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,51%, a 175.710,05 pontos, mas chegou a 178.526,08 pontos na máxima do dia. Na mínima, marcou 175.130,23 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 72,23 bilhões.
Na segunda-feira, o Ibovespa caiu quase 14%, na maior queda desde 2020, após a reeleição de Lula contrariar expectativas no mercado de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível agenda mais favorável a um ajuste fiscal.
Levantamento da Elos Ayta apurou que as empresas listadas na B3 perderam um valor de mercado consolidado de R$ 734 bilhões na véspera.
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