Economia · 2026-10-07 · Redação Notícia ES

Ibovespa tem segunda queda seguida, com Vale e bancos; dólar volta aos R$ 5

Acompanhe o que movimenta a bolsa, ações, dólar, juros e commodities nos negócios do pregão desta quarta-feira (07).

Ibovespa tem segunda queda seguida, com Vale e bancos; dólar volta aos R$ 5
Ibovespa tem segunda queda seguida, com Vale e bancos; dólar volta aos R$ 5

Índices nos EUA terminam no vermelho com alta dos Treasuries

O que muda no bolso

Caiu do novo. O Ibovespa emendou a segunda baixa seguida nesta quarta-feira, com menos 0,74%, aos 204.302,33 pontos, uma perda de 1.532,96 pontos .

Após o furacão que passou na segunda-feira, dia seguinte ao primeiro turno da eleição, com alta de 7,70%, o movimento de correção e espera continuou.

A imprensa, o mercado e até a própria campanha do senador estão dando como certa a vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno, que ele será o próximo presidente da República. Quem pensa qualquer coisa diferente disso , provavelmente está equivocado.

Agora, a questão é: o que o provável

Agora, a questão é: o que o provável no presidente pretende fazer, porque muito pouco se sabe. Flávio Bolsonaro disse que quer mudar a reforma tributária, mas sem especificar o quê .

Analistas que acompanham o Brasil esperam que o país tenha mais chances de enfrentar o déficit crescente sob o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, embora ele ainda não tenha apresentado um plano detalhado de como pretende fazer isso .

É esperança, é torcida, não é certeza. Até porque consideram que o atual governo não fez muita coisa nesse sentido.

Diante do poeira mais baixa da euforia, o real perdeu uma sequência de três altas e viu o dólar comercial avançar 0,70%, aos R$ 5,011 . Os DIs (juros futuros) terminaram de forma mista.

Morgan Stanley, JPMorgan e Goldman Sachs passaram a adotar uma visão mais construtiva para ações, câmbio e fluxo de capitais , embora todos ressaltem que a continuidade do movimento dependerá da trajetória fiscal do país.

Nisso, sem propostas dos candidatos, estão ou no escuro ou na mesmice ou na torcida.

O Itaú BBA reforçou recomendação de “compra” para ações brasileiras no contexto da América Latina após o rali com o primeiro turno, com o Ibovespa subindo 7,7% em reais apenas na segunda-feira (5).

A precificação do mercado passou a ser compatível com um cenário de ajuste fiscal gradual.

O forte ingresso de capital estrangeiro na Bolsa brasileira nas últimas semanas reacendeu a dúvida: até onde esse fluxo pode chegar?

Depois de um movimento que ganhou força com a melhora da percepção sobre os ativos brasileiros e foi intensificado após o chamado “Flávio Day”, quando investidores estrangeiros aportaram cerca de R$ 10 bilhões em um único pregão, a avaliação de analistas é que ainda existe espaço relevante para novas entradas de recursos .

É por isso que a XP passou a promover um aumento “disciplinado” do risco nas carteiras após o 1º turno.

A casa reduziu o peso do pós-fixado e ampliou exposição a ativos domésticos, mas avaliou que a continuidade do movimento depende do 2º turno e de sinais concretos sobre a agenda fiscal .

Por enquanto, a luta contra a inflação segue inglória e muito disso, dizem, recai sobre o fiscal mal ajambrado. O IGP-DI acelerou bastante em setembro , por exemplo. Segundo a XP , a “lua de mel” com a inflação acabou e o Banco Central deve cortar Selic “cautelosamente” .

Mas é uma luta inglória também ao redor do mundo. Hoje, o Federal Reserve soltou a ata de sua reunião de setembro e trouxe pouco alívio. Maioria dos participantes enxergou necessidade de uma nova alta nas taxas de juros ou em outubro ou em dezembro ou nas duas.

“A ata do FOMC referente à decisão de setembro confirmou a mudança para uma postura mais restritiva, diante da persistência da inflação, da atividade sólida e de um mercado de trabalho próximo do pleno emprego”, disse Leandro Padulla, economista do ASA.

“Diferentemente das últimas reuniões, contudo, o documento trouxe algum guidance para os próximos passos da política monetária, embora sem definir a magnitude ou o timing do aperto adicional”.

Independente do que veio no documento, os principais índices em Nova York fecharam no vermelho, porque já vinham no vermelho, com os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA novamente renovando máximas desde 2002, especialmente o de 10 anos.

As Bolsas europeias foram pelo mesmo caminho, com fortes quedas .

Vale e bancos caem A baixa de hoje do Ibovespa tem principalmente a ver com nova queda ampla da Vale ( VALE3 ), a terceira seguida, com menos 2,30%; e com os bancos, novamente com amplitude suficiente para afundar o índice.

BB ( BBAS3 ) perdeu 1,87%, Bradesco ( BBDC4 ) cedeu 3,68%; Itaú Unibanco ( ITUB4 ) recuou 2,66% e Santander ( SANB11 ) desceu 1,01%. B3 ( B3SA3 ), uma das que mais subiu no dia seguinte às eleições, ficou com nova baixa, agora de 1,54%.

Embraer ( EMBJ3 ) continua sua trajetória de queda, dessa vez com menos 5,11%. E Hapvida ( HAPV3 ) recuou 4,59%, completando as mais fortes no rol.

Em resumo

O que aconteceu?

Índices nos EUA terminam no vermelho com alta dos Treasuries

Qual é o ponto principal?

Caiu do novo. O Ibovespa emendou a segunda baixa seguida nesta quarta-feira, com menos 0,74%, aos 204.302,33 pontos, uma perda de 1.532,96 pontos . Após o furacão que passou na segunda-feira, dia seguinte ao primeiro turno da eleição, com alta de 7,70%, o movimento de correção e espera continuou.

Quais são os dados mais importantes?

A imprensa, o mercado e até a própria campanha do senador estão dando como certa a vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno, que ele será o próximo presidente da República. Quem pensa qualquer coisa diferente disso , provavelmente está equivocado.

Qual é o contexto?

Agora, a questão é: o que o provável no presidente pretende fazer, porque muito pouco se sabe. Flávio Bolsonaro disse que quer mudar a reforma tributária, mas sem especificar o quê . Analistas que acompanham o Brasil esperam que o país tenha mais chances de enfrentar o déficit crescente sob o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, embora ele ainda

Quais são os próximos desdobramentos?

Diante do poeira mais baixa da euforia, o real perdeu uma sequência de três altas e viu o dólar comercial avançar 0,70%, aos R$ 5,011 . Os DIs (juros futuros) terminaram de forma mista.

Fontes