iFood assina acordo para comprar a Caju
Maior aquisição da história da companhia depende da aprovação do Cade e do Banco Central; valor da transação não foi divulgado.

O iFood Benefícios assinou um acordo para comprar a Caju, empresa de tecnologia especializada em benefícios corporativos, despesas e gestão de pessoas. A operação foi anunciada na terça-feira, 20 de outubro, e é apresentada pelo grupo como a maior aquisição de sua história.
O Poder360 informou nesta quarta-feira, 21, que a Caju é avaliada pelo mercado em cerca de R$ 1 bilhão, embora o preço efetivamente acertado não tenha sido divulgado. UOL, Folha e o comunicado institucional do iFood confirmaram o acordo e a necessidade de autorizações regulatórias.
As duas empresas atuam em cartões e plataformas usados por empregadores para oferecer alimentação, refeição, mobilidade, premiações e outros benefícios. O iFood criou sua divisão corporativa em 2020, mesmo período em que a Caju iniciou a expansão de seu modelo digital.
Operação ainda depende de aval
O negócio foi comunicado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica e também precisa da aprovação do Banco Central. Até a conclusão dessas análises, as companhias continuarão operando separadamente. A assinatura do acordo, portanto, não equivale à incorporação imediata da Caju pelo comprador.
O Cade examinará os efeitos concorrenciais da combinação, enquanto o Banco Central avaliará os aspectos sob sua competência no sistema de pagamentos. Os órgãos podem aprovar a operação, impor condições ou solicitar informações adicionais antes de uma decisão.
Segundo os dados divulgados pelas empresas, os negócios combinados atendem cerca de 3 milhões de usuários e mais de 130 mil companhias clientes. A união aproxima o iFood das maiores operadoras do segmento, ainda liderado por grupos tradicionais de vale-alimentação e vale-refeição.
O presidente do iFood Benefícios, Arthur Freitas, afirmou que a divisão cresce perto de 80% ao ano há três anos. Eduardo Del Giglio, cofundador da Caju, deverá permanecer na companhia após a conclusão do negócio, com foco na integração de produtos e no desenvolvimento da plataforma.
Setor passa por transformação
O mercado brasileiro de benefícios corporativos movimenta aproximadamente R$ 150 bilhões por ano e alcança mais de 22 milhões de trabalhadores. Mudanças regulatórias recentes, incluindo limites para taxas e abertura dos arranjos de pagamento, aumentaram a pressão por interoperabilidade, escala e redução de custos.
A aquisição faz parte de um plano de investimentos de R$ 24 bilhões do grupo Prosus no Brasil no ano fiscal que termina em março de 2027. Para o iFood, a operação amplia uma frente além da entrega de refeições e fortalece serviços oferecidos diretamente a empresas e departamentos de recursos humanos.
O ponto confirmado é a assinatura de um acordo sujeito a condições. O valor de R$ 1 bilhão refere-se à avaliação atribuída à Caju, não ao preço oficialmente revelado. A conclusão e a integração dependem do aval regulatório, etapa que definirá quando a aquisição poderá produzir efeitos.
Em resumo
Não. O acordo foi assinado, mas depende das aprovações do Cade e do Banco Central.
O preço não foi divulgado; cerca de R$ 1 bilhão é a avaliação atribuída à Caju pelo mercado.
Não. Elas permanecerão separadas até a conclusão das análises regulatórias.
As empresas informam aproximadamente 3 milhões de usuários e mais de 130 mil companhias clientes.
A operação amplia a presença do iFood em benefícios corporativos e aumenta sua escala em um mercado de R$ 150 bilhões anuais.