Justiça · 2026-10-02 · Redação Notícia ES

Indefinição sobre Garotinho gera nova ameaça de disputa judicial pelo Governo do RJ

Votos no ex-governador podem ser anulados após o primeiro turno, caso TSE confirme indeferimento do registro

Indefinição sobre Garotinho gera nova ameaça de disputa judicial pelo Governo do RJ
Indefinição sobre Garotinho gera nova ameaça de disputa judicial pelo Governo do RJ

Com um desembargador mantido no Palácio Guanabara por uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), o Rio de Janeiro pode, mais uma vez, depender de uma decisão dos tribunais para definir o seu futuro governador.

Cenário se deve à indefinição sobre o destino

O cenário se deve à indefinição sobre o destino dos votos a serem dados ao ex-governador Anthony Garotinho ( Republicanos ).

Ele teve o registro de candidatura indeferido no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), mas ainda tem recurso pendente a ser analisado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No atual cenário, Garotinho concorre ao cargo, estará na urna eletrônica e terá seus votos auferidos. Eles são considerados anulados "sub judice", mas, segundo o TRE-RJ, "são contabilizados no cálculo dos percentuais obtidos no pleito".

Campanha do ex-prefeito Eduardo Paes ( PSD ) aponta

A campanha do ex-prefeito Eduardo Paes ( PSD ) aponta um cenário de instabilidade porque os votos no ex-governador podem ser determinantes para definir se haverá ou não segundo turno.

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), Paes tem 47% das intenções de votos válidos, contra 35% do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), e 8% de Garotinho.

Se este cenário se repetir nas urnas e os votos de Garotinho forem, posteriormente, considerados nulos, o ex-prefeito passaria a somar 51%, o suficiente para ser eleito no primeiro turno.

A indefinição se deve ao fato de haver divergência sobre o que ocorre caso o TSE confirme a decisão do TRE-RJ sobre o registro de Garotinho após a realização do primeiro turno.

O advogado Raimundo Fernandes Neto entende que o TSE deve julgar o mais rápido possível o tema e, caso confirme a inelegibilidade do ex-governador, anule seus votos e faça a retotalização.

Caso algum candidato, neste novo cenário, passe a somar mais de 50% dos votos válidos, ele seja declarado vencedor pela corte.

"A Justiça exige bom senso e coerência. O TSE tem que analisar, no primeiro momento possível, qual a situação de fato para que não crie o prejuízo de uma eleição desnecessária", disse Neto.

A advogada Amanda Cunha considera que, neste cenário, o segundo turno deve ocorrer normalmente.

Ela afirma ainda que há a possibilidade de o recurso do ex-governador nem sequer ser julgado pelo TSE, já que ele não teria efeito prático no resultado do primeiro turno, já realizado.

"Naquele momento [primeiro turno] o ato foi válido, ele estava com o registro sub judice, então não retroage", afirmou Cunha.

O ministro Floriano Marques, do TSE, determinou nesta quinta, a pedido da coligação de Paes, que o TRE-RJ envie com urgência o processo de registro de candidatura de Garotinho.

"O eleitorado fluminense não merece chegar ao dia da votação sem uma definição clara sobre a validade dos votos atribuídos ao candidato, sob pena de permitir desnecessários questionamentos à própria legitimidade do processo eleitoral e do resultado que dele advier", afirma a manifestação dos advogados do ex-prefeito.

A coligação afirma que há o risco de o TSE ter de "proclamar o resultado das eleições fluminenses quando já em curso o período eleitoral que antecede o segundo turno".

"Ou pior: pode levar a uma situação extrema em que o segundo turno aconteça e depois, com enorme desperdício de recursos públicos, o TSE declare que foi realizado desnecessariamente, já que o resultado já estava definido no primeiro turno", afirma a manifestação da coligação de Paes.

Ruas e o PL têm evitado se envolver no debate antecipadamente.

Em resumo

O que aconteceu?

Com um desembargador mantido no Palácio Guanabara por uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), o Rio de Janeiro pode, mais uma vez, depender de uma decisão dos tribunais para definir o seu futuro governador.

Qual é o ponto principal?

O cenário se deve à indefinição sobre o destino dos votos a serem dados ao ex-governador Anthony Garotinho ( Republicanos ). Ele teve o registro de candidatura indeferido no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), mas ainda tem recurso pendente a ser analisado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Quais são os dados mais importantes?

No atual cenário, Garotinho concorre ao cargo, estará na urna eletrônica e terá seus votos auferidos. Eles são considerados anulados "sub judice", mas, segundo o TRE-RJ, "são contabilizados no cálculo dos percentuais obtidos no pleito".

Qual é o contexto?

A campanha do ex-prefeito Eduardo Paes ( PSD ) aponta um cenário de instabilidade porque os votos no ex-governador podem ser determinantes para definir se haverá ou não segundo turno.

Quais são os próximos desdobramentos?

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), Paes tem 47% das intenções de votos válidos, contra 35% do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), e 8% de Garotinho.

Fontes