Indústrias de MG cobram ajuste fiscal e alertam para incertezas
Presidente da Fiemg vê “tempestade perfeita” para empresas com gastos públicos, escala 6 X 1 e reforma tributária. Leia no Poder360.

Presidente da Fiemg vê “tempestade perfeita” para empresas com gastos públicos, escala 6 X 1 e reforma tributária
Presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado
O presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe , afirmou nesta 3ª feira (27.out.2026) que o próximo governo precisará priorizar o equilíbrio fiscal e a previsibilidade.
Ele declarou que a expansão dos gastos públicos, o fim da escala 6 X 1 e o prazo curto para implementação da reforma tributária são a “tempestade perfeita” para as empresas no atual cenário com juros e endividamento elevados.
Durante almoço com jornalistas na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Roscoe disse que a reação do mercado na última 2ª feira (27.out.2026) depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforça a necessidade de sinais claros sobre a condução da política econômica.
Presidente da Fiemg também cobrou medidas de ajuste fiscal
O presidente da Fiemg também cobrou medidas de ajuste fiscal e redução de custos para melhorar o ambiente de negócios. Na avaliação dele, o governo precisa mudar a trajetória dos gastos públicos.
A preocupação é que o crescimento econômico mais fraco em 2027, somado aos juros altos, limite ainda mais a capacidade das empresas de absorver novas despesas e investimentos.
Sem previsibilidade e melhora da competitividade, ele alertou que a indústria brasileira pode perder espaço para concorrentes estrangeiros.
Flávio Roscoe disputou o governo de Minas Gerais pelo PL nas eleições de 2026 e terminou em 3º lugar, com 795.193 votos, o equivalente a 6,97% dos votos válidos.
O empresário ficou atrás de Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito no 1º turno com 55,40%, e de Patrus Ananias (PT), que recebeu 26,34%.
A menos de 2 meses do início da implementação da reforma tributária, Roscoe afirmou que ainda há indefinições que dificultam o planejamento das empresas .
Entre os pontos citados estão a alíquota definitiva do Imposto Seletivo e do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, além das regras para a devolução de tributos a famílias de baixa renda, o chamado cashback .
Segundo o dirigente, a dificuldade não se resume só à disponibilidade de recursos para a adaptação. A falta de definições também afeta o planejamento operacional, os sistemas de gestão e os processos internos necessários para cumprir as novas obrigações.
O governo deixou decisões sobre o tema para depois das eleições, o que, na avaliação do setor industrial, reduziu o tempo disponível para as empresas se prepararem para a mudança.
Roscoe afirmou que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas elevará os custos das empresas e poderá provocar o fechamento de postos de trabalho.
Segundo ele, o período de transição de 14 meses seria insuficiente para que os negócios encontrem alternativas capazes de preservar a produtividade.
Uma das possibilidades seria investir em tecnologia e reorganizar processos para compensar a redução das horas trabalhadas, o que não seria possível neste prazo.
Um levantamento da própria Fiemg reforça a preocupação da entidade com o aumento dos custos regulatórios.
O IIN-CB (Indicador de Impacto Normativo no Custo Brasil), divulgado em abril de 2026, estima que 45 atos normativos avaliados entre 2023 e 2025 elevaram em R$ 146,9 bilhões por ano o custo de produzir, empregar e investir no Brasil, já descontados os efeitos de medidas que reduziram despesas.
O cálculo considera normas tributárias, trabalhistas, ambientais e relacionadas à energia. Segundo o estudo, os impactos negativos somaram R$ 290,7 bilhões anuais, enquanto os efeitos positivos foram estimados em R$ 143,7 bilhões.
A área trabalhista concentrou a maior pressão negativa líquida, de R$ 96,3 bilhões por ano. O ambiente jurídico-regulatório registrou impacto negativo estimado em R$ 80,5 bilhões, enquanto o eixo de tributos teve saldo negativo de R$ 28,9 bilhões anuais.
O indicador foi desenvolvido pela Gerência de Economia da Fiemg para estimar os efeitos potenciais de leis e outros atos normativos sobre os custos empresariais.
A entidade ressalva que a metodologia depende das informações disponíveis e de estimativas de impacto, que ainda têm limitações para captar efeitos de longo prazo.
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Em resumo
Presidente da Fiemg vê “tempestade perfeita” para empresas com gastos públicos, escala 6 X 1 e reforma tributária
O presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Flávio Roscoe , afirmou nesta 3ª feira (27.out.2026) que o próximo governo precisará priorizar o equilíbrio fiscal e a previsibilidade. Ele declarou que a expansão dos gastos públicos, o fim da escala 6 X 1 e o prazo curto para implementação da reforma tributária são a “tempestade pe
Durante almoço com jornalistas na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Roscoe disse que a reação do mercado na última 2ª feira (27.out.2026) depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforça a necessidade de sinais claros sobre a condução da política econômica.
O presidente da Fiemg também cobrou medidas de ajuste fiscal e redução de custos para melhorar o ambiente de negócios. Na avaliação dele, o governo precisa mudar a trajetória dos gastos públicos. A preocupação é que o crescimento econômico mais fraco em 2027, somado aos juros altos, limite ainda mais a capacidade das empresas de absorver novas despesas e inv
Sem previsibilidade e melhora da competitividade, ele alertou que a indústria brasileira pode perder espaço para concorrentes estrangeiros.