Inquérito sobre suspeita de lavagem de Flávio Bolsonaro também investiga Cláudio Castro e Ramagem
OUTRO LADO: Castro diz que não tem envolvimento em suspeita sobre licitação; Ramagem não se manifestou

O inquérito da Polícia Federal sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL ) também apura se houve irregularidades nas condutas do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).
Investigação tem como foco principal transações ligadas a Willer,
A investigação tem como foco principal transações ligadas a Willer, amigo de Flávio e também investigado no inquérito que trata de fraudes relacionadas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Ela é um desdobramento de uma apuração sobre o setor de bets e trata de movimentações suspeitas relacionadas ao advogado. Com o surgimento do nome de Flávio, o caso foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), e o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator.
Castro governou o Rio de Janeiro entre maio de 2021 e março de 2026. Willer é dono da Rede Loto, primeira bet a conseguir uma licença de operação no país ainda em maio de 2023, emitida pelo governo fluminense.
No pedido de abertura de investigação encaminhado ao Supremo,
No pedido de abertura de investigação encaminhado ao Supremo, a PF indica possíveis irregularidades em uma licitação de 2022 da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) vencida pela Pixs Cobrança, atual RioPag.
A PF afirma ter encontrado nos arquivos do advogado mensagens e registros de viagens que indicam proximidade pessoal entre ele e o ex-governador.
A disputa ocorreu sob uma Loterj comandada por Hazenclever Lopes, nomeado pelo então governador. A investigação diz que Willer seria o dono de fato da empresa.
Hazenclever, apontam os investigadores, tinha vínculos profissionais e proximidade com Willer anterior à sua nomeação ao cargo.
Na licitação, a empresa ligada a Willer ofereceu repassar 20% da remuneração à Loterj, enquanto sua única concorrente oferecia 26%.
A rival foi desclassificada porque escreveu o percentual com duas casas decimais, e não três, como exigia o edital.
A apuração diz que, sem concorrência, a Pixs negociou diretamente com a autarquia e elevou a oferta para 26,455%.
Procurado, Willer Tomaz disse em nota que "não teve acesso ao inquérito e só tomou conhecimento dele pela imprensa. A defesa já requereu acesso aos autos e prestará todos os esclarecimentos às autoridades".
Ele diz que sua relação com Flávio é de amizade entre famílias, e que isso não é crime.
"Todas as empresas e participações do advogado são lícitas, identificadas em registros públicos e informadas em sua declaração de imposto de renda. Não há sócios ocultos, contas não declaradas nem patrimônio escondido", afirma a nota.
"Causa estranheza que peças sigilosas, desconhecidas da própria defesa, sejam divulgadas de forma seletiva a seis dias do segundo turno. A defesa confia que a investigação, conduzida com acesso aos autos e contraditório, demonstrará a regularidade de todas as operações."
Ele diz ainda que "conforme o que já veio a público, a própria Polícia Federal não identificou ordem ou intervenção direta na desclassificação da concorrente na licitação da Loterj, exclusão que decorreu do descumprimento de exigências formais do edital".
Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro ainda não se manifestou. Anteriormente, disse que a relação do senador com Willer é exclusivamente de amizade.
A assessoria de Cláudio Castro diz que ele e Willer Tomaz se conhecem desde 2020 e mantêm uma relação de amizade. Segundo ele, o advogado atuou em alguns processos de sua defesa, sem cobrança de honorários, em razão da relação pessoal.
Afirma ainda que eles fizeram algumas viagens juntos e que, nos destinos, cada um arcava com suas despesas e de seus familiares.
"Castro afirma que não tinha conhecimento de qualquer vínculo de Willer com a Pixs/Riopag à época da contratação pela Loterj, nem da relação profissional ou pessoal entre o advogado e Hazenclever Lopes.
Também desconhecia eventual custeio de viagens do então presidente da autarquia", diz a nota.
Em resumo
O inquérito da Polícia Federal sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL ) também apura se houve irregularidades nas condutas do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).
A investigação tem como foco principal transações ligadas a Willer, amigo de Flávio e também investigado no inquérito que trata de fraudes relacionadas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Ela é um desdobramento de uma apuração sobre o setor de bets e trata de movimentações suspeitas relacionadas ao advogado. Com o surgimento do nome de Flávio, o caso foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), e o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator.
Castro governou o Rio de Janeiro entre maio de 2021 e março de 2026. Willer é dono da Rede Loto, primeira bet a conseguir uma licença de operação no país ainda em maio de 2023, emitida pelo governo fluminense.
No pedido de abertura de investigação encaminhado ao Supremo, a PF indica possíveis irregularidades em uma licitação de 2022 da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) vencida pela Pixs Cobrança, atual RioPag. A PF afirma ter encontrado nos arquivos do advogado mensagens e registros de viagens que indicam proximidade pessoal entre ele e o ex-governador.