Investimentos no Tesouro Direto somam R$ 8,77 bi em setembro
Prefixados pagam até 15,17% ao ano após choque eleitoral; estoque de títulos cresceu 43% em 12 meses. Leia no Poder360.

Prefixados pagam até 15,17% ao ano após choque eleitoral; o estoque de títulos cresceu 43% em 12 meses
Investimentos no Tesouro Direto somaram R$ 8,77 bilhões
Os investimentos no Tesouro Direto somaram R$ 8,77 bilhões em setembro de 2026, distribuídos em 1,25 milhão de operações.
O resultado foi divulgado nesta 5ª feira (29.out.2026), depois da turbulência no mercado de títulos públicos com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eis a íntegra do balanço (PDF – 490 kB).
Com a disparada dos juros futuros, o Tesouro Prefixado 2029 passou a oferecer remuneração de 14,80% ao ano, enquanto o prefixado 2032 paga 15,17% e o prefixado com juros semestrais 2037, 15%.
Dados mostram que os resgates e vencimentos totalizaram R$
Os dados mostram que os resgates e vencimentos totalizaram R$ 3,94 bilhões em setembro, o que resultou em emissão líquida de R$ 4,83 bilhões.
O estoque de títulos públicos em poder dos investidores alcançou R$ 279,3 bilhões, alta de 43% em relação ao mesmo mês de 2025, quando somava R$ 195,3 bilhões.
O crescimento foi de 2,7% em relação a agosto, quando o estoque estava em R$ 272 bilhões. Os números de setembro antecedem a reação do mercado financeiro ao resultado das eleições presidenciais, realizadas em 25 de outubro.
A divulgação do balanço se dá depois de uma semana de forte volatilidade no mercado de renda fixa. Na 2ª feira (26.out), 1º pregão pós-2º turno, a alta dos juros futuros levou o Tesouro Nacional a realizar leilões extraordinários de recompra de títulos públicos.
O Tesouro Direto também registrou suspensões temporárias das negociações diante das oscilações nas taxas e nos preços dos papéis.
As taxas representam a remuneração bruta contratada para novas aplicações, caso os títulos sejam mantidos até o vencimento. No caso do prefixado com juros semestrais, parte dos rendimentos é paga periodicamente ao investidor.
A elevação das taxas exigidas pelo mercado reduz o preço dos títulos prefixados já emitidos. O mesmo movimento afeta os papéis corrigidos pela inflação, que também estão sujeitos às oscilações dos juros reais.
Por isso, investidores que precisam vender os títulos antes do vencimento podem registrar perdas, mesmo que a remuneração contratada seja mantida para quem permanece com o papel até a data final.
O balanço divulgado pelo Tesouro retrata o comportamento dos investidores em setembro e ainda não incorpora os efeitos da volatilidade depois das eleições.
Os títulos indexados à taxa básica de juros foram os mais procurados em setembro. O Tesouro Selic e o Tesouro Reserva receberam R$ 5 bilhões, equivalentes a 57,5% das aplicações realizadas no programa.
Os papéis corrigidos pela inflação ficaram em 2º lugar, com R$ 2,2 bilhões, ou 24,9% do total. Já os prefixados receberam R$ 1,6 bilhão, participação de 17,7%.
Os títulos vinculados à Selic também concentraram a maior parte dos resgates antecipados, com R$ 2,8 bilhões, equivalentes a 71,5% das recompras.
Os papéis corrigidos pela inflação responderam por R$ 757,6 milhões em resgates antecipados, ou 19,3% do total. Os prefixados somaram R$ 361,8 milhões, participação de 9,2%.
A preferência por títulos atrelados à Selic indica maior procura por investimentos cuja remuneração acompanha os juros básicos. Esses papéis apresentam menor exposição às oscilações de preços do que os prefixados e os títulos de inflação de prazo mais longo.
Em resumo
Prefixados pagam até 15,17% ao ano após choque eleitoral; o estoque de títulos cresceu 43% em 12 meses
Os investimentos no Tesouro Direto somaram R$ 8,77 bilhões em setembro de 2026, distribuídos em 1,25 milhão de operações. O resultado foi divulgado nesta 5ª feira (29.out.2026), depois da turbulência no mercado de títulos públicos com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eis a íntegra do balanço (PDF – 490 kB).
Com a disparada dos juros futuros, o Tesouro Prefixado 2029 passou a oferecer remuneração de 14,80% ao ano, enquanto o prefixado 2032 paga 15,17% e o prefixado com juros semestrais 2037, 15%.
Os dados mostram que os resgates e vencimentos totalizaram R$ 3,94 bilhões em setembro, o que resultou em emissão líquida de R$ 4,83 bilhões. O estoque de títulos públicos em poder dos investidores alcançou R$ 279,3 bilhões, alta de 43% em relação ao mesmo mês de 2025, quando somava R$ 195,3 bilhões.
O crescimento foi de 2,7% em relação a agosto, quando o estoque estava em R$ 272 bilhões. Os números de setembro antecedem a reação do mercado financeiro ao resultado das eleições presidenciais, realizadas em 25 de outubro.