Tecnologia

iPhone Duo estreia com tela dobrável e apps desajustados

Primeiro celular dobrável da Apple chega às lojas em 23 de outubro por US$ 1.999, mas avaliações iniciais apontam aplicativos ainda pouco adaptados.

2026-10-22T08:41:16.000Z · Redação Notícia ES
iPhone Duo estreia com tela dobrável e apps desajustados

A Apple começa a vender na sexta-feira (23) o iPhone Duo, seu primeiro celular dobrável. O aparelho abre como um livro, transforma a tela externa de 5,4 polegadas em um painel interno de 7,6 polegadas e estreia com preço de US$ 1.999 nos Estados Unidos.

Uma avaliação publicada pela CNN Brasil, baseada em uma semana de uso pela CNN Internacional, aponta que o formato amplia as possibilidades do telefone, mas também expõe um problema inicial: vários aplicativos ainda não foram preparados para ocupar corretamente a tela maior.

A própria Apple apresenta o Duo como o iPhone com a maior tela já produzida pela empresa. Em comunicado oficial, a fabricante confirmou que a pré-venda começou em 16 de outubro e que a disponibilidade nas lojas se inicia no dia 23, nas cores branco e azul-escuro.

Tela amplia usos cotidianos

Aberto, o aparelho se aproxima de um tablet compacto. A tela permite exibir dois aplicativos simultaneamente, arrastar arquivos de uma janela para outra e apoiar o telefone em diferentes ângulos para vídeos, chamadas, relógio de mesa ou fotografia sem tripé.

O ganho de espaço é mais perceptível em leitura, navegação, vídeos e tarefas que combinam pesquisa com mensagens. A dobradiça também permite usar as câmeras traseiras enquanto a pessoa fotografada acompanha o enquadramento na tela externa.

As medidas, porém, cobram um preço em peso e espessura. Avaliação da revista Wired registra 254 gramas, além de ausência de uma câmera exclusiva para zoom. O modelo usa processador A20 Pro, estrutura de titânio e proteção contra água e poeira, mas abandona o reconhecimento facial em favor de um sensor de impressão digital lateral.

Preço cobra maturidade do software

O principal limite encontrado nos primeiros testes não está na dobradiça, mas nos programas. Aplicativos sem atualização podem aproveitar mal o painel interno, deixar espaços vazios ou oferecer comandos que não se ajustam ao modo dobrado. A experiência depende, portanto, do trabalho de desenvolvedores que não é controlado apenas pela Apple.

Esse descompasso é comum na estreia de um formato novo: o hardware chega pronto, enquanto o ecossistema precisa adaptar desenhos e funções. A diferença é que o Duo entra no mercado após anos de celulares dobráveis com Android, o que eleva a expectativa de compradores sobre multitarefa e compatibilidade desde o primeiro dia.

No Brasil, a CNN informa preço inicial de R$ 21.999. O valor coloca o aparelho acima de muitos notebooks e o direciona a consumidores dispostos a pagar pela novidade, mesmo com limitações que podem ser reduzidas por atualizações futuras.

O iPhone Duo representa a maior mudança física da linha em quase duas décadas, mas a utilidade real dependerá de algo menos visível que a tela: a velocidade com que os aplicativos forem adaptados. Para quem não precisa imediatamente do formato dobrável, esperar a maturação do software pode ser tão relevante quanto comparar câmeras, bateria e preço.