Economia · 2026-11-04 · Redação Notícia ES

Jerônimo critica pressão do mercado sobre Lula e lembra reação no 1º turno

À coluna, governador afirmou que mercado reage a Lula em períodos eleitorais e defende conciliação entre equilíbrio fiscal e programas

Jerônimo critica pressão do mercado sobre Lula e lembra reação no 1º turno
Jerônimo critica pressão do mercado sobre Lula e lembra reação no 1º turno

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou as reações do mercado financeiro em períodos eleitorais e afirmou que a pressão dos investidores sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é novidade.

Dados e contexto do setor

Para o petista, há uma reação recorrente do mercado sempre que Lula disputa ou vence uma eleição.

“Não é a primeira vez que isso acontece. Sempre que o presidente Lula disputa uma eleição ou vence uma eleição, acontece uma reação do mercado”, afirmou o governador à coluna.

Ao comentar as cobranças por controle dos gastos públicos e equilíbrio fiscal, Jerônimo defendeu que a responsabilidade com as contas não é incompatível com a ampliação de programas sociais.

Impactos e informações adicionais

Segundo ele, é possível conciliar estabilidade fiscal com investimentos em políticas voltadas à população mais vulnerável.

O governador citou como exemplo a reação do mercado financeiro após a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Na avaliação dele, naquele episódio, a movimentação não foi motivada apenas por expectativas, mas também por operações que já estavam “contratadas”.

Jerônimo também saiu em defesa da condução econômica de Lula e afirmou que o presidente já demonstrou, em outras gestões, capacidade de manter relações de confiança com o mercado nacional e internacional.

O petista ponderou ainda que fatores externos, como o cenário político dos Estados Unidos, as taxas de juros e os efeitos da reforma tributária, precisam ser considerados na análise da economia brasileira.

Para Jerônimo, o equilíbrio das contas públicas deve oferecer segurança aos investidores e garantir condições de rentabilidade aos empresários, mas não pode significar que o Estado abra mão de seu papel na área social.

“Uma estabilidade fiscal não se contradiz com as ações dirigidas para a área social”, declarou.

Primeiro, essa não é a primeira vez que o mercado se dirige ao presidente Lula ou à Dilma, quando foi presidenta, fazendo questões.

Agora, vejam: é preciso analisar o comportamento desse mercado, que precificou a eleição de Bolsonaro. A possibilidade não foi só expectativa.

Tanto é que a bolsa de valores e o dólar entraram em uma explosão na segunda-feira, porque já havia contratos feitos.

Então, existia a expectativa, já havia ações concretas. Não eram só expectativas. Então, não é a primeira vez que isso acontece. Sempre que o presidente Lula disputa uma eleição ou vence uma eleição, acontece uma reação do mercado.

Segundo elemento, todo mundo conhece o presidente Lula. Ele não é de fazer cavalo de pau.

Já demonstrou três vezes que o mercado internacional, as relações internacionais e o mercado nacional podem confiar, porque, todas as vezes em que foi governante, ele não fez, por exemplo, o sequestro da poupança, como foi feito.

Existem outros elementos aos quais precisamos estar atentos e que podem influenciar: as relações internacionais.

O que vimos agora é que as eleições nos Estados Unidos deverão trazer impactos, de acordo com o resultado, seja no valor do mercado, seja nas taxas de juros. Isso impacta as relações nacionais.

A própria reforma tributária ainda é uma incógnita em um conjunto de questões relacionadas à formação de preços.

Portanto, existem alguns elementos que precisamos ponderar para garantir que o presidente Lula tenha a estabilidade necessária.

Por último, dizer que não dá para imaginar que são coisas diferentes. A estabilidade fiscal não se contradiz com as ações dirigidas para a área social.

É possível fazer as coisas dentro de um equilíbrio fiscal, para dar naturalmente conforto aos investidores e garantir que os empresários terão rentabilidade adequada.

Mas isso não quer dizer que o Estado brasileiro abra mão de seu papel no que diz respeito às ações e reparações sociais.

Em resumo

O que aconteceu?

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou as reações do mercado financeiro em períodos eleitorais e afirmou que a pressão dos investidores sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é novidade.

Qual é o ponto principal?

Para o petista, há uma reação recorrente do mercado sempre que Lula disputa ou vence uma eleição.

Quais são os dados mais importantes?

“Não é a primeira vez que isso acontece. Sempre que o presidente Lula disputa uma eleição ou vence uma eleição, acontece uma reação do mercado”, afirmou o governador à coluna.

Qual é o contexto?

Ao comentar as cobranças por controle dos gastos públicos e equilíbrio fiscal, Jerônimo defendeu que a responsabilidade com as contas não é incompatível com a ampliação de programas sociais. Segundo ele, é possível conciliar estabilidade fiscal com investimentos em políticas voltadas à população mais vulnerável.

Quais são os próximos desdobramentos?

O governador citou como exemplo a reação do mercado financeiro após a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Na avaliação dele, naquele episódio, a movimentação não foi motivada apenas por expectativas, mas também por operações que já estavam “contratadas”.

Fontes