Economia · 2026-10-20 · Redação Notícia ES

Jornada menor e reforma tributária pressionarão empresas, diz estudo

Segundo estudo, para preservar uma reserva de R$ 100 mil uma empresa precisaria de R$ 350 mil a mais em 2027. Leia no Poder360.

Jornada menor e reforma tributária pressionarão empresas, diz estudo
Jornada menor e reforma tributária pressionarão empresas, diz estudo

O intervalo entre o início das despesas e receitas adicionais exigirá recursos para financiar a adaptação das empresas em 2027

Redução da jornada de trabalh o e a reforma

A redução da jornada de trabalh o e a reforma tributária irão pressionar o caixa das empresas . A conclusão é de um relatório do Grupo Assertif , especializado em inteligência fiscal e recuperação de créditos tributários. Eis a íntegra (PDF-2,5Mb).

O documento apresenta simulações para mostrar como o intervalo entre o início das despesas e o recebimento de receitas adicionais pode exigir recursos para financiar a adaptação das empresas ao novo cenário de 2027.

Em um exemplo hipotético de uma prestadora de serviços, a necessidade chega a R$ 350 mil para preservar uma reserva mínima de R$ 100 mil em caixa. A simulação considera conjuntamente os efeitos trabalhistas e tributários.

Valor cai para R$ 85

O valor cai para R$ 85.000 quando a simulação considera só o aumento dos gastos com pessoal depois do fim da escala 6 X 1.

A análise considera a redução progressiva da jornada semanal, sem diminuição salarial, e a transição para o novo sistema de tributação sobre o consumo.

Segundo o relatório, as mudanças devem ser incorporadas à mesma projeção financeira, com atenção aos prazos de pagamento, recebimento e aproveitamento de créditos tributários.

Uma empresa pode negociar um reajuste no preço cobrado pelo serviço para compensar o aumento dos gastos com funcionários depois da redução da jornada de trabalho.

Mas, se as novas despesas começarem antes de o cliente pagar o valor reajustado, a empresa poderá precisar de dinheiro extra para manter a operação.

O problema, portanto, não é apenas quanto a empresa gasta ou recebe, mas quando o dinheiro entra e sai do caixa.

O relatório apresenta o exemplo hipotético de uma prestadora de serviços que tem R$ 300 mil disponíveis e gera R$ 20.000 por mês depois de pagar as demais despesas.

Para compensar os custos adicionais com a equipe, a empresa negocia com seu principal cliente um reajuste no contrato que acrescentaria R$ 70.000 mensais, já descontados os tributos e outros gastos associados.

Ao mesmo tempo, estima gastar R$ 63.000 a mais por mês com pessoal para manter o atendimento.

A despesa adicional começa no 1º mês, mas o novo preço só é faturado no 4º mês, e o cliente paga 2 meses depois. Assim, a empresa passa 5 meses pagando mais pela equipe antes de receber o dinheiro adicional do contrato.

Ao fim do 5º mês, o caixa cai para R$ 15.000. Como a diretoria quer manter uma reserva mínima de R$ 100 mil para pagar as contas, seriam necessários R$ 85 mil adicionais para atravessar esse período sem comprometer a reserva.

Em uma segunda simulação, o relatório combina o efeito trabalhista com hipóteses de custos tributários.

O cálculo inclui R$ 30.000 em gastos iniciais de adaptação fiscal, R$ 15.000 mensais em custos tributários adicionais e o adiamento de R$ 60.000 em créditos tributários, além de mudanças na disponibilidade de recursos.

Nesse cenário, a necessidade de dinheiro adicional chega a R$ 350 mil.

Os valores são hipóteses do relatório e não representam a média do mercado necessariamente.

Mantida a remuneração mensal, a passagem de 44 para 40 horas semanais eleva em 10% o custo por hora trabalhada . Isso não significa, porém, que a folha de pagamento aumentará automaticamente na mesma proporção.

O impacto depende da necessidade de contratar funcionários para cobrir os horários, da parcela da equipe afetada e da possibilidade de aumentar a produtividade.

Em atividades que exigem presença contínua, como vigilância, limpeza e portaria, produzir mais em menos tempo pode não eliminar a necessidade de manter trabalhadores nos postos.

No exemplo do relatório, a prestadora gasta R$ 700 mil por mês com pessoal, e 90% desse valor está ligado à equipe afetada pela mudança. Sem ganhos de produtividade, o aumento estimado é de R$ 30.000 mensais na etapa de 42 horas semanais e de R$ 63.000 na de 40 horas.

O documento também reúne casos de restaurantes, hospitais, empresas de logística, supermercados e indústrias. Entre as alternativas consideradas estão contratar funcionários, reduzir horários de funcionamento e reorganizar processos.

Em resumo

O que aconteceu?

O intervalo entre o início das despesas e receitas adicionais exigirá recursos para financiar a adaptação das empresas em 2027

Qual é o ponto principal?

A redução da jornada de trabalh o e a reforma tributária irão pressionar o caixa das empresas . A conclusão é de um relatório do Grupo Assertif , especializado em inteligência fiscal e recuperação de créditos tributários. Eis a íntegra (PDF-2,5Mb).

Quais são os dados mais importantes?

O documento apresenta simulações para mostrar como o intervalo entre o início das despesas e o recebimento de receitas adicionais pode exigir recursos para financiar a adaptação das empresas ao novo cenário de 2027.

Qual é o contexto?

Em um exemplo hipotético de uma prestadora de serviços, a necessidade chega a R$ 350 mil para preservar uma reserva mínima de R$ 100 mil em caixa. A simulação considera conjuntamente os efeitos trabalhistas e tributários.

Quais são os próximos desdobramentos?

O valor cai para R$ 85.000 quando a simulação considera só o aumento dos gastos com pessoal depois do fim da escala 6 X 1.

Fontes