Economia · 2026-10-06 · Redação Notícia ES

JPMorgan reduz Banco do Brasil e eleva Bradesco

Banco americano mudou recomendações após a valorização das ações e passou a preferir Bradesco no setor financeiro brasileiro.

JPMorgan reduz Banco do Brasil e eleva Bradesco
JPMorgan reduz Banco do Brasil e eleva Bradesco

O JPMorgan rebaixou a recomendação das ações do Banco do Brasil para venda e elevou a indicação do Bradesco para compra nesta terça-feira, 6. As mudanças vieram depois de uma forte valorização recente dos papéis do setor financeiro na bolsa brasileira.

Segundo o InfoMoney, o banco americano passou Banco do Brasil de neutro para underweight, equivalente a desempenho abaixo do mercado, e Bradesco de neutro para overweight, equivalente a desempenho acima do mercado. As ações reagiram em direções opostas durante o pregão.

Rali alterou relação risco-retorno

O relatório afirma que a alta recente reduziu a margem de valorização projetada para parte dos bancos. No caso do Banco do Brasil, o movimento dos preços foi considerado mais rápido do que a melhora esperada nos resultados, o que tornou a relação entre risco e retorno menos favorável.

A recomendação não significa uma ordem de compra ou venda para todos os investidores. Ela expressa a avaliação da equipe do JPMorgan sobre o desempenho relativo esperado para os papéis, considerando preço atual, lucros projetados, qualidade do crédito e riscos específicos de cada instituição.

Para o Bradesco, o banco elevou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 26. O novo valor representava potencial de alta de aproximadamente 19% em relação ao fechamento anterior, mesmo depois de uma valorização acumulada de 13,6% nas sessões recentes.

A IstoÉ Dinheiro confirmou que a preferência por Bradesco se apoia em uma trajetória esperada de recuperação da rentabilidade. A projeção citada prevê retorno sobre o patrimônio de 15,9% em 2026 e 16,8% em 2028, acompanhado de expansão do lucro líquido.

Banco do Brasil perde preferência

No Banco do Brasil, o JPMorgan vê menos espaço para que a ação continue subindo sem uma revisão mais robusta dos resultados. A instituição ainda enfrenta atenção elevada sobre inadimplência, provisões e exposição ao crédito rural, fatores que pressionaram o desempenho recente.

A forte alta registrada na véspera também aumentou a sensibilidade do papel a uma mudança de recomendação. Quando o preço incorpora rapidamente expectativas positivas, novos ganhos passam a depender de resultados capazes de superar projeções já elevadas.

O relatório também revisou estimativas para outras empresas financeiras. As projeções de lucro de XP e B3 para 2027 foram elevadas entre 8% e 12%, enquanto as do BTG Pactual cresceram entre 4% e 5%, sinalizando uma visão seletiva, e não uniforme, sobre o setor.

Para o investidor, a leitura prática é que as recomendações refletem cenários e podem mudar com balanços, juros, inadimplência e atividade econômica. O desempenho futuro das ações não é garantido pelo preço-alvo, que funciona como referência analítica dentro de um horizonte determinado.

Em resumo

Qual foi a nova recomendação para Banco do Brasil?

O JPMorgan rebaixou a ação para underweight, classificação equivalente a venda.

Qual foi a nova recomendação para Bradesco?

O banco elevou a ação para overweight, classificação equivalente a compra.

Qual é o novo preço-alvo do Bradesco?

O preço-alvo foi elevado de R$ 22 para R$ 26 por ação.

Por que o Banco do Brasil foi rebaixado?

O relatório avaliou que a alta recente deixou menos espaço de valorização diante dos riscos e dos lucros projetados.

Preço-alvo garante valorização?

Não. É uma projeção analítica sujeita a mudanças nos resultados, nos juros e nas condições de mercado.

Fontes