JPMorgan vê risco em aumento da inadimplência no Banco do Brasil
O alerta do banco norte-americano acontece em um cenário de forte desaceleração do crédito no Brasil

O JPMorgan alertou sobre o aumento da inadimplência no Banco do Brasil no quarto trimestre de 2026, destacando a piora nos atrasos de pagamentos no agronegócio em setembro.
Dados e contexto do setor
Esse cenário ocorre em meio a uma desaceleração do crédito no Brasil, com o estoque de crédito em R$ 7,4 trilhões, um aumento anual de 8,6%. O crescimento do crédito para pessoas físicas e empresas também desacelerou.
O JPMorgan , maior banco dos Estados Unidos e uma das principais instituições financeiras do mundo, fez um alerta a respeito do risco representado pelo aumento da inadimplência no Banco do Brasil registrada no terceiro trimestre de 2026.
Segundo o JPMorgan, houve piora nos atrasos de pagamentos ligados ao agronegócio em setembro deste ano, em movimento que pode elevar o patamar de inadimplência nos próximos meses.
Impactos e informações adicionais
O alerta do banco norte-americano acontece em um cenário de forte desaceleração do crédito no Brasil. De acordo com dados do Banco Central (BC) , o estoque de crédito em setembro ficou em R$ 7,4 trilhões, um aumento anual de 8,6%. No mês anterior, a alta havia sido de 9,3%.
Já o crescimento do crédito para pessoas físicas também desacelerou, com alta de 6,5% em setembro (ante 7,3% em agosto), sempre na comparação anual. Para empresas, a taxa passou de 10,7% para 9,9%.
As novas operações de crédito voltadas a pequenas e médias empresas somaram cerca de R$ 2 bilhões em setembro, ante um patamar que oscilava entre R$ 6 bilhões e R$ 12 bilhões nos meses anteriores.
A inadimplência acima de 90 dias se manteve em 5% em setembro. O JPMorgan, no entanto, identificou piora no consignado privado e no cartão de crédito.
No começo de outubro, o JPMorgan cortou a recomendação para o Banco do Brasil de neutra para underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda).
Rebaixar a recomendação de uma ação (o chamado downgrade ) significa que uma instituição financeira reduziu a sua avaliação sobre o potencial daquela empresa, o que revela que as expectativas de lucro ou valorização diminuíram.
Segundo o JPMorgan, o Itaú segue com a melhor avaliação entre os maiores bancos brasileiros, com recomendação de compra. No caso do Bradesco, a recomendação é neutra.
A recomendação de compra é uma indicação formal emitida por analistas de mercado e instituições financeiras de que um determinado ativo (ação, fundo imobiliário ou título) tem potencial de valorização e vale a pena ser adquirido.
Já a recomendação neutra indica que o ativo deve ser mantido por quem já o possui, mas sem novos aportes ou compras imediatas por quem ainda não o adquiriu.
Em resumo
O JPMorgan alertou sobre o aumento da inadimplência no Banco do Brasil no quarto trimestre de 2026, destacando a piora nos atrasos de pagamentos no agronegócio em setembro. Esse cenário ocorre em meio a uma desaceleração do crédito no Brasil, com o estoque de crédito em R$ 7,4 trilhões, um aumento anual de 8,6%.
O JPMorgan , maior banco dos Estados Unidos e uma das principais instituições financeiras do mundo, fez um alerta a respeito do risco representado pelo aumento da inadimplência no Banco do Brasil registrada no terceiro trimestre de 2026.
Segundo o JPMorgan, houve piora nos atrasos de pagamentos ligados ao agronegócio em setembro deste ano, em movimento que pode elevar o patamar de inadimplência nos próximos meses.
O alerta do banco norte-americano acontece em um cenário de forte desaceleração do crédito no Brasil. De acordo com dados do Banco Central (BC) , o estoque de crédito em setembro ficou em R$ 7,4 trilhões, um aumento anual de 8,6%. No mês anterior, a alta havia sido de 9,3%.
Já o crescimento do crédito para pessoas físicas também desacelerou, com alta de 6,5% em setembro (ante 7,3% em agosto), sempre na comparação anual. Para empresas, a taxa passou de 10,7% para 9,9%.