Economia · 2026-11-04 · Redação Notícia ES

JPMorgan vê risco em aumento da inadimplência no Banco do Brasil

O alerta do banco norte-americano acontece em um cenário de forte desaceleração do crédito no Brasil

JPMorgan vê risco em aumento da inadimplência no Banco do Brasil
JPMorgan vê risco em aumento da inadimplência no Banco do Brasil

O JPMorgan alertou sobre o aumento da inadimplência no Banco do Brasil no quarto trimestre de 2026, destacando a piora nos atrasos de pagamentos no agronegócio em setembro.

Dados e contexto do setor

Esse cenário ocorre em meio a uma desaceleração do crédito no Brasil, com o estoque de crédito em R$ 7,4 trilhões, um aumento anual de 8,6%. O crescimento do crédito para pessoas físicas e empresas também desacelerou.

O JPMorgan , maior banco dos Estados Unidos e uma das principais instituições financeiras do mundo, fez um alerta a respeito do risco representado pelo aumento da inadimplência no Banco do Brasil registrada no terceiro trimestre de 2026.

Segundo o JPMorgan, houve piora nos atrasos de pagamentos ligados ao agronegócio em setembro deste ano, em movimento que pode elevar o patamar de inadimplência nos próximos meses.

Impactos e informações adicionais

O alerta do banco norte-americano acontece em um cenário de forte desaceleração do crédito no Brasil. De acordo com dados do Banco Central (BC) , o estoque de crédito em setembro ficou em R$ 7,4 trilhões, um aumento anual de 8,6%. No mês anterior, a alta havia sido de 9,3%.

Já o crescimento do crédito para pessoas físicas também desacelerou, com alta de 6,5% em setembro (ante 7,3% em agosto), sempre na comparação anual. Para empresas, a taxa passou de 10,7% para 9,9%.

As novas operações de crédito voltadas a pequenas e médias empresas somaram cerca de R$ 2 bilhões em setembro, ante um patamar que oscilava entre R$ 6 bilhões e R$ 12 bilhões nos meses anteriores.

A inadimplência acima de 90 dias se manteve em 5% em setembro. O JPMorgan, no entanto, identificou piora no consignado privado e no cartão de crédito.

No começo de outubro, o JPMorgan cortou a recomendação para o Banco do Brasil de neutra para underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda).

Rebaixar a recomendação de uma ação (o chamado downgrade ) significa que uma instituição financeira reduziu a sua avaliação sobre o potencial daquela empresa, o que revela que as expectativas de lucro ou valorização diminuíram.

Segundo o JPMorgan, o Itaú segue com a melhor avaliação entre os maiores bancos brasileiros, com recomendação de compra. No caso do Bradesco, a recomendação é neutra.

A recomendação de compra é uma indicação formal emitida por analistas de mercado e instituições financeiras de que um determinado ativo (ação, fundo imobiliário ou título) tem potencial de valorização e vale a pena ser adquirido.

Já a recomendação neutra indica que o ativo deve ser mantido por quem já o possui, mas sem novos aportes ou compras imediatas por quem ainda não o adquiriu.

Em resumo

O que aconteceu?

O JPMorgan alertou sobre o aumento da inadimplência no Banco do Brasil no quarto trimestre de 2026, destacando a piora nos atrasos de pagamentos no agronegócio em setembro. Esse cenário ocorre em meio a uma desaceleração do crédito no Brasil, com o estoque de crédito em R$ 7,4 trilhões, um aumento anual de 8,6%.

Qual é o ponto principal?

O JPMorgan , maior banco dos Estados Unidos e uma das principais instituições financeiras do mundo, fez um alerta a respeito do risco representado pelo aumento da inadimplência no Banco do Brasil registrada no terceiro trimestre de 2026.

Quais são os dados mais importantes?

Segundo o JPMorgan, houve piora nos atrasos de pagamentos ligados ao agronegócio em setembro deste ano, em movimento que pode elevar o patamar de inadimplência nos próximos meses.

Qual é o contexto?

O alerta do banco norte-americano acontece em um cenário de forte desaceleração do crédito no Brasil. De acordo com dados do Banco Central (BC) , o estoque de crédito em setembro ficou em R$ 7,4 trilhões, um aumento anual de 8,6%. No mês anterior, a alta havia sido de 9,3%.

Quais são os próximos desdobramentos?

Já o crescimento do crédito para pessoas físicas também desacelerou, com alta de 6,5% em setembro (ante 7,3% em agosto), sempre na comparação anual. Para empresas, a taxa passou de 10,7% para 9,9%.

Fontes