Justiça rejeita denúncia do MP contra presidente do Corinthians
Justiça de SP rejeita acusação de apropriação indébita contra mandatário do Corinthians no caso Bear Security

A 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou, nesta quinta-feira (29), a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians. A acusação, de apropriação indébita, estava relacionada à contratação da empresa Bear Security.
Decisão favorável ao mandatário do Alvinegro foi proferida pela
A decisão favorável ao mandatário do Alvinegro foi proferida pela juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, que concluiu que a acusação não reuniu elementos mínimos para sustentar a existência do crime.
Para a magistrada, os documentos do processo indicam que a contratação passou pelos mecanismos internos do clube, teve conhecimento da instituição e resultou na efetiva prestação dos serviços.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu a investigação no começo de agosto para apurar o uso de recursos do Corinthians na contratação da empresa. A denúncia afirmava que o prejuízo estimado aos cofres do clube era de R$ 721.194,66.
Stábile teria repassado 15 pagamentos à Bear Security
Conforme a acusação do MP, Stábile teria repassado 15 pagamentos à Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026, com valores que variavam de R$ 33 mil a R$ 65 mil.
Quando o caso veio à tona, em junho, o Corinthians afirmou que Stábile “solicitou a contratação da empresa por relação de confiança nos profissionais” e que o contrato “passou pelo sistema de compliance”.
Fundada em janeiro de 2025, a Bear Security tem registros de serviços prestados apenas ao Corinthians, no valor de R$ 586.987,65, conforme reportagem do Sport Insider, em junho.
A empresa, sediada no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, tem em seu quadro dois profissionais que foram policiais militares. Eles trabalharam para Stábile e sua família antes de ele assumir a presidência do clube.
Em outubro de 2024, antes da posse de Stábile como presidente, os dois ex-PMs viajaram ao Nordeste com ele, à época vice-presidente de Augusto Melo, para um casamento.
Paralelamente à decisão judicial, a Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians avançou em um procedimento que apura possíveis irregularidades feitas pelo presidente.
Em despacho assinado por Leonardo Pantaleão, presidente do órgão fiscalizador, foi determinada a mudança do rito administrativo para o previsto no Estatuto Social do clube para casos de impeachment do presidente.
Na prática, a comissão entendeu que os elementos reunidos na investigação justificam o avanço da apuração por um caminho que pode resultar na destituição de Stábile.
A decisão não implica, porém, que o presidente tenha sido condenado ou afastado do cargo. O processo ainda seguirá as etapas estatutárias, com garantia de defesa.
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• Bruno Escolastico Sousa Silva/NurPhoto via Getty Images
A 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou, nesta quinta-feira (29), a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians.
A acusação, de apropriação indébita, estava relacionada à contratação da empresa Bear Security.
A decisão favorável ao mandatário do Alvinegro foi proferida pela juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, que concluiu que a acusação não reuniu elementos mínimos para sustentar a existência do crime.
Para a magistrada, os documentos do processo indicam que a contratação passou pelos mecanismos internos do clube, teve conhecimento da instituição e resultou na efetiva prestação dos serviços. Leia Mais
Em resumo
A 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou, nesta quinta-feira (29), a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians. A acusação, de apropriação indébita, estava relacionada à contratação da empresa Bear Security.
A decisão favorável ao mandatário do Alvinegro foi proferida pela juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, que concluiu que a acusação não reuniu elementos mínimos para sustentar a existência do crime.
Para a magistrada, os documentos do processo indicam que a contratação passou pelos mecanismos internos do clube, teve conhecimento da instituição e resultou na efetiva prestação dos serviços.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu a investigação no começo de agosto para apurar o uso de recursos do Corinthians na contratação da empresa. A denúncia afirmava que o prejuízo estimado aos cofres do clube era de R$ 721.194,66.
Conforme a acusação do MP, Stábile teria repassado 15 pagamentos à Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026, com valores que variavam de R$ 33 mil a R$ 65 mil.