Economia · 2026-10-07 · Redação Notícia ES

Leilão da ANP arrecada R$ 3 bilhões com 49 blocos

Sexto ciclo da Oferta Permanente de Concessão vendeu 49 dos 308 blocos ofertados e registrou ágio de 3.511% sobre os bônus mínimos.

Leilão da ANP arrecada R$ 3 bilhões com 49 blocos
Leilão da ANP arrecada R$ 3 bilhões com 49 blocos

O sexto ciclo da Oferta Permanente de Concessão arrecadou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura nesta quarta-feira (7), com a venda de 49 blocos para exploração de petróleo e gás. A Agência Nacional do Petróleo havia colocado 308 blocos à disposição das empresas.

O resultado foi publicado pela Agência Brasil e confirmado por cobertura da Agência Estado reproduzida pelo O Povo. As informações divulgadas após o certame apontam ágio total de 3.511% sobre os valores mínimos previstos para os bônus.

Os blocos arrematados estão distribuídos pelas bacias Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará. Também foram negociadas áreas com acumulações marginais, destinadas a campos de menor porte. A distribuição reúne setores terrestres e marítimos, com perfis geológicos e custos de desenvolvimento distintos.

Petrobras concentra maior oferta

O maior bônus individual foi de R$ 754,2 milhões, oferecido pela Petrobras por uma área na Bacia de Campos. A estatal respondeu pela maior parcela financeira do leilão e disputou blocos marítimos com grupos internacionais.

A venda de 49 dos 308 blocos não encerra a oferta das áreas restantes. O diretor-geral da ANP, Artur Watt, explicou que blocos não arrematados podem voltar a ciclos futuros, característica do modelo de oferta permanente.

Nesse formato, empresas previamente habilitadas estudam os dados geológicos e demonstram interesse quando identificam condições comerciais. A agência então abre um ciclo para receber as propostas, sem depender de uma rodada isolada para todas as áreas disponíveis.

Contratos ainda exigem etapas

O pagamento do bônus não autoriza o início imediato da exploração. As vencedoras precisam apresentar documentos, cumprir requisitos financeiros e assinar os contratos de concessão antes de executar os programas previstos para cada bloco.

A assinatura dos contratos está prevista para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027. Depois disso, as empresas assumem compromissos de investimento e de trabalho exploratório definidos no edital e nas propostas vencedoras. O cronograma ainda depende da qualificação das vencedoras e da aprovação dos documentos exigidos pela agência.

O ágio elevado indica que algumas companhias enxergaram valor superior ao preço mínimo, mesmo sem disputa intensa por todos os setores. Para a União, o bônus é uma receita inicial; royalties e outras participações dependem de descoberta comercial e produção futura.

No mesmo dia, a ANP realizou um ciclo separado sob o regime de partilha no pré-sal. Os resultados não devem ser somados como se fossem um único leilão: o valor de R$ 3 bilhões e os 49 blocos referem-se especificamente à Oferta Permanente de Concessão.

Em resumo

Quanto o leilão arrecadou?

O sexto ciclo arrecadou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura.

Quantos blocos foram vendidos?

Foram arrematados 49 dos 308 blocos ofertados.

Qual foi o ágio total?

O resultado divulgado indica ágio de 3.511% sobre os bônus mínimos.

Qual foi a maior oferta individual?

A Petrobras ofereceu R$ 754,2 milhões por uma área na Bacia de Campos.

Quando os contratos serão assinados?

A assinatura está prevista para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027.

Fontes