Leilão da ANP arrecada R$ 3 bilhões com 49 blocos
Sexto ciclo da Oferta Permanente de Concessão vendeu 49 dos 308 blocos ofertados e registrou ágio de 3.511% sobre os bônus mínimos.

O sexto ciclo da Oferta Permanente de Concessão arrecadou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura nesta quarta-feira (7), com a venda de 49 blocos para exploração de petróleo e gás. A Agência Nacional do Petróleo havia colocado 308 blocos à disposição das empresas.
O resultado foi publicado pela Agência Brasil e confirmado por cobertura da Agência Estado reproduzida pelo O Povo. As informações divulgadas após o certame apontam ágio total de 3.511% sobre os valores mínimos previstos para os bônus.
Os blocos arrematados estão distribuídos pelas bacias Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará. Também foram negociadas áreas com acumulações marginais, destinadas a campos de menor porte. A distribuição reúne setores terrestres e marítimos, com perfis geológicos e custos de desenvolvimento distintos.
Petrobras concentra maior oferta
O maior bônus individual foi de R$ 754,2 milhões, oferecido pela Petrobras por uma área na Bacia de Campos. A estatal respondeu pela maior parcela financeira do leilão e disputou blocos marítimos com grupos internacionais.
A venda de 49 dos 308 blocos não encerra a oferta das áreas restantes. O diretor-geral da ANP, Artur Watt, explicou que blocos não arrematados podem voltar a ciclos futuros, característica do modelo de oferta permanente.
Nesse formato, empresas previamente habilitadas estudam os dados geológicos e demonstram interesse quando identificam condições comerciais. A agência então abre um ciclo para receber as propostas, sem depender de uma rodada isolada para todas as áreas disponíveis.
Contratos ainda exigem etapas
O pagamento do bônus não autoriza o início imediato da exploração. As vencedoras precisam apresentar documentos, cumprir requisitos financeiros e assinar os contratos de concessão antes de executar os programas previstos para cada bloco.
A assinatura dos contratos está prevista para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027. Depois disso, as empresas assumem compromissos de investimento e de trabalho exploratório definidos no edital e nas propostas vencedoras. O cronograma ainda depende da qualificação das vencedoras e da aprovação dos documentos exigidos pela agência.
O ágio elevado indica que algumas companhias enxergaram valor superior ao preço mínimo, mesmo sem disputa intensa por todos os setores. Para a União, o bônus é uma receita inicial; royalties e outras participações dependem de descoberta comercial e produção futura.
No mesmo dia, a ANP realizou um ciclo separado sob o regime de partilha no pré-sal. Os resultados não devem ser somados como se fossem um único leilão: o valor de R$ 3 bilhões e os 49 blocos referem-se especificamente à Oferta Permanente de Concessão.
Em resumo
O sexto ciclo arrecadou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura.
Foram arrematados 49 dos 308 blocos ofertados.
O resultado divulgado indica ágio de 3.511% sobre os bônus mínimos.
A Petrobras ofereceu R$ 754,2 milhões por uma área na Bacia de Campos.
A assinatura está prevista para ocorrer até 26 de fevereiro de 2027.