Economia · 2026-10-22 · Redação Notícia ES

Leilão de gás da União vende todos os lotes

PPSA negociou 1,1 milhão de metros cúbicos por dia para 2027 e planeja ampliar a próxima oferta para 1,8 milhão.

Leilão de gás da União vende todos os lotes
Leilão de gás da União vende todos os lotes

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) concluiu nesta quinta-feira, 22 de outubro, o primeiro leilão de gás natural da União com a venda dos 110 lotes ofertados. O volume contratado chega a 1,1 milhão de metros cúbicos por dia e será fornecido entre março e dezembro de 2027.

Segundo o Poder360, 23 empresas de oito segmentos industriais ficaram com os lotes, e a PPSA já prepara para 2027 uma segunda rodada com 1,8 milhão de metros cúbicos por dia. A estatal confirmou antes do certame que 36 proponentes estavam habilitados e que esta seria a primeira oferta direta do gás processado da União aos consumidores.

Cada lote correspondeu a 10 mil metros cúbicos diários. Das 36 empresas habilitadas, 32 apresentaram propostas, o que permitiu distribuir todo o volume disponível entre compradores de diferentes cadeias produtivas.

Disputa atrai indústria de base

A maior parcela foi destinada aos setores químico e petroquímico, com 350 mil metros cúbicos por dia. Siderurgia, metalurgia e mineração receberam 320 mil; cerâmica, 200 mil; fertilizantes, 130 mil; e vidro, 100 mil metros cúbicos por dia.

O preço usou como referência 115% da cotação do Henry Hub, indicador do mercado norte-americano, acrescido do prêmio oferecido na disputa. Em quatro das cinco etapas houve ágio, sinal de competição pelos lotes dentro dos limites definidos pelo edital.

A entrega ocorrerá na saída da unidade de processamento de gás natural de Itaboraí, no Rio de Janeiro. A partir desse ponto, cada vencedor terá de contratar o transporte, diretamente ou por meio de uma comercializadora autorizada, até sua unidade industrial.

Essa divisão de responsabilidades é importante para interpretar o resultado. O valor obtido no leilão cobre a molécula no ponto de entrega; tarifas de transporte, tributos e condições logísticas continuam compondo o custo final suportado pelas empresas.

A PPSA estima arrecadar cerca de R$ 377 milhões com os contratos do primeiro certame. O montante efetivo dependerá da cotação utilizada pela fórmula, dos prêmios oferecidos e do volume entregue ao longo do período contratado.

Próxima oferta será ampliada

O presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, informou que o segundo leilão deverá ofertar 1,8 milhão de metros cúbicos por dia. Se confirmado, o volume será aproximadamente 63% superior ao da rodada encerrada nesta quinta-feira.

A estratégia prevê leilões anuais de curto prazo até 2030. Depois disso, a estatal pretende combinar contratos mais longos com as vendas regulares, à medida que houver maior previsibilidade sobre a parcela de gás pertencente à União.

O resultado não significa, por si só, redução imediata de preço para consumidores finais. O efeito econômico dependerá de como os compradores incorporarão o insumo à produção e de quanto pagarão para levá-lo de Itaboraí às fábricas.

O dado concreto da primeira rodada é a absorção integral da oferta por 23 empresas. A ampliação anunciada para 2027 testará se a procura permanece forte quando o volume disponível subir em 700 mil metros cúbicos por dia.

Em resumo

Quanto gás foi vendido?

Foram negociados 1,1 milhão de metros cúbicos por dia, divididos em 110 lotes.

Quantas empresas compraram lotes?

Vinte e três empresas de oito segmentos industriais arremataram todo o volume oferecido.

Quando começa o fornecimento?

Os contratos preveem entrega entre março e dezembro de 2027.

Onde o gás será entregue?

A entrega ocorrerá na saída da unidade de processamento de gás natural de Itaboraí, no Rio de Janeiro.

Qual será o volume do próximo leilão?

A PPSA planeja oferecer 1,8 milhão de metros cúbicos por dia na rodada prevista para 2027.

Fontes