Leilão do pré-sal arrecada R$ 530 milhões em bônus
ANP vendeu sete dos 13 blocos ofertados nas bacias de Campos e Santos, com previsão de R$ 778 milhões em investimentos mínimos.

O quarto ciclo da Oferta Permanente de Partilha terminou nesta quarta-feira (7) com sete dos 13 blocos do pré-sal arrematados. Os bônus de assinatura somaram R$ 530,46 milhões, enquanto os compromissos mínimos de investimento na fase de exploração alcançaram R$ 778,42 milhões.
A Agência Brasil noticiou o resultado ao fim da sessão pública realizada no Rio de Janeiro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis confirmou os valores, os blocos vendidos e as empresas vencedoras em sua página oficial do leilão.
Foram negociados Magnetita, Hematita e Azurita, na Bacia de Campos, além de Jade, Cruzeiro do Sul, Rubi e Rodocrosita, na Bacia de Santos. Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita não receberam propostas.
Sete blocos atraíram ofertas
A Prio ficou com Magnetita e Hematita, enquanto a Petrobras arrematou Azurita e Cruzeiro do Sul. O bloco Jade foi adquirido pelo consórcio formado por CNOOC Petroleum e Sinopec. A Equinor venceu em Rubi e integra com a Galp o consórcio responsável por Rodocrosita.
Segundo a ANP, todas as áreas vendidas receberam ofertas de excedente em óleo para a União acima do mínimo previsto no edital. O ágio médio foi de 108,38%, e Rodocrosita registrou o maior percentual, de 494,64%. Seis empresas apresentaram ofertas e todas saíram vencedoras em pelo menos um bloco.
O resultado levou de 13 para 22 o número de blocos exploratórios sob o regime de partilha. A área submetida a esse modelo deve crescer 58%, de 24,8 mil para 39,2 mil quilômetros quadrados, caso sejam cumpridas as etapas posteriores do processo.
Contratos ainda exigem etapas
O arremate não autoriza o início imediato da exploração. As vencedoras precisam entregar documentos, pagar os bônus previstos e atender às condições do edital antes da assinatura dos contratos. O cronograma da ANP prevê que essa assinatura ocorra até 26 de fevereiro de 2027.
No regime de partilha, a empresa contratada recupera os custos reconhecidos com parte da produção e divide o excedente com a União. O percentual destinado ao poder público é o critério competitivo do leilão, pois o bônus de assinatura já é fixado para cada área ofertada.
A rodada estabeleceu o maior número de blocos arrematados em um ciclo permanente de partilha desde a adoção desse formato. No terceiro ciclo, realizado em 2025, cinco áreas haviam sido negociadas. Nesta quarta, o total subiu para sete, embora seis dos 13 blocos tenham ficado sem proposta.
Os valores anunciados representam compromissos ligados à licitação, não receita imediata de produção de petróleo. A efetiva exploração dependerá de contratos, licenciamento, estudos geológicos e decisões de investimento das operadoras. Por isso, bônus e investimento mínimo devem ser acompanhados separadamente das receitas futuras da União.
Em resumo
Sete dos 13 blocos ofertados no quarto ciclo permanente de partilha receberam propostas vencedoras.
Os bônus de assinatura somaram R$ 530.466.522,04.
O compromisso mínimo na fase de exploração chega a R$ 778.426.200.
As sete áreas negociadas ficam nas bacias de Campos e Santos.
A ANP prevê a assinatura dos contratos até 26 de fevereiro de 2027, após o cumprimento das exigências do edital.