Justiça · 2026-10-18 · Redação Notícia ES

Líder do PL pede proteção para Roberta Luchsinger

Sóstenes Cavalcante solicitou à PGR proteção policial e inclusão da empresária e de seus familiares no programa federal de testemunhas ameaçadas.

Líder do PL pede proteção para Roberta Luchsinger
Líder do PL pede proteção para Roberta Luchsinger

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, pediu neste sábado (17) à Procuradoria-Geral da República proteção policial para Roberta Luchsinger e seus familiares. O ofício também solicita a inclusão da empresária no Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas, o Provita.

O Metrópoles divulgou o pedido na madrugada deste domingo (18). SBT News e Rádio Itatiaia confirmaram o envio do documento ao procurador-geral Paulo Gonet e informaram que o parlamentar também requereu a abertura de investigação sobre as acusações apresentadas por Luchsinger.

A iniciativa ocorreu depois de a empresária afirmar em entrevista que teme por sua segurança e pela de suas filhas. Ela declarou que pretende negociar uma colaboração premiada nas investigações sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Luchsinger atribuiu ao presidente Lula responsabilidade política por eventuais ataques depois de ter sido chamada por ele de “pilantra”. O Palácio do Planalto respondeu que o presidente não manteve interlocução com a empresária, desconhece as tratativas mencionadas e considera suspeito o lançamento das acusações às vésperas do segundo turno.

Pedido inclui proteção federal

No ofício, Sóstenes solicita proteção imediata e avaliação formal para ingresso no Provita. O programa é voltado a vítimas e testemunhas expostas a ameaça grave por colaborarem com investigações ou processos, mas a admissão depende de análise dos órgãos responsáveis e não decorre automaticamente de um pedido parlamentar.

O deputado também pediu que a PGR apure possíveis crimes atribuídos por Luchsinger a Lula, Lulinha e ao ex-ministro Camilo Santana. A formulação do requerimento não confirma nenhuma das acusações e não transforma a empresária em testemunha protegida antes de decisão das autoridades competentes.

O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, anunciou medidas semelhantes. A mobilização política amplia a pressão por uma resposta institucional, mas a avaliação de risco precisa considerar registros de ameaças, evidências disponíveis e a relação das informações oferecidas com inquéritos em andamento.

Luchsinger é investigada em apurações derivadas da Operação Sem Desconto, que examina fraudes contra beneficiários do INSS. Ela nega crimes e afirma que suas relações profissionais e pessoais foram interpretadas de maneira indevida.

PGR avaliará fatos e riscos

A Procuradoria-Geral da República deverá separar duas questões. A primeira é a proteção física da empresária e de seus familiares; a segunda é a consistência jurídica das acusações que ela afirma pretender apresentar em uma eventual delação.

Colaboração premiada não se resume a uma entrevista ou declaração de intenção. Para produzir efeitos, exige negociação com a autoridade competente, entrega de informações verificáveis, demonstração de utilidade para a investigação e posterior controle judicial.

As negativas do Planalto e das pessoas citadas precisam integrar qualquer apuração. A proximidade da eleição aumenta a repercussão política, mas não reduz o dever de examinar documentos, registros financeiros, agendas e comunicações antes de atribuir responsabilidade criminal.

Até agora, o fato formal é o protocolo do pedido de Sóstenes à PGR. Caberá a Paulo Gonet e aos órgãos do programa de proteção decidir se existem os requisitos para medidas de segurança e se as acusações apresentadas justificam nova investigação ou devem ser tratadas nos inquéritos já existentes.

Em resumo

O que Sóstenes Cavalcante pediu?

Ele solicitou à PGR proteção policial para Roberta Luchsinger e seus familiares.

O que é o Provita?

É o programa federal de proteção a vítimas e testemunhas submetidas a ameaça grave.

O pedido já garante proteção?

Não. A inclusão depende de avaliação formal das autoridades responsáveis.

A PGR também recebeu pedido de investigação?

Sim. O ofício pede apuração das acusações feitas pela empresária contra pessoas citadas na entrevista.

Luchsinger já firmou delação premiada?

Não. Ela declarou intenção de colaborar, mas um acordo exige negociação, provas verificáveis e controle judicial.

Fontes