Tecnologia · 2026-10-21 · Redação Notícia ES

Lula compara desafio do sigilo a Flávio a truco e diz que terá celular para entrar no canal de Janones

Presidente diz que passará a usar telefone celular nesta quinta (22) e que entrará no canal do deputado

Lula compara desafio do sigilo a Flávio a truco e diz que terá celular para entrar no canal de Janones
Lula compara desafio do sigilo a Flávio a truco e diz que terá celular para entrar no canal de Janones

O presidente Lula ( PT ) comparou nesta quarta-feira (21) a disputa com Flávio Bolsonaro ( PL ) sobre a abertura de sigilos bancários a uma partida de truco e convocou apoiadores a aderir ao canal de WhatsApp "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Declarações foram feitas durante um ato de campanha

As declarações foram feitas durante um ato de campanha em Belo Horizonte , a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial.

"Vou dizer uma coisa a vocês: mineiro é especialista em saber jogar truco. Eu essa semana pedi pro Flávio abrir o sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentira e trucou 6. Eu vou meter o 9 na cara dele amanhã", afirmou Lula.

O petista prosseguiu com a comparação, em referência às cartas do jogo. "As cartas dele são todas falsas. Eu tô com zap, sete de copas, espada e ouro. E ainda tenho um 3 de reserva. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro."

Declaração ocorre em meio à troca de desafios

A declaração ocorre em meio à troca de desafios entre os candidatos sobre a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas.

Lula apresentou a proposta durante o debate da Band, no domingo (18), e formalizou o pedido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na terça-feira (20).

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), também candidato à reeleição, declarou que abriria o seu sigilo se necessário e defendeu que isso seja aplicado no caso de políticos eleitos.

Ele também publicou imagem no Instagram reiterando a possibilidade de compartilhar as informações financeiras.

"Acho até que quem é eleito presidente, vice-presidente, não deveria ter sigilo nem fiscal, nem bancário, nem telefônico.

Vida pública é vida pública, tem que ser transparente", disse Alckmin em entrevista à imprensa na tarde desta quarta (21), na Casa de Portugal, na zona sul de São Paulo.

Alckmin defendeu as medidas econômicas adotadas recentemente pelo governo e disse acreditar que elas possam atrair mais pessoas às urnas no domingo (25) e reduzir a abstenção. "Nós estamos confiantes, trabalhando e pedindo votos com humildade", afirmou.

Nesta quarta, Flávio condicionou a abertura de seus sigilos à divulgação de dados do ex-assessor de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, além de informações relacionadas ao Instituto Lula e à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

A campanha petista afirmou aceitar as condições apresentadas pelo adversário.

Durante o discurso, Lula também anunciou que passará a usar um celular para participar do chamado "Exército do Lula", canal criado por Janones para mobilizar apoiadores e ampliar a circulação de conteúdos favoráveis ao presidente nas redes sociais.

"Eu nunca tive um celular. Agora eu ganhei um celular do governador do Piauí. Eu a partir de amanhã vou ter um celular e vou fazer parte do Exército do Lula", disse, em referência ao governador Rafael Fonteles (PT).

O presidente convidou os presentes a aderir à iniciativa, que ultrapassou 7 milhões de seguidores nesta quarta-feira, e estabeleceu a meta de alcançar 10 milhões até quinta (22).

"E quero convidar todos vocês, todas as mulheres e homens, a entrar no nosso exército para a gente chegar até 10 milhões até quinta-feira", afirmou.

Lula também comparou seus apoiadores às forças vietnamitas que derrotaram os Estados Unidos na Guerra do Vietnã. "Eles pensam que nós somos fracos, mas nós somos que nem o Exército vietnamita que derrotou os Estados Unidos."

O canal administrado por Janones tem sido usado para organizar mobilizações digitais na reta final da campanha. A iniciativa também se tornou alvo de disputas na Justiça Eleitoral .

A campanha de Flávio questionou o funcionamento do canal, sob a alegação de que ele estaria sendo utilizado para disseminar conteúdos ofensivos e manipular buscas nas plataformas digitais.

A mobilização ocorre ainda em meio à discussão no TSE sobre uma proposta de restrição a grandes canais políticos de WhatsApp nas 48 horas anteriores ao segundo turno. O presidente da corte, Kassio Nunes Marques, descartou levar adiante a mudança nas regras eleitorais.

Em resumo

O que aconteceu?

O presidente Lula ( PT ) comparou nesta quarta-feira (21) a disputa com Flávio Bolsonaro ( PL ) sobre a abertura de sigilos bancários a uma partida de truco e convocou apoiadores a aderir ao canal de WhatsApp "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Qual é o ponto principal?

As declarações foram feitas durante um ato de campanha em Belo Horizonte , a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial.

Quais são os dados mais importantes?

"Vou dizer uma coisa a vocês: mineiro é especialista em saber jogar truco. Eu essa semana pedi pro Flávio abrir o sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentira e trucou 6. Eu vou meter o 9 na cara dele amanhã", afirmou Lula.

Qual é o contexto?

O petista prosseguiu com a comparação, em referência às cartas do jogo. "As cartas dele são todas falsas. Eu tô com zap, sete de copas, espada e ouro. E ainda tenho um 3 de reserva. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro."

Quais são os próximos desdobramentos?

A declaração ocorre em meio à troca de desafios entre os candidatos sobre a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas. Lula apresentou a proposta durante o debate da Band, no domingo (18), e formalizou o pedido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na terça-feira (20).

Fontes