Economia · 2026-11-05 · Redação Notícia ES

Lula convoca reunião com Durigan, Haddad, Alckmin e economistas em meio ao debate sobre ajuste fiscal

Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante e o secretário-Executivo do Ministério do Planejamento, Guilherme Melo, também foram chamados

Lula convoca reunião com Durigan, Haddad, Alckmin e economistas em meio ao debate sobre ajuste fiscal
Lula convoca reunião com Durigan, Haddad, Alckmin e economistas em meio ao debate sobre ajuste fiscal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião para esta quinta-feira no Palácio do Planalto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan , o ex-ministro Fernando Haddad e economistas, em meio às discussões sobre novas medidas de ajuste fiscal do governo.

Dados e contexto do setor

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante e o secretário-Executivo do Ministério do Planejamento, Guilherme Melo, também foram chamados.

Durigan afirmou que a reunião foi convocada pelo próprio presidente, mas disse não ter detalhes sobre a pauta do encontro. Segundo o ministro, ele levará "cenários e propostas" a Lula sobre as medidas que o governo poderá adotar nas próximas semanas.

— A reunião foi chamada pelo presidente. Ele me comunicou previamente. Eu não tenho maiores informações, mas é mais um esforço para gente dividir os cenários, propostas.

Impactos e informações adicionais

Eu vou levar certamente as propostas e ideias em termos gerais do que a gente deve fazer nas próximas semanas — disse o ministro a jornalistas no Ministério da Fazenda.

Questionado se o ajuste será anunciado ainda neste ano, Dario Durigan confirmou que as medidas serão divulgadas neste período, mas que a definição deve ficar para depois da volta de Lula da viagem à Turquia, na COP 31.

— Esse ano é muito tempo, nos próximos dias o presidente vai estar focado na preparação da COP 3. A gente vai seguir debatendo, seguir levando propostas, mas quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações.

Auxiliares do presidente afirmam que Lula chamou a reunião para ouvir economistas e avaliar o cenário de políticas fiscais.

Interlocutores do presidente avaliam que não há previsão que medidas de ajuste fiscal sejam anunciadas após encontro, segundo eles, Lula está numa fase de escuta.

Esta é a primeira rodada de uma reunião de Lula mais ampliada sobre temas econômicos, até então, o petista vinha optando por ter essas conversas em um núcleo restrito.

Em meio à expectativa sobre a escolha do novo ministro da Fazenda, Lula tem corrido a um pequeno grupo de conselheiros para discutir os rumos da política econômica do quarto mandato.

Entre os pais interlocutores estão Dario Durigan, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, segundo integrantes do governo.

O ex-ministro Fernando Haddad, que comandou a equipe econômica durante o terceiro mandato de Lula, também foi incluído nas consultas do presidente sobre os próximos passos da política econômica nesta quinta-feira.

Porta-voz econômico de Lula, Durigan afirmou na terça-feira que o presidente não havia se reunido com economistas de fora do governo.

A declaração foi feita após um artigo do economista André Lara Resende ser mencionado por apoiadores do governo.

Segundo Durigan, Lula trata com ele de um "ajuste gradual que respeite os compromissos de campanha".

A discussão sobre o ajuste fiscal ocorre em meio ao avanço da dívida pública durante o terceiro mandato de Lula.

Segundo dados do Banco Central, a dívida bruta do governo geral passou de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB), em dezembro de 2022, antes da posse do petista, para 82,9% em setembro deste ano, o equivalente a R$ 11,1 trilhões.

O aumento de 11,2 pontos percentuais levou o endividamento ao maior patamar desde 2021, pressionado principalmente por gastos com juros e déficits nas contas públicas.

Apesar do mau humor do mercado financeiro desde a sua eleição, Lula evita sinalizar nomes para sua equipe econômica no quarto mandato. Aliados avaliam que ele só deve apontar os auxiliares a partir do fim do mês.

O entorno de Lula para as discussões econômicas é restrito neste momento em que o presidente ainda evita dar sinais sobre a tônica econômica do próximo governo.

Quem já esteve com Lula depois do segundo turno das eleições também afirma que ele não dá pistas sobre nomes, mas tem demonstrado interesse pelo noticiário econômico e pelas especulações sobre o futuro da equipe econômica.

Em resumo

O que aconteceu?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião para esta quinta-feira no Palácio do Planalto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan , o ex-ministro Fernando Haddad e economistas, em meio às discussões sobre novas medidas de ajuste fiscal do governo.

Qual é o ponto principal?

Durigan afirmou que a reunião foi convocada pelo próprio presidente, mas disse não ter detalhes sobre a pauta do encontro. Segundo o ministro, ele levará "cenários e propostas" a Lula sobre as medidas que o governo poderá adotar nas próximas semanas.

Quais são os dados mais importantes?

— A reunião foi chamada pelo presidente. Ele me comunicou previamente. Eu não tenho maiores informações, mas é mais um esforço para gente dividir os cenários, propostas. Eu vou levar certamente as propostas e ideias em termos gerais do que a gente deve fazer nas próximas semanas — disse o ministro a jornalistas no Ministério da Fazenda.

Qual é o contexto?

Questionado se o ajuste será anunciado ainda neste ano, Dario Durigan confirmou que as medidas serão divulgadas neste período, mas que a definição deve ficar para depois da volta de Lula da viagem à Turquia, na COP 31.

Quais são os próximos desdobramentos?

— Esse ano é muito tempo, nos próximos dias o presidente vai estar focado na preparação da COP 3. A gente vai seguir debatendo, seguir levando propostas, mas quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações.

Fontes