Cultura · 2026-11-06 · Redação Notícia ES

Lula criticou falta de uso do Zap pelo PT após derrota em 2018, diz livro

Em conversa publicada por agente da PF, presidente cobrou estratégia digital; em 2026, canal de Janones reuniu 10,9 milhões de apoiadores.

Lula criticou falta de uso do Zap pelo PT após derrota em 2018, diz livro
Lula criticou falta de uso do Zap pelo PT após derrota em 2018, diz livro

Em conversa publicada por agente da PF, presidente cobrou estratégia digital; em 2026, canal de Janones reuniu 10,9 milhões de apoiadores

As informações principais do assunto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou do PT o uso do WhatsApp na campanha de 2018 e questionou por que o partido não explorou a ferramenta como fez a equipe de Jair Bolsonaro (PL).

A crítica foi feita em conversa com a então presidente da legenda, Gleisi Hoffmann , registrada em livro do agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho.

“Estamos batendo no uso do WhatsApp pelo Bolsonaro. Mas o PT também tinha o WhatsApp à disposição. Então por que não usou?” , questionou Lula em 6 de novembro de 2018. Jair Bolsonaro venceu o candidato do PT, Fernando Haddad , e foi eleito presidente do Brasil.

Contexto e informações complementares

Dois dias antes, em 1º de novembro, o presidente já havia discutido o assunto com Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Aloizio Mercadante. Na ocasião, a senadora reconheceu que o partido havia sido superado na disputa digital.

“ Levamos uma surra nesse campo, a equipe do Bolsonaro usou muita fake news contra nós, e o povo acreditou. E a verdade é que o PT não domina bem esta área” , disse Gleisi, segundo o relato de Chastalo.

Lula afirmou que a campanha havia deixado o partido fragilizado e defendeu a contratação de profissionais especializados para cuidar da comunicação.

“O Brasil precisa do PT neste momento. E nós do PT precisamos de um cara para cuidar desta questão da comunicação” , afirmou Lula à Gleisi, segundo o livro.

Banho de Sol – os 580 dias de Lula na prisão foi escrito por Jorge Chastalo Filho, agente da Polícia Federal responsável pela carceragem da corporação em Curitiba (PR) durante a detenção do petista.

O livro tem 574 páginas, traz prefácio do jornalista Juca Kfouri e reúne registros feitos pelo autor de abril de 2018 a novembro de 2019.

Lula foi preso em 7 de abril de 2018, depois de ser condenado no processo do tríplex do Guarujá (SP) durante a Operação Lava Jato.

A condenação foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, e o Supremo Tribunal Federal havia rejeitado um pedido de habeas corpus que buscava impedir a execução da pena depois da condenação em 2ª instância.

O petista permaneceu na Superintendência da PF em Curitiba por 580 dias, até deixar a prisão em 8 de novembro de 2019.

A soltura foi feita depois de o STF mudar o entendimento sobre a execução da pena e decidir que a prisão só poderia ser feita após o trânsito em julgado da condenação, e não mais depois de decisão em 2ª instância.

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações de Lula relacionadas à Operação Lava Jato.

A Corte reconheceu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos e também declarou a suspeição do então juiz Sergio Moro, por falta de imparcialidade na condução de uma das ações.

A decisão restabeleceu os direitos políticos do petista e permitiu que ele voltasse a disputar eleições.

No diário, Chastalo relata a rotina do presidente, as visitas recebidas, conversas sobre política e momentos de isolamento durante o período na carceragem.

Na introdução, o autor afirma que os registros representam sua percepção dos acontecimentos e reconhece que algumas conversas foram anotadas horas ou dias depois de terem ocorrido.

Por isso, traz a possibilidade de imprecisões na reprodução das falas.

O diagnóstico feito por Lula em 2018 ganhou novo significado na campanha presidencial de 2026.

Depois de terminar o 1º turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente conseguiu reverter a desvantagem e venceu a disputa em 25 de outubro.

Uma das iniciativas de mobilização da campanha foi o Exército do Lula , canal no WhatsApp coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A ferramenta terminou a campanha com mais de 10,9 milhões de seguidores . A estratégia estimulava os apoiadores a compartilhar vídeos, produzir memes e distribuir conteúdos favoráveis ao petista.

O canal também buscava mobilizar eleitores que já apoiavam Lula, mas poderiam deixar de comparecer às urnas no 2º turno.

Em resumo

O que aconteceu?

Em conversa publicada por agente da PF, presidente cobrou estratégia digital; em 2026, canal de Janones reuniu 10,9 milhões de apoiadores

Qual é o ponto principal?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou do PT o uso do WhatsApp na campanha de 2018 e questionou por que o partido não explorou a ferramenta como fez a equipe de Jair Bolsonaro (PL). A crítica foi feita em conversa com a então presidente da legenda, Gleisi Hoffmann , registrada em livro do agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho.

Quais são os dados mais importantes?

“Estamos batendo no uso do WhatsApp pelo Bolsonaro. Mas o PT também tinha o WhatsApp à disposição. Então por que não usou?” , questionou Lula em 6 de novembro de 2018. Jair Bolsonaro venceu o candidato do PT, Fernando Haddad , e foi eleito presidente do Brasil.

Qual é o contexto?

Dois dias antes, em 1º de novembro, o presidente já havia discutido o assunto com Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Aloizio Mercadante. Na ocasião, a senadora reconheceu que o partido havia sido superado na disputa digital.

Quais são os próximos desdobramentos?

“ Levamos uma surra nesse campo, a equipe do Bolsonaro usou muita fake news contra nós, e o povo acreditou. E a verdade é que o PT não domina bem esta área” , disse Gleisi, segundo o relato de Chastalo.

Fontes