Lula deve indicar Messias novamente ao STF, agora com apoio de Alcolumbre
Após rejeição histórica no Senado, reaproximação entre os dois presidentes abre caminho para nova tentativa; Alcolumbre busca a reeleição para o comando da Casa em 2027

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enviar novamente ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
O contexto da decisão judicial
Segundo apurou a Jovem Pan , desta vez, o petista deverá contar com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que voltou a se aproximar do Planalto e pretende disputar a reeleição para o comando da Casa Alta em 2027 com o apoio do PT.
A expectativa é que Alcolumbre atue na articulação política para construir a maioria necessária à aprovação de Messias, depois de ter sido o principal responsável pela derrota do indicado na primeira votação.
A mudança ocorre em meio à reconstrução da relação entre Lula e o senador.
Detalhes e consequências do caso
A reaproximação também acontece em um momento de convergência de interesses políticos. Reeleito para um quarto mandato, Lula precisa do apoio do Congresso para avançar com as prioridades do próximo governo.
Alcolumbre, por sua vez, trabalha para permanecer na presidência do Senado a partir de fevereiro de 2027.
A retomada das conversas ganhou um novo capítulo na última segunda-feira (26), quando Lula recebeu Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio da Alvorada.
O encontro teve como objetivo discutir a organização do quarto mandato do petista, que começa em janeiro.
A indicação de Jorge Messias ao Supremo foi anunciada por Lula em 20 de novembro de 2025, para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
A escolha contrariou Alcolumbre, que defendia o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte.
A divergência provocou uma crise entre o governo e o comando do Senado. Alcolumbre chegou a demonstrar publicamente sua insatisfação com a condução da indicação, enquanto Messias buscava apoio entre parlamentares para superar as resistências ao seu nome.
Em 29 de abril de 2026, o Senado rejeitou a indicação de Messias por 42 votos contrários e 34 favoráveis . Foi a primeira vez desde 1894 que um indicado à Suprema Corte teve seu nome barrado pelos senadores.
O resultado representou uma derrota política para o Palácio do Planalto. Lula atribuiu a Alcolumbre parte da responsabilidade pelo resultado e rompeu a aliança que mantinha com o presidente do Senado.
Apesar do revés, o petista não desistiu de Messias. Em maio, Lula afirmou publicamente que pretendia reapresentar a indicação , argumentando que a rejeição havia ocorrido por razões políticas, e não por falta de qualificação jurídica.
“Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez”, declarou o presidente, durante uma agenda em Sergipe.
Naquele momento, entretanto, o governo ainda não tinha garantias de que uma nova tentativa seria bem-sucedida.
O próprio Messias demonstrava cautela e, segundo interlocutores, condicionava uma segunda indicação à existência de um cenário favorável à aprovação, para evitar outra derrota no Senado.
O rompimento entre Lula e Alcolumbre teve consequências para a relação entre o Executivo e o Legislativo. Em junho, o senador Carlos Fávaro (PSD-MT), ex-ministro da Agricultura, afirmou que o diálogo entre os dois permanecia travado por causa da rejeição de Messias.
O afastamento também dificultou o andamento de propostas consideradas prioritárias pelo governo, como a redução da jornada de trabalho e o projeto sobre minerais críticos.
A reaproximação começou em 4 de agosto, durante um jantar promovido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O encontro marcou a retomada do contato direto entre Lula e Alcolumbre depois de aproximadamente três meses.
Nos dias seguintes, os dois voltaram a se reunir no Palácio da Alvorada. Em 12 de agosto, participaram de uma conversa sobre projetos de interesse do Executivo, com a presença de integrantes da articulação política do governo.
Dois dias depois, em 14 de agosto, Lula e Alcolumbre tiveram uma nova reunião. Na ocasião, o presidente do Senado se comprometeu a encaminhar às comissões propostas prioritárias, entre elas a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto sobre minerais críticos e estratégicos.
Em resumo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enviar novamente ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A expectativa é que Alcolumbre atue na articulação política para construir a maioria necessária à aprovação de Messias, depois de ter sido o principal responsável pela derrota do indicado na primeira votação. A mudança ocorre em meio à reconstrução da relação entre Lula e o senador.
A reaproximação também acontece em um momento de convergência de interesses políticos. Reeleito para um quarto mandato, Lula precisa do apoio do Congresso para avançar com as prioridades do próximo governo. Alcolumbre, por sua vez, trabalha para permanecer na presidência do Senado a partir de fevereiro de 2027.
A retomada das conversas ganhou um novo capítulo na última segunda-feira (26), quando Lula recebeu Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio da Alvorada. O encontro teve como objetivo discutir a organização do quarto mandato do petista, que começa em janeiro.
A indicação de Jorge Messias ao Supremo foi anunciada por Lula em 20 de novembro de 2025, para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A escolha contrariou Alcolumbre, que defendia o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte.