Lula diz ser a favor de reduzir maioridade penal para crimes hediondos
Presidente disse que apoia a redução para 16 anos em crimes específicos; tema foi alvo de discussão no Congresso nesta 5ª. Leia no Poder360.

Presidente disse que apoia a redução para 16 anos em crimes específicos; tema foi alvo de discussão no Congresso nesta 5ª feira (15.out)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (15.out.2026) que é a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos para 16 anos. A declaração foi feita durante entrevista à jornalista Renata Lo Prete, na TV Globo .
“Como cidadão brasileiro, a todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a penalidade” , disse. São classificados como crimes hediondos infrações penais de extrema gravidade, as quais recebem penas maiores. Homicídio, latrocínio e estupro são alguns dos exemplos.
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Pauta da redução da maioridade penal voltou à tona
A pauta da redução da maioridade penal voltou à tona com a PEC da Segurança Pública , que estava na pauta do plenário do Senado nesta 5ª feira (15.out), mas foi retirada pelo presidente da Casa Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) por falta de acordo dentro do PT.
Mesmo se mostrando a favor da redução da maioridade penal, Lula disse que não concorda que a medida seja decidida em associação com a PEC da Segurança Pública: “Eu sou favorável a reduzir para 16, mas não discutindo nessa PEC. Nessa PEC não dá para discutir isso” .
Apesar de haver uma PEC independente em andamento no Congresso, a questão foi adicionada à PEC da Segurança Pública por meio de emendas propostas por congressistas, como o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).
Marinho apresentou uma emenda para diminuir de 18 para 16 anos a maioridade para a maioria dos crimes e para 14 anos em casos específicos.
Em contraponto a Marinho, o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha pela reeleição do presidente, também apresentou, mesmo sem consenso no PT, uma emenda para reduzir a maioridade para 16 anos em casos de crimes hediondos.
A proposta de Camilo manteria em 18 anos a idade de responsabilização criminal para os demais delitos, mas causou preocupação entre governistas pela possibilidade de associar o presidente a pautas ligadas ao bolsonarismo.
Agora, com a declaração de Lula, o governo passa a se posicionar oficialmente a favor de uma medida que historicamente foi relacionada à direita.
ENTREVISTA COM LULA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, é entrevistado pela TV Globo nesta quinta-feira (15). A conversa é conduzida pela jornalista Renata Lo Prete e faz parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026.
No vídeo, Lula responde sobre redução da maioridade penal. Veja!
A entrevista, realizada ao vivo nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e exibida pela TV Globo após o Jornal Nacional, ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL), que também disputa o segundo turno da eleição presidencial, será entrevistado na sexta-feira (16), também por Renata Lo Prete.
A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em reunião com representantes das campanhas.
Em resumo
Presidente disse que apoia a redução para 16 anos em crimes específicos; tema foi alvo de discussão no Congresso nesta 5ª feira (15.out)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (15.out.2026) que é a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos para 16 anos. A declaração foi feita durante entrevista à jornalista Renata Lo Prete, na TV Globo .
“Como cidadão brasileiro, a todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a penalidade” , disse. São classificados como crimes hediondos infrações penais de extrema gravidade, as quais recebem penas maiores. Homicídio, latrocínio e estupro são alguns dos exemplos.
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A pauta da redução da maioridade penal voltou à tona com a PEC da Segurança Pública , que estava na pauta do plenário do Senado nesta 5ª feira (15.out), mas foi retirada pelo presidente da Casa Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) por falta de acordo dentro do PT.