Justiça · 2026-10-06 · Redação Notícia ES

Lula é aconselhado por governadores a endurecer tom sobre segurança e falar mais diretamente em prisão de bandido

Auxiliares defendem também subida de tom contra corrupção e STF, além de mostrar maior comprometimento fiscal, abandonando frases como

Lula é aconselhado por governadores a endurecer tom sobre segurança e falar mais diretamente em prisão de bandido
Lula é aconselhado por governadores a endurecer tom sobre segurança e falar mais diretamente em prisão de bandido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo aconselhado a subir o tom no tema da segurança pública nessa corrida do segundo turno.

Sugestão, apresentada por alguns governadores ao chefe do Palácio

A sugestão, apresentada por alguns governadores ao chefe do Palácio do Planalto, é que Lula deixe de ficar explicando a tecnicalidade sobre a PEC da Segurança Pública e a necessidade de aprová-la e fazer um discurso mais direto de que vai jogar mais duro e colocar criminosos na cadeia.

A ideia é bater na tecla de que "bandido bom é bandido preso", de tirar das ruas os criminosos que estão atrapalhando a tranquilidade do trabalhado. O tema da segurança é um dos pilares considerados fundamentais para tentar reverter a derrota do primeiro turno.

Um dos que deram a sugestão de mudança de abordagem, segundo relatos feitos ao GLOBO, foi do governador do Piauí, Rafael Fonteles, que acaba de ser reeleito no primeiro turno e é bem avaliado nesse tema.

Mas ele não foi o único e conta

Mas ele não foi o único e conta com apoio, inclusive, de ministros do governo, que entendem que a hora é de se reposicionar no tema e partir para o ataque, com falas mais objetivas e diretas sobre o enfrentamento também das organizações criminosas.

Além da segurança pública, outros dois redirecionamentos são considerados essenciais para que a campanha tenha chances de ser bem-sucedida. Um deles é o tema da corrupção/ética.

Nesse sentido, Lula já parece começar a incorporar um discurso mais forte contra o Supremo Tribunal Federal (STF), como já mostrou na noite de ontem ao criticar a "promiscuidade" na corte.

A ideia de auxiliares dele, porém, é que o tom continue subindo, embora o presidente tenha preocupação com esse caminho que resvalaria no "pré-julgamento" de figuras como o ministro Alexandre de Moraes, contra quem pesam denúncias de envolvimento com banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Um terceiro item de ajuste discursivo para esse segundo turno seria na questão fiscal.

Enquanto uma ala de auxiliares de Lula defende que seja apontado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin como um sinal de maior contenção na área fiscal em caso de reeleição, outra ala diz que o caminho passa pela mudança do próprio presidente.

A ideia é que ele precisa renegar frases como a "babaquice de superávit primário" e adotar um discurso de que agirá com maior contenção, especialmente no lado da despesa, e entregará efetivamente uma trajetória que estabilize a dívida.

A dificuldade é que parte da ofensiva da campanha de Lula, que começou hoje, passa por questioanar exatamente a promessa de corte de gastos de Flávio Bolsonaro, o Tesouraço, apontando como algo que vai prejudicar a população, tirando direitos sociais.

Depois de semanas de medidas sendo tomadas às portas do primeiro turno, interlocutores dizem que a chance de novas iniciativas é baixa.

A lógica é que a hora é da política, de melhorar a comunicação, ser mais efetivo e firme nas mensagens e partir para o corpo a corpo na rua e nas redes sociais.

Interlocutores, porém, relatam que havia uma discussão interna de tentar antecipar o pagamento do Bolsa Família com reajuste de 15%, previsto para iniciar dia 19, em alguns dias, embora outra fonte tenha negado que isso vá acontecer.

Além desses movimentos todos, a campanha também quer reforçar os ataques à figura de Flávio Bolsonaro, tentando aumentar a rejeição, algo que já se vinha tentando no primeiro turno, sem muito sucesso.

A despeito de se reconhecer o favoritismo bolsonarista, boa parte dos petistas sustenta o discurso de que é possível virar o jogo, se a campanha acertar o passo. As probabilidades, segundo interlocutores, variam de 15% a 30%.

Nesse sentido, na reunião de coordenação realizada na noite de ontem, governadores e parlamentares eleitos saíram com metas de elevação de votação em suas localidades.

No Nordeste, onde Lula liderou com folga, mas perdeu espaço, a missão é aumentar em pelo menos 3 pontos a votação.

Mas os interlocutores destacam que é preciso atenção especial com os estados do sul, sudeste e centro-oeste, onde o bolsonarismo se mostrou muito forte.

Em resumo

O que aconteceu?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo aconselhado a subir o tom no tema da segurança pública nessa corrida do segundo turno. A sugestão, apresentada por alguns governadores ao chefe do Palácio do Planalto, é que Lula deixe de ficar explicando a tecnicalidade sobre a PEC da Segurança Pública e a necessidade de aprová-la e fazer um discurso mais di

Qual é o ponto principal?

A ideia é bater na tecla de que "bandido bom é bandido preso", de tirar das ruas os criminosos que estão atrapalhando a tranquilidade do trabalhado. O tema da segurança é um dos pilares considerados fundamentais para tentar reverter a derrota do primeiro turno.

Quais são os dados mais importantes?

Um dos que deram a sugestão de mudança de abordagem, segundo relatos feitos ao GLOBO, foi do governador do Piauí, Rafael Fonteles, que acaba de ser reeleito no primeiro turno e é bem avaliado nesse tema. Mas ele não foi o único e conta com apoio, inclusive, de ministros do governo, que entendem que a hora é de se reposicionar no tema e partir para o ataque,

Qual é o contexto?

Além da segurança pública, outros dois redirecionamentos são considerados essenciais para que a campanha tenha chances de ser bem-sucedida. Um deles é o tema da corrupção/ética. Nesse sentido, Lula já parece começar a incorporar um discurso mais forte contra o Supremo Tribunal Federal (STF), como já mostrou na noite de ontem ao criticar a "promiscuidade

Quais são os próximos desdobramentos?

A ideia de auxiliares dele, porém, é que o tom continue subindo, embora o presidente tenha preocupação com esse caminho que resvalaria no "pré-julgamento" de figuras como o ministro Alexandre de Moraes, contra quem pesam denúncias de envolvimento com banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Fontes