Lula participa de marcha na Paulista e defende fim da escala 6x1
Presidente participou de mobilização convocada por estudantes e movimentos sociais, com concentração diante do Masp e caminhada rumo à Praça Roosevelt.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou neste domingo (11) da Marcha pela Democracia na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu apoiadores, aliados políticos e artistas e incorporou à campanha presidencial a defesa do fim da jornada conhecida como escala 6x1.
A CNN Brasil registrou a presença de Lula e a pauta trabalhista levantada na manifestação. A Folha de S.Paulo confirmou que a concentração começou às 11h diante do Masp, com caminhada prevista até a Praça Roosevelt e participação de estudantes, movimentos sociais e partidos de esquerda.
Não havia estimativa oficial de público no início da tarde. Segundo a cobertura da Folha, por volta das 14h os manifestantes ocupavam as seis faixas da avenida e se espalhavam por pelo menos três quarteirões, em uma mobilização inserida na campanha do segundo turno.
Marcha ocupa Avenida Paulista
Lula confirmou a presença no fim de sábado e voltou a defender nas redes sociais o fim da escala 6x1 antes de chegar ao evento. O tema trata do modelo em que o empregado trabalha seis dias e folga um e passou a ser usado pela campanha como uma bandeira de proteção ao tempo de descanso e à qualidade de vida.
O ato contou com nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Guilherme Boulos. Também foram anunciadas as presenças de Simone Tebet, Marina Silva, parlamentares e artistas, entre eles o ator Humberto Carrão e o cantor Baco Exu do Blues.
A mobilização foi convocada por entidades estudantis, comunidades de fãs, movimentos sociais e siglas de esquerda. Embora a reivindicação trabalhista tenha ganhado destaque, a marcha também funcionou como demonstração de força da candidatura de Lula após o primeiro turno da eleição presidencial.
O percurso entre o Masp e a Praça Roosevelt levou a campanha para um dos espaços públicos mais simbólicos de São Paulo. A escolha da Paulista reuniu militância, lideranças partidárias e eleitores em uma agenda de rua, complementando a disputa travada nas redes sociais e na propaganda eleitoral.
Campanha intensifica agenda paulista
No mesmo domingo, Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, cumpriu agenda própria em São Paulo com prefeitos e vereadores. A presença simultânea dos dois candidatos no estado reforçou a importância do maior colégio eleitoral do país para a reta final da campanha.
Durante a marcha, Lula também criticou a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que mandou suspender o canal de WhatsApp administrado por André Janones. O episódio acrescentou à manifestação um embate sobre comunicação digital e atuação da Justiça Eleitoral, além da pauta sobre a jornada de trabalho.
A proposta de encerrar a escala 6x1 ainda depende de debate institucional e de eventual mudança legislativa; a manifestação não altera automaticamente as regras atuais. Politicamente, porém, a defesa pública do tema indica que a campanha pretende associar a disputa presidencial a questões concretas do cotidiano dos trabalhadores.
Com a votação marcada para 25 de outubro, as campanhas devem ampliar agendas presenciais e atos de mobilização. O efeito eleitoral da marcha só poderá ser medido adiante, mas o evento mostrou a tentativa de Lula de combinar bandeiras trabalhistas, presença nas ruas e reorganização de apoiadores nesta fase da eleição.
Em resumo
Na Avenida Paulista, com concentração diante do Masp e caminhada prevista até a Praça Roosevelt, em São Paulo.
No domingo, 11 de outubro de 2026, durante a campanha do segundo turno presidencial.
O fim da escala 6x1, na qual o empregado trabalha seis dias e folga um.
Entidades estudantis, comunidades de fãs, movimentos sociais e partidos de esquerda.
Não. Qualquer mudança depende de debate institucional e aprovação legislativa.