Lula promete secretaria de finanças populares se for reeleito
Presidente apresentou a ideia em transmissão eleitoral com André Janones e Nath Finanças, mas ainda não detalhou estrutura, custo ou atribuições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (22) que pretende criar uma secretaria voltada às finanças populares caso vença o segundo turno. A proposta foi anunciada durante uma transmissão ao vivo com o deputado André Janones (Rede-MG) e a influenciadora Nath Finanças.
O InfoMoney registrou a declaração e a sugestão de que Nath poderia colaborar com a futura estrutura. Em apuração adicional, o Poder360 confirmou que Lula falou em uma secretaria para discutir as finanças de pessoas de baixa renda, mas não apresentou desenho administrativo, orçamento nem prazo de implantação.
Segundo Lula, o órgão teria a função de orientar trabalhadores com renda baixa, autônomos e artesãos sobre decisões financeiras. A fala foi apresentada como compromisso para um eventual novo mandato, e não como medida já formalizada pelo governo ou submetida ao Congresso.
Proposta ainda não tem desenho
A ausência de detalhes impede saber se a secretaria ficaria vinculada à Presidência, a um ministério existente ou a uma nova pasta. Também não há informação sobre número de cargos, impacto fiscal, competências legais ou relação com programas de educação financeira já mantidos por órgãos públicos e entidades do sistema financeiro.
Durante a live, Lula elogiou a capacidade de Nath Finanças de traduzir assuntos econômicos para o cotidiano. A influenciadora participou da conversa, mas não houve anúncio formal de convite, nomeação ou aceite. Qualquer composição administrativa dependeria do resultado eleitoral e de atos posteriores.
A promessa entrou na reta final da campanha presidencial, três dias antes da votação marcada para domingo (25). Por isso, o anúncio deve ser lido como proposta eleitoral: sua execução exigiria definição de escopo, fonte de recursos e mecanismos de prestação de contas.
Campanha conecta renda e apostas
A discussão sobre finanças pessoais apareceu na mesma transmissão em que Lula voltou a criticar plataformas de apostas. O presidente relacionou endividamento e vulnerabilidade econômica à necessidade de orientação pública, argumento usado para defender uma ação estatal mais direta junto à população de menor renda.
O ponto ainda aberto é se a iniciativa produziria serviço novo ou reorganizaria programas existentes. Educação financeira já aparece em políticas de bancos públicos, do Banco Central e de órgãos de defesa do consumidor, o que torna necessária uma delimitação clara para evitar sobreposição administrativa.
A proposta também ficará sujeita ao debate sobre custo e efetividade. Sem projeto, decreto ou equipe anunciada, a informação verificável nesta quinta-feira é a promessa feita por Lula em ambiente de campanha; detalhes operacionais só poderão ser cobrados se houver reeleição e apresentação de um plano formal.
Em resumo
Criar uma secretaria voltada à orientação e à discussão das finanças populares caso seja reeleito.
Nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, durante uma transmissão eleitoral ao vivo.
O deputado André Janones e a influenciadora Nath Finanças participaram da conversa com Lula.
Não. Trata-se de uma promessa de campanha sem estrutura, orçamento ou competências formalmente apresentados.
Lula citou trabalhadores de baixa renda, autônomos e artesãos como público da possível iniciativa.