Macário Júdice é solto com uso de tornozeleira após quase um ano de prisão
O desembargador capixaba é réu de processo porque teria vazado medidas cautelares contra investigados em esquema de corrupção no Rio de Janeiro

O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF) , mandou soltar, nesta sexta-feira (30), o desembargador Macário Ramos Júdice Neto , que estava preso havia quase um ano porque teria vazado informações para investigados em esquema de corrupção.
O contexto da decisão judicial
Mas, para assegurar a liberdade, ele vai ter que cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Além do equipamento de monitoramento, Macário será obrigado a se recolher à noite (das 19h às 6h), de segunda a sexta-feira, e integralmente nos finais de semana e feriados.
Ele também deverá entregar os passaportes, estando proibido de sair do país e de manter contato com outros investigados.
Detalhes e consequências do caso
Entre os argumentos que sustentaram a decisão de Moraes está o fato de já ter sido iniciada a ação penal no STF para apurar os crimes de obstrução de investigação sobre organização criminosa e violação de sigilo funcional que recaem sobre Macário.
Assim, o ministro entendeu que não há mais motivos para manter a prisão preventiva com a finalidade de garantir a ordem pública.
O advogado do desembargador, Patrick Berriel, ressalta que a defesa, desde o início, entendia que a prisão era desnecessária e que medidas cautelares seriam suficientes, o que agora foi reconhecido pelo STF.
" Durante a instrução, iremos provar a inocência do desembargador. Desde o início, tem sido um grande trabalho em equipe."
O desembargador Macário Júdice, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), foi preso em 16 de dezembro de 2025, durante a Operação Unha e Carne 2, da Polícia Federal . A ação aconteceu no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, onde o magistrado tem residência.
A operação foi deflagrada para investigar a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais.
Na primeira fase, foi preso o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar, que, segundo as investigações da PF, teria alertado o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, sobre uma ação que seria realizada pela Federal na casa dele.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o desembargador teria vazado informações sobre medidas cautelares autorizadas por ele contra TH Joias e outros investigados.
O suposto vazamento teria prejudicado a Operação Zargun, que investiga um esquema envolvendo integrantes do Comando Vermelho e agentes públicos.
A acusação também aponta que Macário teria se encontrado com Bacellar na véspera da operação. A defesa contesta essa versão e afirma que o magistrado estava em outro local na data apontada pela investigação.
Em agosto, porém, o STF decidiu tornar réu o desembargador , que estava preso preventivamente no Presídio Constantino Cokotós, em Niterói (RJ).
Entre os argumentos que sustentaram a decisão de Moraes está o fato de
O desembargador Macário Júdice, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), foi preso em 16 de dezembro de 2025, durante a Operação Unha e Carne 2, da Polícia Federal .
Em resumo
O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF) , mandou soltar, nesta sexta-feira (30), o desembargador Macário Ramos Júdice Neto , que estava preso havia quase um ano porque teria vazado informações para investigados em esquema de corrupção.
Além do equipamento de monitoramento, Macário será obrigado a se recolher à noite (das 19h às 6h), de segunda a sexta-feira, e integralmente nos finais de semana e feriados. Ele também deverá entregar os passaportes, estando proibido de sair do país e de manter contato com outros investigados.
Entre os argumentos que sustentaram a decisão de Moraes está o fato de já ter sido iniciada a ação penal no STF para apurar os crimes de obstrução de investigação sobre organização criminosa e violação de sigilo funcional que recaem sobre Macário.
O advogado do desembargador, Patrick Berriel, ressalta que a defesa, desde o início, entendia que a prisão era desnecessária e que medidas cautelares seriam suficientes, o que agora foi reconhecido pelo STF. " Durante a instrução, iremos provar a inocência do desembargador. Desde o início, tem sido um grande trabalho em equipe."
O desembargador Macário Júdice, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), foi preso em 16 de dezembro de 2025, durante a Operação Unha e Carne 2, da Polícia Federal . A ação aconteceu no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, onde o magistrado tem residência.