Cultura · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

Macbeth de Miami: a tragédia escocesa que virou comédia de aeroporto - Século Diário

Ou, o dia em que o herdeiro do trono perdeu a eleição, o passaporte e o restinho de semancol

Macbeth de Miami: a tragédia escocesa que virou comédia de aeroporto - Século Diário
Macbeth de Miami: a tragédia escocesa que virou comédia de aeroporto - Século Diário

Ou, o dia em que o herdeiro do trono perdeu a eleição, o passaporte e o restinho de semancol

Bruxas de Shakespeare andam meio sem criatividade, mas os

As bruxas de Shakespeare andam meio sem criatividade, mas os roteiristas destros aqui da República das Bananas resolveram chutar o balde da dramaturgia mundial.

No segundo turno de outubro de 2026, o placar eletrônico das urnas cantou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva com 51,79% dos votos válidos, mas o nosso valente Macbeth das Laranjeiras jurava que o trono do Planalto era seu por direito divino.

Em vez de aceitar o veredito popular feito um homem feito, o sujeito bateu o pé, fez biquinho e decidiu que o Brasil inteiro estava errado, menos a sua excelsa e mimada pessoa.

Aí começou a encenação digna de um teatro

Aí começou a encenação digna de um teatro de cordel financiado por fundos de origem duvidosa.

Sabendo que o ministro Alexandre de Moraes do STF tinha carimbado uma ordem proibindo o digníssimo de colocar os pés fora do território nacional, o nosso herói não teve dúvidas em agir com a coragem típica dos grandes covardes.

Catou as trouxas, driblou a PF, pulou a fronteira argentina com a agilidade de um contrabandista de muamba e pegou um jatinho particular rumo à terra do Tio Sam, deixando para trás um rastro de perplexidade e vergonha alheia.

Ao desembarcar em Miami, cercado por palmeiras artificiais e o cheiro de hambúrguer barato, o príncipe herdeiro teve a sua epifania monárquica de dar inveja ao próprio rei da Escócia.

Sacou o celular do bolso e digitou um manifesto bombástico onde se autoproclamava o legítimo imperador, digo, presidente do Brasil, diretamente da Flórida.

Parecia aquela criança rica do condomínio que, ao perder a posse da bola no meio da partida de futebol, bota a redonda debaixo do braço, corre chorando para os braços da mamãe e acusa os coleguinhas de terem inventado as regras do jogo.

O problema é que o teatro de isolamento político do nosso Macbeth de Miami começou a desabar mais rápido do que castelo de areia na beira da praia.

Os próprios coordenadores da campanha e as excelências do PL, que até ontem batiam palmas para as suas peripécias, enfiaram a viola no saco e fingiram que nem conheciam o rapaz.

Olhavam para as telas dos celulares nos corredores de Brasília com aquela cara de quem engoliu um mosquito e comentavam, à boca pequena, o vexame de apoiar uma criatura tão infantil.

Nenhum governador aliado quis queimar o filme comprando o barulho de um manifesto emitido entre uma comprinha no outlet e um passeio na Disney. Minto.

Teve um eleito aqui em terras capixabas que resolveu chamá-lo de presidente em suas redes sociais, para animar uns e outros que ainda acendem vela pra pneu.

Mas ver as raposas velhas da direita se descolando da sua aba foi o equivalente político a ver as tropas de Macduff marchando com os galhos da floresta de Birnam em direção ao castelo do usurpador.

Isolado na sua fortaleza de ar-condicionado americano, o rapaz percebeu que ninguém fora da sua bolha de zap estava disposto a assinar aquele atestado de internação psiquiátrica coletiva.

Em resumo

O que aconteceu?

Ou, o dia em que o herdeiro do trono perdeu a eleição, o passaporte e o restinho de semancol

Qual é o ponto principal?

As bruxas de Shakespeare andam meio sem criatividade, mas os roteiristas destros aqui da República das Bananas resolveram chutar o balde da dramaturgia mundial. No segundo turno de outubro de 2026, o placar eletrônico das urnas cantou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva com 51,79% dos votos válidos, mas o nosso valente Macbeth das Laranjeiras jurava que o

Quais são os dados mais importantes?

Aí começou a encenação digna de um teatro de cordel financiado por fundos de origem duvidosa. Sabendo que o ministro Alexandre de Moraes do STF tinha carimbado uma ordem proibindo o digníssimo de colocar os pés fora do território nacional, o nosso herói não teve dúvidas em agir com a coragem típica dos grandes covardes. Catou as trouxas, driblou a PF, pulou

Qual é o contexto?

Ao desembarcar em Miami, cercado por palmeiras artificiais e o cheiro de hambúrguer barato, o príncipe herdeiro teve a sua epifania monárquica de dar inveja ao próprio rei da Escócia. Sacou o celular do bolso e digitou um manifesto bombástico onde se autoproclamava o legítimo imperador, digo, presidente do Brasil, diretamente da Flórida. Parecia aquela crian

Quais são os próximos desdobramentos?

O problema é que o teatro de isolamento político do nosso Macbeth de Miami começou a desabar mais rápido do que castelo de areia na beira da praia. Os próprios coordenadores da campanha e as excelências do PL, que até ontem batiam palmas para as suas peripécias, enfiaram a viola no saco e fingiram que nem conheciam o rapaz. Olhavam para as telas dos celulare

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