Política Nacional · 2026-11-05 · Redação Notícia ES

Maioridade penal: entenda as diferenças entre as propostas do Congresso

Câmara discute redução para 16 anos para todos os crimes, enquanto Senado teve propostas divergentes que ficaram fora da PEC da Segurança

Maioridade penal: entenda as diferenças entre as propostas do Congresso
Maioridade penal: entenda as diferenças entre as propostas do Congresso

A redução da maioridade penal voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional, com propostas distintas tramitando na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

O contexto do cenário político

O tema, que já é debatido há mais de uma década pelos parlamentares, ganhou novo impulso com a apresentação de um parecer na Comissão Especial da Câmara. A âncora da CNN Tainá Falcão explicou cada proposta no Bastidores CNN .

Em 2015, os deputados votaram a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em três casos específicos: crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

No entanto, o texto não avançou no Senado Federal e, por isso, não se tornou lei nem emenda constitucional. A regra vigente permanece sendo a maioridade penal aos 18 anos.

Informações e repercussões do episódio

O relator na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PL-PE) vai além do que previa o texto de 2015. Pela proposta que ele pretende apresentar em seu parecer na Comissão Especial, jovens de 16 e 17 anos passariam a responder criminalmente por qualquer tipo de delito .

A proposta não contempla a redução para 14 anos, como chegou a ser defendido pela oposição.

Caso condenados à prisão, esses jovens cumpririam pena em um centro especial, separado dos presos adultos, o que exigiria novos investimentos e orçamento do governo para adequação do sistema prisional.

Segundo Aluisio Mendes (Republicanos-MA), presidente da Comissão Especial , o acordo firmado com o relator prevê que o parecer seja votado no plenário no mesmo dia em que for aprovado pela comissão, em dois turnos.

O impasse central, porém, reside em definir se os 16 anos valerão para todos os crimes ou apenas para os crimes listados no parecer.

Vale lembrar que crime hediondo não é sinônimo de qualquer crime grave ou violento: trata-se de uma categoria definida por lei, que inclui estupro, latrocínio — roubo seguido de morte — e homicídio qualificado, entre outros.

No Senado Federal, a discussão foi paralisada. Por ordem de Davi Alcolumbre (União-AP), para cumprir um acordo prévio com a Câmara dos Deputados, duas emendas haviam sido apresentadas à PEC da Segurança, já aprovada.

A primeira, do senador Rogério Marinho (PL-RN) previa 16 anos como regra geral e 14 anos para crimes hediondos e uma lista específica de delitos, incluindo tortura e tráfico de drogas.

A segunda emenda foi apresentada por Camilo Santana (PT-CE), que propôs a redução para 16 anos apenas para crimes hediondos, como estupro e latrocínio, mantendo os 18 anos como regra para os demais crimes.

Por acordo, as duas emendas acabaram sendo excluídas da PEC da Segurança.

Maioridade penal: entenda as diferenças entre as propostas no Congresso e Senado | BASTIDORES CNN

Em resumo

O que aconteceu?

A redução da maioridade penal voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional, com propostas distintas tramitando na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Qual é o ponto principal?

O tema, que já é debatido há mais de uma década pelos parlamentares, ganhou novo impulso com a apresentação de um parecer na Comissão Especial da Câmara. A âncora da CNN Tainá Falcão explicou cada proposta no Bastidores CNN .

Quais são os dados mais importantes?

Em 2015, os deputados votaram a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em três casos específicos: crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

Qual é o contexto?

No entanto, o texto não avançou no Senado Federal e, por isso, não se tornou lei nem emenda constitucional. A regra vigente permanece sendo a maioridade penal aos 18 anos.

Quais são os próximos desdobramentos?

O relator na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PL-PE) vai além do que previa o texto de 2015. Pela proposta que ele pretende apresentar em seu parecer na Comissão Especial, jovens de 16 e 17 anos passariam a responder criminalmente por qualquer tipo de delito .

Fontes