Justiça · 2026-10-19 · Redação Notícia ES

Manifestantes protestam em frente à sede da Meta em SP contra suposta interferência nas eleições | G1

Na quinta-feira (15), o TSE determinou que, até o fim do segundo turno das eleições, a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político nem de Lula (PT) nem de Flávio Bolsonaro (PL).

Manifestantes protestam em frente à sede da Meta em SP contra suposta interferência nas eleições | G1
Manifestantes protestam em frente à sede da Meta em SP contra suposta interferência nas eleições | G1

Manifestação em frente à sede da Meta em SP — Foto: TV Globo

Manifestantes protestaram na tarde desta segunda-feira (19) em frente

Manifestantes protestaram na tarde desta segunda-feira (19) em frente à sede da Meta no Brasil, na Avenida Faria Lima, na Zona Sul de São Paulo , contra uma suposta interferência da empresa no processo eleitoral brasileiro .

Segundo apurado pela TV Globo , os participantes tentaram entregar uma notificação extrajudicial a representantes da companhia, mas a empresa se recusou a receber o documento.

O ato, chamado “Meta, não se meta na nossa eleição”, foi organizado por entidades da sociedade civil e movimentos sociais.

Organizadores afirmam que a empresa, dona de Facebook, Instagram,

Os organizadores afirmam que a empresa, dona de Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e Meta AI, estaria restringindo conteúdos e perfis ligados a grupos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 15 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que, até o fim do segundo turno das eleições, a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem de Flávio Bolsonaro (PL), sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

A decisão foi dada em ação protocolada pela campanha do presidente Lula à reeleição, após dizer que a empresa "tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação".

Segundo as entidades que organizaram o ato desta segunda, nas últimas semanas, foram registradas denúncias de perfis banidos, publicações removidas, quedas repentinas de alcance e restrições de funcionalidades sem explicação.

Os organizadores também apontam supostas irregularidades em anúncios eleitorais pagos em moeda estrangeira e questionam o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial da empresa na classificação e recomendação de candidatos.

A notificação extrajudicial seria direcionada a Conrado Leister, diretor da Meta no Brasil.

Entre as exigências apresentadas pelas entidades estão a reparação dos danos que atribuem à plataforma, a transparência sobre as decisões de moderação e a criação de canais de contestação para usuários e organizações afetados.

Os organizadores pedem ainda o fim do que chamam de "shadowban", prática que, segundo eles, consiste na redução seletiva do alcance de publicações sem notificação clara ao usuário.

O documento também solicita a preservação de registros de moderação e de dados sobre a distribuição de conteúdos para permitir auditorias pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo Ministério Público e pela sociedade civil.

O protesto foi articulado pelas organizações CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Sleeping Giants Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — Foto: Ricardo Stuckert

Em 16 de outubro, a Meta disse que a empresa "não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição", afirmou que a conta do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a ser suspensa "por engano" e que "incidentes técnicos recentes" afetaram as duas campanhas na internet.

De acordo com o posicionamento, uma "lacuna" nas "proteções" da empresa fez com que a ferramenta de inteligência artificial da Meta elaborasse materiais de campanha que favoreciam o senador e também candidato Flávio Bolsonaro (PL).

"Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos", declarou a empresa na nota.

De acordo com a Meta, a conta de anúncios da campanha de Lula (PT) foi desativada "por engano" e "não por razões políticas" em 23 de setembro .

A suspensão, segundo a empresa, durou pouco mais de 1 hora - e a página oficial da campanha de Lula no Facebook e a conta no Instagram nunca foram bloqueadas.

"Em 23 de setembro, a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de uma hora, após um anúncio ter sido classificado como uma possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes.

A análise antifraude incorreta feita sobre este anúncio foi adotada no âmbito de um acordo firmado em 13 de abril de 2026 com a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater golpes envolvendo programas federais".

Em resumo

O que aconteceu?

Manifestação em frente à sede da Meta em SP — Foto: TV Globo

Qual é o ponto principal?

Manifestantes protestaram na tarde desta segunda-feira (19) em frente à sede da Meta no Brasil, na Avenida Faria Lima, na Zona Sul de São Paulo , contra uma suposta interferência da empresa no processo eleitoral brasileiro . Segundo apurado pela TV Globo , os participantes tentaram entregar uma notificação extrajudicial a representantes da companhia, mas a e

Quais são os dados mais importantes?

O ato, chamado “Meta, não se meta na nossa eleição”, foi organizado por entidades da sociedade civil e movimentos sociais. Os organizadores afirmam que a empresa, dona de Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e Meta AI, estaria restringindo conteúdos e perfis ligados a grupos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Qual é o contexto?

Em 15 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que, até o fim do segundo turno das eleições, a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem de Flávio Bolsonaro (PL), sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

Quais são os próximos desdobramentos?

A decisão foi dada em ação protocolada pela campanha do presidente Lula à reeleição, após dizer que a empresa "tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação".

Fontes